MERCADO FINANCEIRO
Nota positiva
A agência de classificação de risco S&P (Standard & Poor's), uma das maiores do mundo, sinalizou ontem que pode elevar em breve a nota atribuída ao Brasil. A agência anunciou a revisão da perspectiva da nota soberana brasileira de ''estável'' para ''positiva''.
Bovespa
Após a notícia, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acelerou sua alta e fechou muito próxima de seu teto histórico. No fim do pregão, o Ibovespa registrava 0,82% de valorização, aos 41.912 pontos, a segunda melhor marca da história. O recorde de pontuação foi atingido em 9 de maio (41.979 pontos).
Vulnerabilidade
Segundo a S&P, ''a perspectiva positiva reflete o contínuo declínio das vulnerabilidades fiscal e externa do Brasil, em meio a outro ciclo eleitoral e à expectativa de que o presidente Lula objetiva reduzir progressivamente a inflexibilidade fiscal durante o segundo mandato''.
Degraus
A nota soberana do Brasil foi mantida em ''BB'', ainda dois degraus abaixo do chamado ''investment grade'' (grau de investimento, atribuído a países que representam baixo risco de dar calote).
Vantagem
O fato de a perspectiva da nota ter sido passada para positiva indica que em poucos meses o Brasil pode ser elevado. Para o país, a grande vantagem de vir a ser catalogado como ''investment grade'' está na possibilidade de conseguir empréstimos mais baratos no mercado internacional.
Giro
O pregão de ontem da Bovespa movimentou R$ 3 bilhões. Novembro tem sido um mês recorde no que se refere à média diária de negócios - R$ 3,07 bilhões. No mesmo mês de 2005, a média diária ficou em torno de R$ 1,7 bilhão.
Destaques
Os destaques de valorização entre os papéis do Ibovespa no pregão de ontem ficaram com as ações ordinárias do Banco do Brasil (4,16%) e da Cemig (3,91%). Já a ação ON da Natura liderou a lista da baixas, com queda de 2,94%.
Ação de Graças
Com o feriado de Ação de Graças hoje nos Estados Unidos, a tendência é a movimentação financeira cair significativamente na Bovespa. Os investidores estrangeiros, que pouco devem operar, respondem por cerca de 35% das operações feitas na Bolsa.
Estrangeiros
No mês, o Ibovespa, principal índice da Bolsa, acumula valorização de 6,75%. E quem está sustentando a alta da Bovespa neste mês são os estrangeiros. O saldo mensal das operações desses investidores está positivo em R$ 313 milhões, até o dia 16 - isso significa que mais compraram que venderam ações no período. Já o segmento de pessoa física está com saldo negativo de R$ 760 milhões no mês.
Wall Street
As Bolsas norte-americanas já tiveram ontem um dia de fraca movimentação, com muitos investidores operando apenas pela manhã. O índice Dow Jones, da Bolsa Nova Iorque, fechou quase estável (+0,04%). Por conta disso, a decisão da agência S&P não teve uma repercussão mais expressiva, especialmente no exterior. Assim, o risco-país brasileiro chegou ao fim do dia a 221 pontos, praticamente estável.
Leve pressão
No mercado de câmbio, o dólar terminou com elevação de 0,14%. A moeda era vendida a R$ 2,167 no fim do dia. Além das compras de moeda diretamente dos bancos que tem feito diariamente, o BC realizou leilão de contratos de ''swap cambial reverso'', em montante superior a US$ 910 milhões. O ''swap cambial reverso'' tem o efeito de compra de dólares no mercado futuro e ajuda a pressionar a cotação da moeda estrangeira.
Juros
O mercado de juros passou o dia com taxas em queda moderada, refletindo o noticiário positivo. No fechamento, o DI janeiro de 2007, novamente o mais negociado, encerrou estável em 13,37%, enquanto a taxa do DI janeiro de 2008 passou de 12,97% para 12,94%. O DI janeiro de 2010 terminou em 13,21%, de 13,25% terça.
Petróleo
Os preços do petróleo caíram ontem, devido ao aumento maior que o previsto, pela sétima semana consecutiva, das reservas de cru nos EUA, antes do fim de semana prolongado pelo Dia de Ação de Graças. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o barril de cru do tipo ''light sweet'' para entrega em janeiro perdeu 93 centavos, para fechar a US$ 59,24. Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em janeiro perdia 1,41 dólar, a US$ 58,98.
Com agências Estado Folhapress e France Presse





