MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bovespa começou a terça-feira reticente - chegou ao patamar mínimo de 38.880 pontos-, mas, à tarde, descolou de Wall Street e acabou fechando em alta de 0,93%, aos 39.262 pontos, com giro de R$ 2,278 bilhões. No mês de outubro, a elevação acumulada foi de 6,69%.
Efeito Lula
Para isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ajudou. Falando a várias redes de televisão na noite de segunda-feira, Lula frisou que a política econômica dos últimos quatro anos não era de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda, mas do seu governo - portanto, será mantida no seu próximo mandato. Assim, acabaram algumas dúvidas que pairavam sobre o mercado financeiro.
Câmbio
O dólar comercial recuou 0,37%, vendido a R$ 2,142, na contramão do risco-país, que subiu 1,84%, para 222 pontos. No mês, a moeda norte americana acumula desvalorização de 0,97%.
'Era Palocci'
No domingo, após as eleições, o ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) afirmou que a ''era Palocci'' havia acabado. Guido Mantega (Fazenda) disse que a política monetária será menos rigorosa. Mas, para os analistas, a possibilidade de um afrouxamento era muito pequena, por isso tais colocações tiveram um efeito limitado sobre o humor dos investidores, que aguardam ansiosamente a definição dos nomes que formarão a equipe econômica.
Wall Street
Esse tema divide as suas atenções com a economia dos Estados Unidos. Ontem a Bolsa de Nova York caiu 0,04%, para 12.080,73 pontos. Já a Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) teve elevação de 0,12%, aos 2.366,71 pontos. As principais Bolsas européias também subiram.
Confirmação
Se for confirmada a expectativa de que a desaceleração da maior potência mundial será suave, com redução da inflação - a maior preocupação do Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) nos últimos meses- e o clima político interno continuar calmo, a Bovespa deve seguir em trajetória de alta.
Projeção
A projeção para o dólar também é de queda - um pouco contínua pela atuação firme do Banco Central. Isso porque, com esse cenário, os investidores estrangeiros tendem a voltar para os países emergentes, em especial para o Brasil.
Petróleo
Ontem, a queda dos preços do petróleo - em Nova Iorque, o barril recuou para US$ 58,58 - ajudou as ações preferenciais da Petrobras a subir 1,1%, a R$ 42,97. Elas estão entre as mais negociadas do pregão.
Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, -0,77%; Petrobras PN, +1,32%; Embratel Par. PN, 0%; Usiminas PNA, +3,31%; Vivo PN, +2,05%; Vale R. Doce PNA N1, +1,29%; Bradesco PN N1, -0,08%; Eletrobrás PNB, +2,07%; Sid. Nacional ON, +0,68%; Cemig PN N1, +0,42%.
Confiança
O Índice de Confiança da Indústria (ICI), elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), caiu 2,2% entre setembro e outubro e passou de 110,0 para 107,6. Segundo FGV, este nível reflete a deterioração das expectativas em relação ao futuro e retrata uma situação de aquecimento moderado da indústria. Na comparação com outubro do ano passado, o índice cresceu 5,2%.
Melhora
Entre setembro e outubro, houve melhora nas avaliações sobre a situação presente. O Índice da Situação Atual ficou praticamente inalterado em 110,9. Já o Índice de Expectativas passou de 109,2 em setembro para 104,3 em outubro.
Expectativas
Quanto às expectativas, a maior deterioração ocorreu nas previsões em relação ao volume de produção no trimestre seguinte. Houve diminuição de 39% para 36% na parcela de empresas que prevêem ampliação nos próximos três meses. Já a proporção dos que programam redução elevou-se de 13% para 20%.
Evolução
Entre as perguntas do índice relacionadas ao presente, houve evolução favorável nas avaliações feitas pelas empresas industriais a respeito do nível de demanda global. A proporção das que o consideram ''forte'' aumentou de 16% em setembro para 18% em outubro. Já a parcela das que o avaliam como ''fraco'' manteve-se em 10%. A Sondagem da Indústria Nacional de Transformação consultou 1.051 empresas entre os dias 2 e 27 de outubro.
Com agências Estado e Folhapress





