MERCADO FINANCEIRO
Volatilidade
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou a terça-feira relutante, apresentou bastante volatilidade, mas no final do dia acelerou e acabou fechando em alta de 1,32%, aos 41.570 pontos - patamar máximo do dia -, com giro de R$ 4,716 bilhões. O exercício de opções sobre ações movimentou R$ 1,5 bilhão - trata-se do maior desde 20 de dezembro de 1999.
Destaques
Os papéis da Vale do Rio Doce e da Petrobras fecharam nas máximas do dia. Petrobras PN subiu 2,14%. As ordinárias fecharam em alta de 2,05%. Vale PNA ganhou 2,30% e as ordinárias, +2,11%. Petrobras PN e Vale PNA foram também, mais uma vez, as mais negociadas do pregão, com giro de R$ 447 milhões e R$ 324 milhões, respectivamente.
Ibovespa
Entre os papéis que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram CCR Rodovias ON (+5,67%), Perdigão ON (+5,53%) e Vivo PN (+5,39%). As maiores baixas foram TAM PN (-4,31%), Natura ON (-2,39%) e Siderúrgica Nacional ON (-2,00%).
DIs
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato DI de janeiro de 2007, o mais negociado ontem, encerrou com taxa de 13,37%, de 13,39% ontem. O DI janeiro de 2008 terminou em 12,97%, ante 13,01% na última sessão.
Apostas
O aumento do volume de negócios com o DI janeiro 2007, que ontem movimentou mais de 350 mil contratos, sinaliza que a briga das apostas para o Copom pode estar esquentando a partir desta semana, cujos destaques são a divulgação dos índices de inflação e as reuniões dos diretores do Banco Central com agentes do mercado.
Câmbio
O dólar comercial teve elevação de 0,13%, vendido a R$ 2,164. O risco-país ficou estável aos 219 pontos. Segundo a projeção dos analistas, a moeda americana deve oscilar entre R$ 2,15 e R$ 2,18 no curto prazo. O ingresso de recursos no mercado continua grande, mas nesta época do ano as importações também crescem. Além disso, o Banco Central mantém, a sua atuação, comprando divisas à vista quase diariamente.
Nos EUA
Wall Street teve uma terça-feira desanimada. Às 18h39, a Bolsa de Nova York subia 0,02%, para 12.319,50 pontos, e a Nasdaq tinha queda de 0,02%, para 2.452,01 pontos.
Feriados
A semana vai ser mais curta porque na segunda-feira o mercado local esteve fechado devido ao Dia da Consciência Negra, comemorado com feriado em algumas cidades do país, e amanhã os Estados Unidos festejam o Dia de Ação de Graças. Por isso, o volume de negócios deve ser inferior à média de dias normais, e para isso contribui ainda a agenda fraca de indicadores e eventos econômicos.
Petróleo
Os contratos futuros de petróleo fecharam acima dos US$ 60 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex) e na Intercontinental Exchange (ICE, de Londres). O mercado reagiu à redução do fluxo do oleoduto Trans-Alaska a 25% de sua capacidade de 800 mil barris por dia, causada por ventos fortes. A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA divulgou a previsão de que os ventos fortes deverão prevalecer naquela região pelo menos até quinta-feira.
Derivados
Traders disseram que a alta dos preços foi liderada pelos dos derivados, como gasolina e óleo combustível para calefação, por causa das previsões de que os dados dos estoques norte-americanos na semana passada, a ser divulgados nesta quarta-feira, vão mostrar reduções nos estoques de derivados e de gasolina.
Cotações
Na Nymex, os contratos de petróleo bruto para janeiro fecharam a US$ 60,17 por barril, em alta de US$ 1,37. Na ICE, os contratos do petróleo Brent para janeiro fecharam a US$ 60,39 por barril, em alta de US$ 1,41.
Google 1
A ação do grupo da internet Google superou ontem os US$ 500, pela primeira vez desde que iniciou a cotação na Bolsa em agosto de 2004, a um preço de US$ 85. Às 16H00 GMT, a ação custava US$ 504,60, alta de 1,94%. A capitalização chegou a US$ 154 bilhões. Com isto, a Google ocupa o 15º lugar entre as maiores empresas dos Estados Unidos. A ação da Google subiu 21% desde o início deste ano, quase duas vezes mais que o índice composto Nasdaq, que ganhou 11,05%.
Google 2
A ação da empresa criada há oito anos por dois estudantes em uma garagem da Califórnia (EUA), foi negociada a US$ 100 na sessão de estréia em Wall Street, mas três meses depois já estava custando US$ 200. Em meados de 2005, chegou a US$ 300 e, há quase um ano, valia US$ 400. A ação operou instável este ano, mas acabou voltando a ser uma das preferidas dos investidores. Ferramenta de busca mais acessado, o Google é líder mundial em publicidade na rede. Nos Estados Unidos, domina 45,4% do mercado de busca (+0,3% em outubro), contra 28,2% da Yahoo! e 11,7% da MSN Microsoft, de acordo com os últimos dados da Comscore.
Com agências Estado e Folhapress





