MERCADO FINANCEIRO
Baixa volatilidade
O dólar fechou em queda ontem pelo sexto pregão seguido, após uma sessão de baixa volatilidade. A depreciação acumulada nesse período frente ao real chega a 1,34%. Novamente, o fluxo positivo foi o componente responsável pela desvalorização da moeda americana. O cenário positivo no mercado internacional ajudou a manter o apetite por risco dos investidores externos, os quais irrigaram as operações locais com dólares e pressionaram, assim, a baixa nos preços.
Referências
No término das operações, a divisa americana indicou R$ 2,1360 na compra e R$ 2,1380 na venda, com queda de 0,14%. O valor de ontem iguala-se ao fechamento do dia 7 de novembro, que foi o menor valor registrado desde o dia 27 de outubro (R$ 2,1370). Ao longo da jornada, as cotações oscilaram da mínima de R$ 2,1370 à máxima de R$ 2,1390. De acordo com informações do mercado financeiro, o giro interbancário alcançou US$ 1,7 bilhão.
Wall Street
O clima positivo em Wall Street ajudou. Às 16h55, o indicador acionário Dow Jones subia 0,18%, o eletrônico Nasdaq Composite avançava 0,49% e o índice S & P 500 ganhava 0,28%. No final dos negócios, a Bovespa subia 0,88%.
Focus
Os analistas revisaram novamente para baixo a previsão de crescimento da economia para este ano. Foi o quinto ajuste consecutivo. A expectativa passou de 2,86% para 2,80%. Para o ano que vem, a estimativa foi mantida em 3,5%, segundo dados que fazem parte do Boletim Focus divulgado semanalmente pelo Banco Central.
Revisão
O fraco desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre -crescimento de apenas 0,5% - contribuiu para a revisão. A projeção do mercado é a mesma do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao Ministério do Planejamento. Já a projeção oficial do Ministério da Fazenda é de 3,2% e a do Banco Central, um crescimento de 3,5%. Para a produção industrial, os analistas esperam um incremento de 3,09% em 2006, contra 3,13% do levantamento anterior.
Juros
A previsão para os juros é um corte de 0,25 ponto percentual na reunião de janeiro, para 13%. A taxa chegaria em 12% até o final do ano que vem, segundo os analistas. Na última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu por um corte de 0,5 ponto percentual na última reunião do ano, para 13,25% ao ano. Na ata do encontro, divulgada na semana passada, o comitê indicou que poderá reduzir o ritmo de corte da taxa.
IPCA
Sobre a inflação, os analistas reduziram de 3,15% para 3,11% a previsão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2006 e de 4,10% para 4,09% a do próximo ano. A meta do governo é uma inflação de 4,5% nos dois anos, com margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
IGP-DI
Ainda de acordo com o levantamento, a projeção do Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) ficou em 3,89%, ante 3,95% do levantamento anterior. A do IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado) foi levemente reduzida, de 3,90% para 3,89%. Para 2007, a previsão dos índices ficou em 4,33% e 4,30%, respectivamente.
Balança
Já a projeção em relação ao superávit comercial - saldo positivo entre exportações e importações - está em US$ 45 bilhões. Para o ano que vem, a expectativa é de US$ 38 bilhões. A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 1 bilhão na segunda semana de dezembro, resultado de exportações de US$ 2,917 bilhões e importações de US$ 1,917 bilhão. No acumulado do mês, o superávit comercial totaliza US$ 1,434 bilhão.
Saldo
As exportações em dezembro somam US$ 3,733 bilhões e as importações US$ 2,299 bilhões. No acumulado do ano, o saldo comercial é de US$ 42,508 bilhões, com exportações no valor de US$ 128,969 bilhões e importações de US$ 86,461 bilhões, segundo divulgou hoje o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Otimismo
O banco de investimentos Morgan Stanley está otimista com as perspectivas da América Latina em 2007. Apesar dos riscos relacionados à desaceleração da economia mundial, eles avaliam que a região está começando a colher os benefícios da estabilidade macroeconômica. E entre os destaques positivos, os analistas do banco norte-americano, ressaltam o caso do Brasil.
Exemplo
''Talvez em nenhum lugar a mudança na região esteja ocorrendo de uma forma tão clara como no Brasil'', disseram Gray Newman, Luis Arcentales e Daniel Volberg, economistas do Morgan Stanley. Eles observaram que há apenas quatro anos, os mercados debatiam se o país estava numa trajetória que o levaria a uma moratória de sua dívida ou a adoção de controles de capitais. ''Hoje, o Brasil tem uma dívida externa líquida zero (em relação a suas reservas em moeda estrangeiras), uma dívida doméstica em trajetória de queda e uma inflação próxima à registrada nos Estados Unidos.''
Equivocados
Segundo eles, estão equivocados aqueles que recentemente têm advogado pela exclusão do Brasil do grupo de países Brics (Brasil, Rússia, China e Índia) devido sua fraca performance econômica dos últimos anos. ''Esse é precisamente o momento errado para desqualificar o Brasil de seu lugar entre os Brics'', afirmaram. ''Suspeitamos que o Brasil está prestes a ter um crescimento muito mais forte em 2007.''
Com agências Estado, Folhapress e AFP





