MERCADO FINANCEIRO
Ganhos e recordes
Os mercados acionários comemoraram ontem mais um dia de ganhos e recordes pelo mundo. Diferentes Bolsas de Valores atingiram níveis históricos de pontuação. A Bolsa de Valores de São Paulo foi a um novo pico: 43.754 pontos. O Ibovespa registrou valorização de 1,09%, elevando seus ganhos acumulados em 2006 para 30,78%. A movimentação na Bolsa paulista foi intensa, alcançando R$ 3,4 bilhões em negócios, bem acima da média diária do ano (R$ 2,4 bilhões).
Ranking
Entre os papéis que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram Tim Par ON (+7,65%), Souza Cruz ON (+3,85%) e Telemar PN (+3,33%). As maiores baixas foram Sabesp ON (-5,02%), Sadia PN (-2,31%) e Telesp PN (-1,74%).
Corporativos
Nos Estados Unidos, a alta das Bolsas foi influenciada por resultados corporativos expressivos, que deram ânimo aos investidores, já atentos a 2007. Além disso, na manhã de ontem foi divulgada uma queda mais forte que a prevista nos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, o que sinaliza que a economia do país pode não estar tão desaquecida quanto alguns analistas temem.
Wall Street
O índice Dow Jones chegou a novo patamar recorde e terminou as operações com alta de 0,80%. A Bolsa eletrônica Nasdaq, das ações de empresas de alta tecnologia, subiu 0,88%.
Européias
Na Europa, os investidores deram alento ao mercado acionário, com especial atenção aos papéis de empresas ligadas a commodities. O índice FTS Eurofirst, que agrupa ações das principais empresas européias, avançou 0,57% e foi a seu mais elevado patamar desde maio de 2001. Em Paris, a Bolsa subiu 0,62%; em Londres, a alta foi de 0,57%; a Bolsa de Frankfurt se valorizou 0,49%.
Títulos
Com o mercado favorável, houve boa procura no mercado internacional por títulos da dívida brasileira. Como conseqüência do movimento, o risco-país marcava 203 pontos no fim do dia, em nova mínima histórica. O risco-país é calculado a partir da oscilação de uma cesta de títulos da dívida. Quando cresce a procura por esses papéis, o indicador tende a recuar.
Câmbio
O Banco Central vendeu ontem cerca de US$ 1,58 bilhão em contratos de swap cambial reverso - que têm o efeito de compras de dólares no mercado futuro. A colocação dos papéis cambiais visou a rolagem de um lote de títulos que vence em janeiro. O dólar encerrou as operações estável, a R$ 2,148.
Juros
Os contratos futuros de longo prazo seguiram no foco do mercado de juros ontem, tanto no que diz respeito à queda das taxas quanto em relação ao volume de negócios. O giro do DI janeiro de 2010 cresceu em relação aos últimos dias e este contrato, com mais de 146 mil negócios, foi o segundo mais líquido da sessão, atrás somente do DI janeiro de 2008, com cerca de 238 mil. O DI janeiro de 2010 fechou com taxa de 12,57%, de 12,64% quarta, enquanto o DI janeiro de 2008 ficou estável em 12,52%. Também com liquidez significativa, o DI janeiro de 2009 terminou em 12,50%, de 12,53% quarta.
Opep
Em uma nova tentativa de impedir a queda do preço do petróleo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciou um corte de 500 mil barris na oferta diária do produto, equivalente a 1,9% de sua produção. A medida começa a valer a partir de 1º de fevereiro. O corte divulgado onte vem se somar à redução de 1,2 milhão de barris por dia, aprovada pela organismo em sua última reunião, no Qatar, no dia 20 de outubro.
Cotação
A nova medida já começou a produzir resultados no mercado. Na Bolsa de Nova York, o barril teve alta de 1,86%, terminando o dia cotado a US$ 62,51. O petróleo atingiu o recorde de US$ 78,40 em julho em Nova York. Desde então, a sua cotação recuou cerca de 20%, o que motivou as recentes ações da Opep.
Agenda
O cenário externo tem hoje a prova de fogo com a divulgação da inflação ao consumidor em novembro nos EUA, principalmente ante o alerta do Federal Reserve sobre o desconforto com a questão inflacionária demonstrado no comunicado após o encontro desta semana. A mediana das expectativas é de alta de 0,2% para o CPI cheio e também de +0,2% para o núcleo. Outro dado de peso será a produção industrial americana em novembro, cuja mediana das previsões é +0,1% e para a taxa de utilização da capacidade industrial, de 82,2%.
Brasil
No Brasil, o foco estará sobre os dados de vendas do varejo em outubro que o IBGE divulga a partir das 9h30. O intervalo das estimativas está entre +0,1% e -1% para a comparação com setembro e entre +4,80% e +8,20% em relação a outubro do ano passado. Em setembro, o mercado também esperava um dado fraco e se espantou com o ímpeto das vendas, que cresceram 2,06% ante agosto e 10,10% ante o mesmo mês de 2005, sustentadas basicamente pelo aumento das importações.
IGP-10
Ontem com a divulgação do IGP-10 de dezembro, o mercado conheceu o primeiro índice de inflação fechado de 2006. Segundo a FGV, o dado deste mês desacelerou para +0,47%, de +1,02% em novembro. Veio perto do teto das estimativas dos analistas, que iam de 0,35% a 0,48%, mas isso não estressou os investidores. No ano, o IGP-10 ficou em 4,05%, ante 1,47% em 2005. Para 2007, o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, acredita que os IGPs devem fechar em torno de 3,5%.
(Com agências Estado, Folhapress e AFP)





