MERCADO FINANCEIRO
Dia favorável
A manutenção do juro dos Fed Funds em 5,25% ao ano pela terceira vez consecutiva acompanhada de um comunicado ''não agressivo'' e resultados corporativos positivos favoreceram o fechamento em alta das Bolsas em Nova Iorque ontem, após forte volatilidade. Pelo terceiro dia útil seguido, o Dow Jones bateu recorde de pontuação.
Geral
A Bovespa também finalizou em alta, com suporte ainda dos papéis da Petrobras que seguiram os ganhos dos futuros de petróleo acima de US$ 61 o barril em reação ao declínio dos estoques comerciais norte-americanos. O dólar oscilou após o comunicado do Fed, mas acabou se acomodando em terreno negativo, em meio às primeiras interpretações de que o juro norte-americano pode permanecer inalterado no curto prazo, o que favoreceria fluxo estrangeiro para países emergentes.
Bovespa
Ontem, a alta do preço do petróleo no mercado internacional foi, mais uma vez, a justificativa para empurrar para cima o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo. A elevação impulsionou as ações das empresas petrolíferas, influenciando também o Dow Jones, cuja elevação ajudou a reforçar os ganhos da Bovespa.
Pregão
No encerramento do pregão, o Ibovespa subiu 0,16%, para 39.562,6 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 39.341 pontos (-0,40%) e a máxima de 39.721 pontos (+0,56%). Com o resultado, o indicador acumula alta de 8,54% em outubro e de 18,26% no ano. O volume negociado foi o mais alto da semana e totalizou R$ 2,868 bilhões.
Wall Street
Em Nova York, o Dow Jones subiu 0,06%, para 12.134,7 pontos - novo recorde de pontuação -, enquanto a Nasdaq subiu 0,50%, para 2.356,59 pontos, e a S&P avançou 0,35%, para 1.382,22 pontos. O Dow Jones trabalhou boa parte do dia de lado, à espera da decisão do Fomc sobre a taxa básica de juros da economia, que veio apenas às 15h15. O Fed não fugiu ao consenso do mercado e manteve inalterada a taxa dos Fed Funds em 5,25% ao ano.
Repercussão
O Dow Jones, que operava em queda, inverteu, com os investidores repercutindo favoravelmente o comunicado divulgado pela autoridade monetária. O documento veio mais suave do que o esperado. Mesmo assim, a alta da bolsa não se sustentou. Segundo um operador, por causa do nível recorde, os investidores ensaiaram um movimento de realização de lucros, mas o petróleo não deixou que ele se sustentasse. Para os próximos dias, neste patamar de pontuação, ele pode ser retomado.
Petróleo
O petróleo para dezembro encerrou o dia em alta de 3,45%, para US$ 61,40. Em dois dias, a alta acumulada já chega a 4,4% neste contrato. A Petrobras foi uma das petrolíferas mundiais beneficiadas com a alta do petróleo. Seus papéis situaram-se na segunda e terceira maiores elevações do Ibovespa ontem: os ON subiram 3,69% e os PN avançaram 3,34%. Na liderança do dia, ALL Logística ON teve elevação de 4,62%.
Vale
As ações da Vale do Rio Doce também estiveram entre as dez maiores altas do dia. A empresa ainda se beneficia do detalhamento da compra da canadense Inco - que lhe deu a segunda colocação entre as maiores mineradoras mundiais - e também da alta dos metais no mercado internacional.
Arcelor
Na outra ponta do mercado, as ações da Arcelor lideraram as perdas do dia, ao caírem 7,42%, depois que a Arcelor Mittal anunciou oferta pública para as ações da Arcelor Brasil, cumprindo determinação da CVM. Outras quedas do dia foram das ações da Tele Norte Leste Par ON (Telemar ON): -6,30% e da Brasil Telecom Par ON: -5,15%.
Dólar
O dólar pronto na roda da BM&F encerrou na mínima do dia, cotado a R$ 2,1455, em baixa de 0,21%. No balcão, o pronto finalizou em queda de 0,19% a R$ 2,146.
Risco
No fim da tarde o risco Brasil estava em queda de 2 pontos base, em 210 pontos base, tendo oscilado entre a mínima de 208 e a máxima de 213 pontos base até as 17h46 (de Brasília), segundo a assessoria do JP Morgan. O risco dos emergentes medido pelo Embi+ recuava 2 pontos para 183 pontos base.
CSN
A Companhia Siderúrgica Nacional anunciou que conseguiu fechar hoje um contrato de fusão de sua subsidiária nos Estados Unidos, a CSN LLC, com a uma empresa local, a Wheeling-Pittsburgh. Segundo comunicado enviado à Bovespa, a CSN terá 49,5% das ações da nova companhia que será gerada a partir da fusão, a NewCo. As demais ações serão da Wheeling-Pittsburgh. Posteriormente os papéis poderão começar a ser negociados em Bolsa nos EUA.
Investimento
A CSN também investirá US$ 225 milhões na ampliação e modernização da siderúrgica americana, na forma de financiamento. Esse valor poderá ser convertido em 11,8 milhões de ações da NewCo, o que elevaria a participação da empresa brasileira para até 64% do capital.
Com agências Estado e Folhapress





