MERCADO FINANCEIRO
Dia de risco
Considerado um dos principais termômetros da confiança dos investidores na economia, o EMBI+ Brasil, mais conhecido como risco país e calculado pelo Banco JP Morgan Chase, indicava 226 pontos às 13h35 de ontem, com baixa de 1,31%. Na sexta-feira, o risco-país terminou aos 229 pontos.
Bônus
O Tesouro Nacional anunciou ontem a reabertura do lançamento de bônus soberanos, títulos denominados em reais, com vencimento em 2022. A operação está sendo liderada pelos bancos Morgan Stanley e Goldman Sachs.
Títulos
No mercado secundário de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40 subia 0,05%, transacionado a 132,875% do seu valor de face. O segundo papel mais representativo do índice do JP Morgan, o Global 18 ou A-Bond (Amortizing Bond ou Bônus de Amortização), por sua vez, indicava 11,438% do seu valor de face, inalterado em relação ao último fechamento.
Câmbio
Levemente para cima e levemente para baixo, assim foi a trajetória do dólar ontem, dia de sossego tanto para a agenda econômica quanto para o cenário externo. No término dos negócios, a moeda norte-americana foi vendida na mínima, a R$ 2,165, com queda discreta de 0,14%. Na máxima, o avanço limitou-se a 0,28%. O Banco Central manteve a rotina e fez leilão de compra de dólares no mercado à vista, aceitando apenas três propostas, com corte a R$ 2,1765, segundo relato de operadores. Também no final da tarde, a Bovespa operava em alta de 1,75%.
Focus
As projeções do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim deste ano caíram de R$ 2,16 para R$ 2,15 por dólar, em pesquisa semanal Focus divulgada ontem pelo Banco Central (BC). Para o fim de 2007, as previsões de câmbio não mudaram e continuaram em R$ 2,25 por dólar pela terceira semana consecutiva. Na pesquisa, o BC recolhe as projeções para diversos indicadores de mais de cem instituições financeiras.
Investimentos
A estimativa para o fluxo de investimento estrangeiro direto (IED) neste ano subiu de US$ 15,86 bilhões para US$ 16 bilhões. Para 2007, as estimativas de fluxo de IED continuaram estáveis em US$ 16 bilhões.
Conta corrente
Já as projeções do mercado financeiro para o superávit em conta corrente deste ano subiram de US$ 12 bilhões para US$ 12,10 bilhões na pesquisa Focus desta semana. A elevação pôs fim a uma sequência de duas semanas de estabilidade destas previsões, que estavam em US$ 11,54 bilhões há quatro semanas.
Balança
As previsões de superávit da balança comercial neste ano, por sua vez, ficaram estáveis em US$ 45 bilhões pela segunda semana consecutiva. Para 2007, a previsão de superávit da balança comercial também ficou inalterada, em US$ 38 bilhões.
Fusão
O Bank of New York anunciou ontem que concordou em adquirir o rival Mellon Financial por US$ 16,5 bilhões em ações. A fusão das duas instituições irá resultar na criação de uma das maiores administradoras de ativos do mundo. A nova empresa deverá se chamar Bank of New York Mellon e terá cerca de US$ 16,6 trilhões em títulos e valores mobiliários sob custódia e cerca de US$ 1,1 trilhão de ativos sob sua gestão.
Cortes
A fusão, no entanto, deve resultar no corte de cerca de 3.900 empregos - quase 10% da força de trabalho combinada das duas empresas. O corte deve acontecer no prazo de três anos após o fechamento do negócio. Os custos da reestruturação das duas empresas para se adequarem à fusão ficará em torno de US$ 1,3 bilhão; os custos, por sua vez, devem ficar em cerca de US$ 700 milhões. A fusão foi aprovada pelas diretorias de ambos os bancos, mas ainda precisa ser aprovada pelas autoridades reguladoras e pelos acionistas. A expectativa é de que o processo seja concluído até o terceiro trimestre de 2007.
Européias
As Bolsas européias fecharam em alta ontem. Traders disseram que no fim do dia os investidores mostraram alívio pelo fato de a debilidade das ações da Pfizer não ter contagiado todo o mercado norte-americano. Informes ou rumores de fusões e aquisições também influenciaram os mercados. Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou em alta de 28,90 pontos (0,48%), em 6.050,40 pontos.
Européias 2
O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em alta de 42,03 pontos (0,80%), em 5.296,08 pontos. A Bolsa de Frankfurt fechou com o índice Xetra-DAX em alta de 54,10 pontos (0,87%), em 6.295,23 pontos. A alta foi atribuída à influência da abertura positiva das Bolsas dos EUA. Na Bolsa de Milão, o índice S&P-Mib fechou em alta de 206 pontos (0,52%), em 40.155 pontos. E o índice Ibex-35, da Bolsa de Madri, fechou em alta de 185,80 pontos (1,36%), em 13.846 pontos.
Com agências Estado, Folhapress e France Presse





