Vôo solo
  A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) descolou do movimento em Wall Street no final da tarde de ontem e fechou com alta de 0,22%, aos 41.043 pontos, depois de dois pregões seguidos encerrados em queda. Durante todo o dia, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) acompanhou o desempenho do mercado acionário dos Estados Unidos. A virada decisiva ocorreu quando faltava menos de uma hora para o final do pregão, apesar de as Bolsas norte-americanas continuarem em baixa.

Blue Chips
  Na Bovespa, Telemar PN, -0,03%; Petrobras PN, +0,66%; Embratel Par. PN, -1,40%; Usiminas PNA, +0,62%; Vivo PN, -0,70%; Vale R. Doce PNA N1, +0,65%; Bradesco PN N1, -0,04%; Eletrobrás PNB, +2,15%; Sid. Nacional ON, +0,71%; Cemig PN N1, +0,19%.

Câmbio
  Já o dólar interrompeu uma seqüência de oito altas, ao fechar com queda de 0,22%, a R$ 2,188 na venda. Na máxima do dia, a moeda norte-americana encostou nos R$ 2,20, ao subir 0,18% e atingir R$ 2,197.

Bernanke
  O discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, ontem à tarde, chegou a pressionar um pouco a divisa norte-americana, mas logo depois ela voltou a cair, com a atuação dos exportadores no mercado.

Inflação
  O presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, disse que a inflação nos EUA tem ‘‘se comportado melhor’’ nos últimos meses, mas que o núcleo dos preços ainda está ‘‘desconfortavelmente alto’’. Segundo ele, seria ‘‘especialmente problemático’’ se a inflação não moderasse como ele e outros membros do BC dos EUA esperam.

Efeitos
  Após o discurso do presidente do Fed, considerado negativo por alguns analistas, as Bolsas norte-americanas, que tentavam uma recuperação, voltaram a cair. Entretanto, apresentaram uma melhora logo depois. ‘‘O mercado brasileiro ficou atreladíssimo ao de Nova Iorque, por conta principalmente da agenda econômica’’, disse Luiz Kleber Hollinger, diretor da Americainvest.

Tendência de alta
  Para Álvaro Borges da Silva, agente autônomo de investimentos, se depender somente do cenário interno, a tendência é de alta na Bovespa, principalmente depois de dois pregões seguidos de realização de lucros -com investidores embolsando ganhos acumulados após o recorde de pontuação na última quinta-feira.

Atenções
  No ambiente doméstico, as atenções dos investidores estão voltadas principalmente para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa básica de juros, hoje. A Selic está em 13,75% ao ano e há praticamente um consenso no mercado de que o Copom promoverá um corte de 0,5 ponto percentual na taxa.

PIB
  Outro dado aguardado é o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, que será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Analistas ouvidos pela reportagem acreditam que o PIB apresentou crescimento entre 0,4% e 0,65% no período. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, as previsões variam de uma alta de 2,2% a 3,6%.

Européias
  As principais Bolsas européias fecharam em queda ontem pelo quinto dia consecutivo. Traders disseram que a debilidade do dólar e preocupações com a lucratividade do banco britânico Barclays e da fabricante de celulares finlandesa Nokia afetaram negativamente o sentimento dos investidores. Ações de empresas exportadoras, como as dos setores automotivo e de tecnologia, estavam entre as que mais caíram; em Estocolmo, as ações da Nokia caíram 1,8%, depois de a empresa rebaixar a previsão de margem de lucro para os próximos dois anos.

Índices
  Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou em queda de 24,2 pontos (0,40%), em 6.025,9 pontos. As ações da editora de música EMI subiram 10,39%, em reação a informes de que haveria ofertas para a aquisição da empresa. O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em baixa de 2,41 pontos (0,05%), em 5.306,24 pontos. As ações da Danone subiram 1,20%, devido à expectativa positiva em relação a uma conferência com analistas. A Bolsa de Frankfurt fechou com o índice Xetra-DAX em queda de 16,49 pontos (0,26%), em 6.281,68 pontos. Na Bolsa de Milão, o índice S&P-Mib fechou em alta de 78 pontos (0,19%), em 40.100 pontos.

Petróleo
  Os preços do petróleo continuaram subindo ontem, sustentados pelas expectativas de uma nova redução da produção da Opep em dezembro e previsões de uma onda de frio nos Estados Unidos, que estimularia a demanda e influenciaria no nível das reservas. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ‘‘light sweet’’ para entrega em janeiro ganhou 67 centavos e fechou a
US$ 60,99. Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em janeiro subiu 77 centavos, a US$ 61,21.
(Com agências Estado, Folhapress e AFP)

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