Dia de bom humor
O bom humor em Wall Street voltou a influenciar positivamente os mercados domésticos ontem. Indicadores de atividade da economia dos EUA, divulgados pela manhã, mantiveram o ambiente favorável aos negócios. Por aqui, o dólar voltou a fechar em baixa, mesmo com o leilão de compra da moeda feito pelo Banco Central. Já a Bovespa registrou o segundo recorde seguindo de pontuação.


Bovespa
O Ibovespa - índice que reúne as ações mais negociadas da Bolsa - ultrapassou ontem os 43 mil pontos e o giro financeiro superou os R$ 3 bilhões. Os dois papéis mais negociados na bolsa paulista fecharam no azul. Petrobras PN (giro de R$ 438 milhões) subiu 1,11%. Vale do Rio Doce PNA (giro de R$ 343 milhões) ganhou 3,54%.


Wall Street
Às 18h50, a Bolsa de Nova York tinha alta de 0,37%, aos 12.329,52 pontos, e a Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) avançava 0,09%, para 2.450,77 pontos.

Indicadores
Os indicadores e eventos econômicos devem continuar a determinar o humor dos investidores nesta semana. A produção industrial brasileira de outubro sai hoje, e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a novembro, será divulgado amanhã. É esperada, ainda, a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), que ajudará a afinar as sobre o rumo dos juros.

EUA
Nos Estados Unidos, destacam-se os dados a respeito do mercado de trabalho, que saem na sexta-feira. Ontem, saíram os números de produtividade, que cresceu a uma taxa anual de 0,2% - quando os economistas esperavam 0,5%. O Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) tem se mostrado mais preocupado com a inflação do que com o ritmo de desaquecimento da economia americana, que parece suave. Esse é o principal debate no momento.

Câmbio
O dólar comercial caiu 0,6%, vendido a R$ 2,152, acompanhando o risco-país, que teve baixa de 2,68%, para 218 pontos.

Saldo positivo
O saldo de investimentos estrangeiros na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em novembro ficou positivo em R$ 1,489 bilhão - diferença entre vendas de ações de R$ 17,322 bilhões e compras de R$ 18,812 bilhões. É o maior saldo desde janeiro deste ano, quando ele havia ficado em R$ 2,614 bilhão. Dessa maneira, o saldo acumulado no ano volta a ficar positivo, em R$ 692,257 milhões.

Apetite
O apetite dos estrangeiros por papéis brasileiros é, de acordo com analistas, a explicação para a recente recuperação da Bovespa. Na segunda-feira, ela voltou a atingir recorde histórico: 42.654 pontos, maior patamar desde 23 de novembro, quando havia chegado aos 42.069 pontos. Em junho, a Bolsa brasileira caiu até os 32 mil pontos, menor nível do ano.

Ipea
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou para baixo a projeção de crescimento da economia neste ano. Para o instituto, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve fechar o ano com uma expansão de 2,8%. Na última projeção, o Ipea (órgão vinculado ao Ministério do Planejamento) previa uma expansão de 3,3%. O instituto estima ainda que o PIB terá alta de 3,6% em 2007.


Indústria
O setor industrial foi o que sofreu a maior redução em suas previsões de crescimento, passando de 4,2% para 3,2%. A agropecuária, por outro lado, subiu de 2,3% para 3%. O setor de serviços apresentou uma leve revisão de 2,4% para 2,3%. A balança comercial deve terminar o ano com saldo de US$ 44,3 bilhões. As exportações devem somar US$ 137,1 bilhões, ante US$ 136 bilhões. Já as importações devem atingir US$ 92,8 bilhões.

Inflação
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano em 3,1%, segundo o Ipea. Em 2007, o índice deve ficar em 4,3%. A taxa Selic deve encerrar o último trimestre de 2006 em 13,6%. No ano, a taxa deve ficar em 15,3% -em setembro, a previsão era de 15,4%.

Crescimento
Segundo o Ipea, a taxa média de crescimento do Brasil nos últimos quatro anos, incluindo 2006, vai repetir a que havia sido registrada entre 1995 e 2000, de 2,6% ao ano. O instituto ressalta que o país não conseguiu obter, em nenhum dos dois períodos, uma taxa de crescimento acima de 3% por dois anos consecutivos. O instituto manteve estável sua projeção para a taxa de investimentos no país neste ano. Para 2007, a projeção é de um crescimento 7,4%.


Petróleo
Os contratos futuros de petróleo fecharam em leve queda na New York Mercantile Exchange (Nymex) e na Intercontinental Exchange (ICE, de Londres). Na Nymex, os contratos de petróleo bruto para janeiro fecharam a US$ 63,43 por barril, em queda de US$ 0,01. Na ICE, os contratos de petróleo Brent para janeiro fecharam a US$ 63,32 por barril, em queda de US$ 0,13.

Com agências Estado, Folhapress e AFP

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