MERCADO FINANCEIRO
Altos e baixos
O sobe-e-desce das Bolsas americanas ditaram o rumo dos negócios no mercado brasileiro ontem. Pela manhã, no momento em que as ações caíam nos EUA, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou a ter perdas de 1,03%. Com a recuperação na última hora de pregão, a Bolsa de Valores de São Paulo terminou com valorização de 0,70%.
Repercussão
O mercado internacional começou o dia repercutindo negativamente o fato de os democratas terem batido os republicanos na Câmara dos Deputados dos EUA. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova Iorque, chegou a cair 0,44%. Mas acabou terminando com alta de 0,16%. Em outros mercados latino-americanos, o dia foi mais positivo que no Brasil. No México, a Bolsa subiu 1,23%. Em Buenos Aires, a alta do índice Merval foi de 1,82%.
Efeito petróleo
A elevação no preço do barril de petróleo ajudou as Bolsas. No mercado americano, destaque para as ações da Exxon Mobil, que subiram 1,89%. Na Bovespa, a ação PN (preferencial) da Petrobras, a mais negociada do pregão, teve alta de 2,01%. Já seu papel ON (ordinário) ganhou 2,78%. Ações de outros setores também se destacaram: Braskem PNA subiu 4,31%, e Pão de Açúcar PN teve alta de 3,12%.
Câmbio
No mercado de câmbio, o dólar perdeu um pouco de força no fim do dia, mas terminou em alta de 0,42%, a R$ 2,147. Na máxima, o dólar foi a R$ 2,151. No final da tarde, o risco-país ficava estável aos 218 pontos.
Ritmo forte
Amparada na entrada de recursos externos, a Bovespa tem conseguido manter o forte ritmo de outubro. No mês passado, o índice Ibovespa alcançou expressiva valorização de 7,72%. Neste mês, a Bolsa paulista acumula alta de 5,28%.
Investidores
Além dos estrangeiros, o segmento de investidor institucional (especialmente fundos de pensão) tem colaborado para os ganhos do mercado acionário. Os negócios desse segmento estão com saldo positivo de R$ 107,8 milhões em novembro, até o último dia 6.
Investidores 2
No caso dos estrangeiros, o balanço de suas operações está positivo em R$ 423,7 milhões no período. Já no investidor pessoa física, a terceira categoria que mais negociou ações em outubro, as vendas batem as compras em novembro em R$ 410 milhões.
Nyse
A Nyse (sigla em inglês para Bolsa de Valores de Nova Iorque) anunciou ontem que irá cortar 520 empregos - cerca de 400 em seu quadro principal de funcionários e 120 de outras divisões. O programa de cortes passa a ter efeito imediato e prosseguirá até março de 2007, como parte de um programa de redução de custos e de redundâncias após a fusão, realizada em março deste ano, com a Archipelago Holdings, a terceira maior Bolsa eletrônica dos EUA.
Demissões
Desde março do ano passado a Nyse, a Archipelago e a Siac (Securities Industry Automation Corporation, uma das divisões da Nyse), que já vinham operando em conjunto, já demitiram cerca de 950 funcionários - à época, tinham quase 3.500 funcionários. Os demitidos receberão pacotes de compensações e benefícios de aposentadoria -neste caso, serão contemplados os que forem qualificáveis.
Capital aberto
Em março deste ano, com a fusão com a Archipelago, a Nyse abriu seu capital. A Bolsa operou como um grupo privado, de capital fechado, por 213 anos. O valor de mercado do novo grupo, o Nyse Group, passou a mais de US$ 10 bilhões.
Veículos
A produção e as exportações de veículos bateram recordes no acumulado do ano até o mês passado e registraram o melhor outubro da história. As vendas internas também cresceram, mas não superaram as de agosto deste ano, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). As vendas internas alcançaram 175,3 mil veículos em outubro, contra 159,4 mil em setembro - elevação de 10%. No acumulado do ano, as vendas internas chegaram a 1,54 milhão de veículos.
Produção
A produção de veículos alcançou 2,2 milhões de unidades de janeiro a outubro deste ano, o que representa alta de 4,5% na comparação com o mesmo período de 2005, quando foram produzidos 2,10 milhões. Apenas em outubro, a indústria automobilística produziu 226,4 mil veículos, com expansão de 10,9% na comparação com setembro, quando foram produzidas 204,1 mil unidades.
Exportações
Nas exportações, o acumulado do ano somou US$ 10,13 bilhões, o que representa acréscimo de 8,5% sobre o valor obtido no mesmo período de 2005, quando as vendas externas somaram US$ 9,334 bilhões. As exportações de outubro somaram US$ 1,097 bilhão, com evolução de 6,1% sobre o US$ 1,034 bilhão registrado em setembro.
Com agências Estado e Folhapress





