MERCADO FINANCEIRO
Foco da atenção
Passada a reunião do Federal Reserve (Fed), os investidores voltaram a se concentrar nos lucros corporativos nesta quinta-feira, que deram novo impulso às Bolsas. A nova rodada de resultados trimestrais ajudou a manter o S&P-500 em seu melhor nível em seis anos.
Recorde
O Dow Jones bateu o quarto recorde consecutivo de pontuação, enquanto o Nasdaq oscilou ao redor da melhor pontuação em seis meses. A Bovespa ensaiou realização de lucros de manhã, mas ganhou suporte à tarde especialmente das ações do setor de telefonia e fechou em ligeira alta.
Ata
No mercado de juros, a ata da reunião do Copom da semana passada foi considerada neutra, mas ainda insuficiente para o mercado embarcar numa aposta majoritária, seja de corte de 0,50 pp ou de 0,25 pp. Por isso, as taxas finalizaram praticamente estáveis. Os investidores focarão agora nos próximos índices de inflação e indicadores de atividade para firmar sua posição para a última reunião do ano, em 28 e 29 de novembro.
Volatiilidade
Acompanhando de perto Wall Street, a Bolsa de Valores de São Paulo teve um dia de bastante volatilidade ontem. Abriu em alta, inverteu a tendência, depois voltou a subir e fechou em elevação de 0,21%, aos 39.644 pontos, com giro de R$ 2,302 bilhões. Durante o dia, oscilou entre o patamar mínimo de 39.365 pontos e o máximo de 39.843 pontos.
Nova Iorque
A Bolsa de Nova Iorque avançou 0,24%, para 12.163.66 pontos. A Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) subiu 0,95%, aos 2.379,10 pontos. Foram os números sobre o mercado imobiliário dos Estados Unidos que desanimaram os investidores americanos pela manhã, e, consequentemente, também os locais. As vendas de casas novas cresceram 5,3% em setembro, mas tal aumento deveu-se a um corte de quase 10% nos preços feito pelos construtores. Essa notícia ofuscou o alto desempenho da Exxon no terceiro trimestre, divulgado antes da abertura do pregão.
Copom
No Brasil, foi bem recebida a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central), que saiu logo cedo. O documentou alimentou a expectativa de que o Copom venha a reduzir o ritmo de corte dos juros para 0,25 ponto percentual em novembro. Já era esperado que o BC voltasse a ficar mais cauteloso.
Petróleo
Ainda lá fora, o petróleo, um dos propulsores da alta da Bovespa nos últimos dois dias, arrefeceu ontem para fechar em baixa de 1,69%, a US$ 60,36 o contrato para dezembro na Nymex. A Petrobras, no entanto, não acompanhou a queda tão de perto, o que ajudou a sustentar a bolsa. Os papéis ON caíram 0,79%, e os PN fecharam estáveis.
Telefonia
O setor de telefonia foi destaque ontem e, das cinco maiores valorizações do indicador, três foram deste segmento. A liderança, no entanto, foi ocupada pelos papéis ON da Cia. Transmissão Energia Elétrica Paulista PN, que avançou 8,79%, seguida por Tele Celular Sul Participações PN (TIM), com +5,65%, Vivo PN, +5,19%, Arcelor ON, +3,26%, e Tele Celular Sul Participações ON, +3,16%.
Recuperação
Segundo um operador, o setor está recuperando parte das perdas de quarta-feira. ''No caso da TIM, os investidores deixaram a boataria sobre a venda da empresa de lado e foram às compras. No caso da Telemar, consideraram que o relatório divulgado de hoje (ontem) não tinha a ver e, incentivados pelo balanço positivo, também reviram a posição sobre a empresa''.
Baixas
Entre as maiores baixas do Ibovespa hoje, as ações ON da Natura lideraram as perdas, com -3,03%, seguidas por Sabesp ON (2,31%) e por TAM PN (-1,79%).
Câmbio
No final dos negócios, o dólar comercial fechou com queda de 0,37%, vendido a R$ 2,138, enquanto o risco Brasil ficou estável aos 211 pontos.
Juros
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), os juros futuros encerraram o dia próximos da estabilidade, mas com viés de queda na maioria dos contratos. O DI de janeiro de 2008 fechou em 13,11%, de 13,14% quarta; o DI janeiro de 2007 ficou estável em 13,46%; a taxa xdo DI janeiro de 2009 recuou de 13,37% para 13,34%.
Bônus
Do mesmo modo, no mercado de bônus, os preços dos Treasuries (títulos do tesouro norte-americano) seguiram em alta, com respectiva queda dos juros, depois que o dado de encomendas de bens duráveis reforçou o argumento para o Fed manter sua taxa de juro estável. No fim da tarde, o juro do T-Bond 30 anos estava em 4,840% ante 4,883% quarta; a taxa do T-Note 10 anos recuava a 4,720% de 4,765% do dia anterior; e o juro do T-Note 2 anos estava em 4,800% ante 4,846% ontem.
Com agências Estado e Folhapress





