Dia de queda
  A Bovespa chegou a subir até o patamar máximo de 41.781 pontos na primeira etapa de negócios de ontem, animada pelos números da inflação dos Estados Unidos que saíram logo cedo, mas não sustentou a elevação até o final do dia. Fechou em queda de 0,31%, para 41.161 pontos, com giro de R$ 3,195 bilhões, devido à forte queda dos preços do petróleo, que derrubou as ações da Petrobras - as quais estão entre as estrelas do pregão.

Petrobras
  Os papéis preferenciais da companhia perderam 1,68%, a R$ 43,80, e os ordinários tiveram desvalorização de 1,61%, a R$ 48,20, enquanto o barril de petróleo em Nova York recuou 4,14%, para US$ 56,33.

Deflação
  O CPI (Índice de Preços ao Consumidor norte-americano) mostrou deflação de 0,5% em outubro, segundo informou o Departamento do Trabalho. O núcleo do indicador (que exclui preços de alimentos e energia) ficou em 0,1%. Os economistas projetavam deflação de 0,3%, com núcleo de 0,2%.

Wall Street
  No final da tarde, a Bolsa de Nova Iorque avançava 0,51%, para 12.314,22 pontos, e a Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) tinha alta de 0,24%, aos 2.448,84 pontos. Na quarta-feira, o clima também estava bastante positivo em Wall Street após a divulgação da ata da última reunião do Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano). No documento, o comitê de política monetária da instituição dizia-se ainda preocupado com a inflação, porém acreditando que ela tende a arrefecer. Os últimos dados reforçam essa expectativa.

Atenções
  Na terça-feira, saiu o PPI (Índice de Preços ao Produtor) referente ao mês de outubro, o qual registrou deflação de 1,6%, com núcleo de -0,9%, quando os economistas esperavam deflação de 0,5%, com núcleo de -0,1%. Os indicadores econômicos sobre os EUA estão no centro das atenções do mercado. Com base neles, a maior parte dos especialistas está apostando que haverá uma desaceleração suave da maior potência mundial e, se a inflação de fato se mostrar comportada, haverá espaço para o Fed voltar a cortar os juros em breve.

Câmbio
  Por aqui, no encerramento dos negócios, o dólar comercial avançou 0,18%, vendido a R$ 2,153. O risco-país ficou estável aos 214 pontos. O paralelo se manteve em R$ 2,35 e o turismo também, a R$ 2,25.

Dívida
  A correção da dívida em R$ 11,6 bilhões por conta da incorporação de juros impediu que o endividamento do Tesouro Nacional em títulos tivesse uma redução em outubro, apesar de o governo ter resgatado R$ 10,4 bilhões em papéis que estavam no mercado.

Trilhão
  No mês passado, o valor total da dívida teve uma ligeira alta, passando de R$ 1,062 trilhão para R$ 1,063 trilhão. No ano, a incorporação de juros ao estoque da dívida soma R$ 117,5 bilhões e o débito total só não cresceu na mesma proporção devido aos resgates líquidos efetuados pelo Tesouro no período.

Investidores
  Um dos destaques do comportamento da dívida em outubro, cujos dados foram divulgados ontem pelo Tesouro, foi o aumento da demanda dos investidores por papéis prefixados. Esse movimento permitiu que a fatia desses títulos no total da dívida ficasse estável, com pequena variação, de 32,83% para 32,85%, de setembro para outubro. Normalmente, em outubro, a participação desses papéis costuma cair, por causa da forte concentração de vencimentos.

Leasing cresce
  O volume de negócios de leasing totalizou R$ 2,448 bilhões em setembro, o que representa um crescimento de 43,4% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Associação Brasileira das Empresas de Leasing (Abel). O número de contratos novos no mês foi de 64.217, um aumento de 51,5%.

Arrendamento
  Os novos contratos de arrendamento mercantil com pessoas físicas somaram R$ 1,451 bilhão, ou 59,3% do total, e os com pessoas jurídicas atingiram R$ 997 milhões, o que equivale a 40,7% das operações. O saldo do valor presente da carteira atingiu R$ 30,480 bilhões, com crescimento de 56,6% sobre o mesmo período de 2005.

Prefixados
  As operações foram fechadas na sua grande maioria em custos prefixados (92,98%), seguidos por CDI (3,68%), TJLP (2,63%), outros denominadores (0,67%), e dólar (0,04%). Por tipo de bens, o leasing veículos e afins correspondeu a 75,53% do total; máquinas e equipamentos, a 19,11%; equipamentos de informática, a 2,59%; e outros tipos de bens, a 2,77%.

Setores
  Em relação aos setores de atividades, o de pessoas físicas liderou o ranking em setembro, com 46,19% do volume a receber; o de serviços ficou em segundo lugar, com 26,04%; indústria com 13,36%; comércio, com 10,88%; estatais, com 0,82%; e outros setores (profissionais liberais, pequenas empresas, firmas individuais), com 2,71%.
(Com agências Estado e Folhapress)

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