MERCADO FINANCEIRO
Dia de estabilidade
O dólar comercial encerrou o dia praticamente estável ontem, vendido a R$ 2,138 (pequena baixa de 0,09%), sem uma agenda de indicadores que ditasse um rumo ao mercado. No outro extremo, a Bolsa de Valores do Estado de São Paulo (Bovespa) teve um dia animado, e, às 16h56, o Ibovespa (principal indicador do mercado) avançava 1,86%, aos 41.187 pontos.
''Foi um dia modorrento, o volume foi pequeno, devido principalmente à falta de dados'', destacou o gerente de câmbio do Banco Prosper, Jorge Knauer. No cenário externo, poucos indicadores econômicos de peso foram divulgados, enquanto o quadro doméstico seguia calmo após a divulgação do superávit comercial de US$ 490 milhões no início de novembro.
Focus
Na primeira semana após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da silva, o mercado financeiro elevou sua aposta para o corte da taxa básica de juros (selic), de 0,25 ponto percentual para 0,50. Os analistas ouvidos em pesquisa semanal do Banco Central divulgada hoje apontam uma taxa de 13,25%. Na semana anterior, a previsão era de uma taxa de 13,50% em novembro.
2007
Para 2007, os analistas mantiveram a previsão de uma taxa de 12%, a mesma apontada na última semana. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a última deste ano, está marcada os dias 28 e 29 deste mês.
Inflação
Os analistas voltaram a ajustar para 3% sua projeção de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2006, contra 2,98% previstos na semana anterior. Entretanto, a estimativa para 2007 recuou de 4,16% para 4,14%.
PIB
Na primeira semana de novembro, o mercado financeiro também manteve inalterada a projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 3% para 2006 e 3,5% para 2007. Os analistas também não esperam mudanças no câmbio até o fim deste ano, e mantiveram a taxa de R$ 2,16 por dólar, prevista na semana anterior. Para novembro, a projeção é a de uma taxa de R$ 2,15 por dólar.
Produção
A dois meses do fim do ano, o mercado também não alterou sua projeção para o crescimento da produção industrial, mantendo o mesmo índice previsto na semana anterior, de 3,4%. Para 2007, no entanto, a expectativa de crescimento da atividade industrial subiu de 4% para 4,10%.
Comércio exterior
A pesquisa do Banco Central revela ainda uma expectativa de alta no saldo do comércio exterior. A projeção dos analistas é a de um superávit comercial de US$ 44,50 bilhões, US$ 500 milhões a mais do que o estimado há uma semana.
Bradesco
O Bradesco registrou lucro líquido de R$ 219 milhões no terceiro trimestre deste ano, o que representa uma queda de 84,7% em relação a igual período de 2005 (R$ 1,430 bilhão). O resultado do banco no terceiro trimestre sofreu um impacto negativo em razão da amortização de ágios de R$ 2,109 bilhões por conta de aquisições realizadas pela instituição, como a compra do BEC (Banco do Estado do Ceará) no final de 2005 por R$ 700 milhões e a compra da American Express em março por cerca de R$ 1 bilhão.
Outros
Também já divulgaram balanço do terceiro trimestre o Itaú e o Santander Banespa. Por conta do impacto da contabilização da compra do BankBoston, o lucro do Itaú caiu quase 95% em relação a igual intervalo do ano anterior, e ficou em R$ 71 milhões. O Santander Banespa teve lucro de R$ 417 milhões no terceiro trimestre deste ano, um pouco menos que os R$ 425 milhões do mesmo período do ano passado.
Unibanco
Na próxima quinta-feira será a vez do Unibanco divulgar seu balanço. O Banco do Brasil anuncia resultados no dia 13 de novembro. O resultado do Unibanco também deve sofrer impactos de aquisições. O banco já divulgou que a amortização de ágios no terceiro trimestre causará um efeito negativo extraordinário de R$ 464 milhões no seu balanço.
Ágio
O ágio é a diferença a mais na compra de um título, ação, bem ou moeda, entre o valor nominal (oficial) e o valor pago pelo comprador. Esse ágio pode ser contabilizado como uma perda no balanço financeiro da empresa que fez a aquisição, o que reduz o seu lucro tributável.
Indicadores
As vendas reais da indústria brasileira cresceram 1,82% em setembro em relação ao mês anterior e 4,06% na comparação com o mesmo mês de 2005, já descontando os fatores sazonais, segundo o boletim Indicadores Industriais, divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). No terceiro trimestre do ano, as vendas aumentaram 1,9% ante o segundo, quando elas subiram 0,87%. O boletim mostra, ainda, que o último trimestre foi o quarto consecutivo com registro de expansão nas vendas.
Com agências Estado e Folhapress





