MERCADO FINANCEIRO
Dia de quedas
A queda dos papéis de petrolíferas, mineradoras e siderúrgicas afetou as Bolsas de Valores pelo mundo ontem. Na Bovespa não foi diferente. As ações da Petrobras e da Vale do Rio Doce tiveram peso fundamental no resultado negativo da Bolsa paulista, que caiu 0,32% hoje.
Petróleo
Com a baixa no valor do barril de petróleo e de commodities metálicas no mercado internacional, as ações de empresas desses segmentos foram mais vendidas que compradas. O barril de petróleo teve queda de 0,63%, vendido a US$ 55,90 em Nova Iorque.
Petrobras e Vale
Mesmo se recuperando um pouco na última hora de pregão, a ação preferencial da Petrobras perdeu 0,68% hoje. A ação PNA da Vale do Rio Doce teve baixa de 0,26%. Juntas, Petrobras PN e Vale do Rio Doce PNA responderam por quase 30% dos negócios feitos na Bolsa de Valores de São Paulo ontem. A Bovespa chegou a registrar perda de 1,65% no pior momento do dia. Mas melhorou seu desempenho na última hora de pregão, fechando aos 41.029 pontos.
Acumulado
Na semana, o balanço foi ligeiramente positivo para a Bolsa. O Ibovespa - índice mais relevante do mercado acionário brasileiro - terminou a semana com uma valorização acumulada de 0,76%. Foram 39 as altas e 15 as baixas dentre os papéis que compõem o índice Ibovespa. Uma ação terminou estável.
Ranking
O papel ordinário da Brasil Telecom Participações ficou no topo das altas, com ganho de 8,03%. Em segundo lugar ficou a ação preferencial ''A'' da Comgás, com valorização de 7,68% no período.
Recorde
A maior queda da semana foi a registrada pela Petrobras PN, que caiu 4,07%. Durante a semana, a Bovespa tentou várias vezes quebrar seu recorde de pontuação - 41.979 pontos -, registrado em 9 de maio. Mas encontrou resistências para romper esse patamar histórico. No ano, a Bolsa acumula valorização de 22,64%. No mês, a alta é de 4,50%.
Em baixa
As Bolsas de Valores européias terminaram os pregões de ontem em queda, devido ao recuo de ações de mineradoras e petrolíferas. O índice que agrupa as principais ações européias caiu 0,79%. A Bolsa de Frankfurt, na Alemanha, registrou perda de 0,48%. Em Madri, o mercado acionário registrou uma desvalorização de 0,50%.
Câmbio
Na manhã de ontem, o anúncio da redução acima do esperado nos números de construção de novas moradias nos Estados Unidos desagradou aos investidores. No Brasil, o dólar terminou o dia em alta de 0,33%, vendido a R$ 2,16. Na semana, a moeda americana teve valorização de 0,37% em relação ao real.
Wall Street
A Bolsa de Nova Iorque tinha elevação de 0,09%, aos 12.317,18 pontos, e a Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) caía 0,25%, para 2.442,80 pontos. Os números sobre mercado imobiliário desanimaram: a construção de casas caiu 14,6% no mês passado antes setembro, maior baixa em 19 meses, segundo o Departamento do Comércio.
Comércio
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que as vendas do comércio varejista no país cresceram 2,06% em setembro ante agosto e saltaram 10,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado. O resultado superou as expectativas, porém, diante do mau humor provocado pelas commodities, praticamente passou desapercebido.
Investimento
O total de investimento de não-residentes no Brasil bateu novo recorde histórico em outubro. Segundo balanço divulgado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pessoas com residência no exterior investiam no Brasil US$ 88,08 bilhões em outubro.
Saldo
O resultado é 9% superior ao de setembro (US$ 80,762 bilhões) e também ultrapassa o mês de abril, quando o investimento de US$ 83,579 bilhões era até agora o maior do ano. Já a captação de recursos de não-residentes em outubro alcançou US$ 2,7 bilhões, o maior desde fevereiro. Esse saldo é resultado da entrada de US$ 5,7 bilhões e da saída de US$ 3,55 bilhões.
Diferença
A diferença entre o crescimento do patrimônio (US$ 7,3 bilhões) e a captação líquida (US$ 2,7 bilhões) pode ser explicada pela valorização dos ativos brasileiros em outubro, mês em que o Ibovespa (principal índice de ações da Bolsa paulista) acumulou valorização de 7,71%. Do total de US$ 88,08 bilhões dos não-residentes, a maior parte, ou 82,45%, estava investido em ações. Outros 15,53% estavam aplicados em renda fixa, 1,05% em derivativos, 0,34% em debêntures e 0,62% em outros investimentos.
Com agências Estado e Folhapress





