Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo terminou o último pregão da semana em baixa de 0,8%. Com o fraco desempenho do mercado americano, que foi influenciado negativamente pelo crescimento abaixo do esperado da economia dos EUA, os investidores preferiram embolsar lucros na Bolsa.

Semana
Mas o balanço da semana foi positivo. O Ibovespa (principal índice da Bolsa) registrou valorização de 1,78% na semana. Considerando os 56 papéis do Ibovespa, 32 subiram no período, 23 recuaram e um terminou estável. Em Nova Iorque, o índice Dow Jones caiu 0,6% hoje, e a Bolsa eletrônica Nasdaq teve perdas de 1,2%.

Temor
''A combinação de inflação alta com o PIB dos EUA no terceiro trimestre, que mostrou crescimento de apenas 1,6% contra expectativa de 2,2%, trouxe de volta o temor de estagflação. Isso poderia inverter a tendência de alta espetacular das Bolsas já na próxima semana'', afirma Luiz Antonio Vaz das Neves, diretor da corretora Planner. O risco-país brasileiro fechou ontem com alta de 0,94%, a 215 pontos. E o dólar fechou em queda de 0,23%, a R$ 2,1320 na compra e R$ 2,1340 na venda.

Recuperação
O recuo de ontem não tirou o brilho da Bovespa no mês: a valorização no período é de expressivos 7,9%. O crescimento da entrada de recursos externos na Bolsa paulista nas últimas semanas tem impulsionado as ações locais.

Negócios
Após as perdas fortes de recursos externos registradas entre maio e agosto - quando saíram líquidos R$ 5,6 bilhões da Bolsa -, outubro tem se mostrado um mês de importante recuperação. Até o dia 24, o balanço mensal de negócios externos na Bovespa estava positivo em R$ 1,076 bilhão.

40 mil pontos
Como as operações de compra e venda de ações feitas pelos estrangeiros respondem por cerca de 35% do movimento da Bolsa, a volta do interesse desses investidores tem ajudado a empurrar o Ibovespa para perto dos 40 mil pontos - patamar que não alcança desde meados de maio. No pregão de ontem, o Ibovespa terminou aos 39.328 pontos.

Destaque
A ação preferencial da Transmissão Paulista liderou os ganhos da semana na Bolsa, com valorização de 12,48%. Em seguida ficou o papel PN da Vivo (8,81%). No topo das perdas do Ibovespa na semana apareceu Telemar ON (ordinária), que recuou 6,01%. Outros papéis tiveram perdas fortes, como Arcelor Brasil ON (-5,83%) e Braskem PNA (-4,71%).

Petróleo
Na Nymex, o contrato do petróleo para dezembro fechou com elevação de 0,65%, para US$ 60,75. Os preços dos contratos futuros foram impulsionados pela nova ameaça de ataque a instalações vitais de petróleo da Arábia Saudita. Ontem, no entanto, as ações da Petrobras não seguiram a elevação internacional e acabaram engrossando a realização de lucros na Bovespa. Os papéis ON da estatal brasileira caíram 0,64% e os PN tiveram baixa de 0,55%.

Vale
As ações de outra blue chip, da Vale do Rio Doce, também ignoraram a alta dos metais no mercado internacional. Diante dos ganhos elevados nos últimos dias, boa parte deles motivada pela conclusão da compra da mineradora canadense Inco, os investidores também decidiram embolsar parte da alta. Vale ON recuou 0,55% e Vale PNA, 0,93%.

Baixas
Outras baixas do dia foram das ações da Sadia PN, que liderou a ponta negativa do Ibovespa, com -3,75%, seguida por Cia Brasileira de Distribuição PN (-2,95%) e por Cia Petróleo Ipiranga PN (-2,62%).

Vivo
A maior alta do dia foi registrada pelas ações PN da Vivo, que subiram 7,75%, impulsionadas pelo balanço do terceiro trimestre. De julho a setembro, a empresa teve prejuízo de R$ 196,9 milhões. Embora 63,9% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, o resultado ficou em linha com a média das projeções dos analistas (R$ 187,2 milhões), assim como a receita líquida, de R$ 2,825 bilhões, no período. O Ebitda, no entanto, superou as estimativas: somou R$ 715,6 milhões, ante projeção de R$ 627,7 milhões.

Teles
O setor de telecomunicações ainda ocupa as três maiores altas seguintes: Telecomunicações de São Paulo PN - Telesp (+1,59%) foi a vice-líder, seguida por Tele Celular Sul Participações PN (TIM), com +1,45%, e Tele Celular Sul Participações ON, +1,43%.


Juros
Os juros futuros tiveram mais uma rodada de queda nesta sexta-feira, provocada por fatores que apontam para a manutenção do processo de queda da Selic. Na BM&F, os negócios foram mais concentrados nos vencimentos a partir de 2008, com recuo expressivo das taxas. O DI janeiro de 2008 fechou em 13,06%, de 13,11% quinta. O DI janeiro de 2009 recuou de 13,34% para 13,24%, enquanto o contrato de janeiro de 2010 fechou em 13,41%, de 13,50% quinta.

Com agências Estado e Folhapress

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