Reflexo dos indicadores
  O IPCA de outubro não veio acima das expectativas, como o mercado especulou na tarde de quainta-feira. Mas os indicadores de inflação, de uma forma geral, estão deixando o mercado de DI cauteloso em relação à tendência dos juros e à próxima reunião do Copom, marcada para o final deste mês.

Pressão
  O dólar, que fechou em alta hoje, também ajudou a pressionar os juros. A cotação da moeda
norte-americana avançou com as compras feitas pelo Banco Central e também com a alta do risco Brasil.

DIs
  O contrato DI de janeiro de 2008 encerrou em 13,03%, de 13,00% quinta. O DI abril de 2007 ficou estável em 13,22% e o DI janeiro de 2010 passou de 13,37% ontem para 13,34%.

Bovespa
  A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) apresentou bastante volatilidade ontem: oscilou do 40.322 pontos ao máximo de 40.941 pontos e fechou em baixa de 0,23%, aos 40.719 pontos, com giro de R$ 2,474 bilhões. Na semana, acumula ganhos de 0,7%, porém. No início do dia, o bom humor em Wall Street animou também os investidores no mercado local, mas, como ele não se sustentou, acabou havendo na Bovespa uma continuação do movimento de realização de lucros iniciado ontem.

Destaques
  Entre os papéis que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram Tim Par PN (+5,26%), Tim Par ON (+4,24%) e Banco do Brasil ON (+2,86%). As maiores baixas foram Perdigão ON (-3,36%), Unibanco Unit (-3,16%) e Cesp PNB (-2,15%).

Wall Street
  No final da tarde, a Bolsa de Nova Iorque caía 0,04%, para 12.090,34 pontos, e a Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) avançava 0,37%, para 2.384,97 pontos. Para essa alta, contribuía a queda dos preços do petróleo -o barril recuava 2,47%, para US$ 59,65.

IPCA
  Não foram divulgados indicadores econômicos importantes nos Estados Unidos ontem. No cenário interno, são os índices de inflação que estão no centro dos debates. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro subiu para 0,33% -um pouco acima das expectativas do mercado, que projetavam 0,3%.

IGP-M
  O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), subiu para 0,71% na primeira prévia de novembro. E o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que se refere ao município de São Paulo, avançou para 0,43% na primeira quadrissemana de novembro - maior taxa desde janeiro. Assim, crescem as apostas de que o Banco Central deve mesmo reduzir o ritmo de corte dos juros.

Câmbio
  O dólar comercial teve elevação de 0,41%, vendido a R$ 2,152, enquanto o risco-país subia 0,91%, para 221 pontos. Na semana, a moeda norte-americana teve valorização de 0,56%.

Fusões
  O volume de fusões e aquisições cresceu 39% no Brasil de janeiro a outubro deste ano em relação a igual intervalo de 2005, segundo levantamento realizado pela consultoria PricewaterhouseCoopers. No período, foram realizadas 440 transações. De acordo com Luis Madasi, sócio da consultoria, o estudo mostra que as eleições deste ano não afetaram negativamente o movimento de fusões & aquisições.

Cenário estável
  ‘‘O cenário político-econômico mais estável incentiva os investidores de longo prazo. Isso mostra que o investidor já entende que o mercado brasileiro está mais maduro’’, disse. A estabilidade na economia brasileira estimulou também as ofertas públicas de ações, que contribuíram com o aumento de transações no Brasil.

Setores
  Os setores de alimentos, TI, instituições financeiras, varejo e químico - que inclui cosméticos, higiene e limpeza-, juntos, concentraram 42% dos negócios de janeiro a outubro. Entretanto, a maior operação realizada no ano foi do setor de mineração, com a compra da canadense Inco (maior produtora mundial de níquel) pela brasileira Vale do Rio Doce, anunciada em outubro.

Vale
  A Vale adquiriu 75,66% do capital da canadense por cerca de US$ 13,2 bilhões. Com a operação, a mineradora brasileira, que era a quarta maior do mundo, tornou-se a segunda maior, atrás apenas da anglo-australiana BHP Billiton. O estudo da PricewaterhouseCoopers não inclui acordos, mas transações divulgadas na imprensa.
(Com agências Estado e Folhapress)

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