MERCADO FINANCEIRO
Dia bom na Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo subiu 1,27% ontem e voltou a fechar acima dos 40 mil pontos, o que não acontecia desde 12 de maio deste ano. Com a alta, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) atingiu os 40.435 pontos. O último recorde de pontuação do índice é do dia 9 de maio (41.979 pontos).
Estrangeiros
Segundo analistas, o movimento na Bovespa foi sustentado principalmente pelo apetite de investidores estrangeiros. ''Tem dinheiro de estrangeiro entrando todo dia. É isso que está impulsionando a Bovespa'', disse Álvaro Borges da Silva, agente autônomo de investimentos.
Travada
Alem disso, segundo o agente, o mercado acionário brasileiro ''deu uma travada'' com os boatos sobre um eventual ''fim da era Palocci'', o que significaria a possibilidade de um ajuste fiscal menos rigoroso. De acordo com Silva, o mercado passa por um ajuste agora, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantir que manterá a responsabilidade fiscal e as metas de inflação no seu segundo mandato.
Volume
A entrada de recursos estrangeiros na Bovespa deve ter alcançado em outubro o maior volume desde janeiro. Se confirmada essa expectativa, o saldo de outubro só deve ser superado por janeiro, quando o ingresso líquido de investimentos estrangeiros totalizou R$ 2,614 bilhões. Entre os dias 1º e 27 do mês passado, os estrangeiros compraram em ações na Bolsa R$ 16,882 bilhões e venderam R$ 15,399 bilhões, o que levou a um saldo positivo de R$ 1,483 bilhão.
Aplicações
O forte ingresso de recursos em outubro fez com que o Ibovespa liderasse o ranking de aplicações, com uma valorização de 7,7% no mês passado. O segundo lugar do ranking de investimentos ficou com o ouro, cujo ganho foi de 1,69% em outubro (9,33% no ano). Em seguida, aparecem os fundos de renda fixa, com remuneração de 1,24% (12,91% no ano).
CDB e dólar
Os CDBs acima de R$ 100 mil renderam 1,09% no mês (12,86% no ano) e ficaram em quinto lugar. O dólar comercial, que em setembro teve a melhor rentabilidade por causa da turbulência eleitoral, ficou na lanterninha do ranking de outubro. Quem aplicou em câmbio no mês passado registrou uma perda de 1,29%. No ano, o dólar já acumula desvalorização de 7,83%.
Negócios
A Gerdau confirmou ontem a compra de mais uma siderúrgica nos EUA, em uma transação de US$ 104 milhões, à vista. É o terceiro negócio fechado pela Gerdau nos EUA em 2006. Antes, o grupo já havia adquirido no país a processadora de sucata Fargo Iron and Metal Company e a fabricante de vergalhões Callaway Building Products.
Petróleo
Os preços do petróleo terminaram em alta ontem, com os investidores preocupados com o aumento da tensão na Nigéria. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o barril de cru do tipo ''light sweet'' para entrega em dezembro avançou 1,26 dólar, para fechar a US$ 59,14.
Petrobras
Com petróleo em alta, Petrobras subiu 1,77% as PN e 2,25% as ON. Outras blue chips com peso no Ibovespa também avançaram: Vale teve alta de 1,26% nas ON e de 1,16% nas PNA e Usiminas registrou variação de 3,64% nas ON e de 1,42% nas PN.
Destaques
Entre as maiores altas, Transmissão Energia Elétrica Paulista PN subiu 6,54%, seguida por BrT Par ON (+5,40%) e Vivo PN (+4,61%). Na outra ponta, Embraer ON perdeu 1,82%, VCP PN caiu 1,50% e Arcelor ON recuou 1,29%.
Wall Street
A Bolsa de Nova York fechou em baixa, em seguida a um informe sobre o emprego nos Estados Unidos que também revelou um receio sobre a possibilidade de um aumento das taxas de juros: o Dow Jones perdeu 0,27% e o Nasdaq cedeu 0,14%.
Empregos
A economia americana criou 92.000 empregos em outubro contra 148.000 em setembro, informou ontem o Departamento de Trabalho. A taxa de desemprego caiu para 4,4% da população economicamente ativa, contra 4,6% do mês anterior, segundo o relatório.
Câmbio
O dólar encerrou a sexta-feira com baixa de 0,23%, a R$ 2,140 na venda. Na máxima do dia, atingiu R$ 2,152 e, na mínima, R$ 2,139.
Com agências Estado, Folhapress e France Presse





