Confiança
Os empresários da indústria brasileira estão mais otimistas neste final de ano. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) registrou em outubro 55 pontos, acima dos 52,7 em igual período do ano passado e dos 52,9 em julho último. Os indicadores variam de zero a cem pontos, e valores acima de 50 pontos indicam expectativas positivas.

Explicação
De acordo com a CNI, o aumento no indicador de confiança das pequenas e médias empresas é explicado pela melhora nas perspectivas e pela redução do número de empresários com percepção de piora nas condições dos negócios. O índice de confiança no desempenho da economia entre as pequenas e médias empresas atingiu 53,2 pontos em outubro, contra 51,5 em igual mês de 2005 e 50,6 pontos em julho deste ano.


Grandes
Nas grandes empresas, entretanto, o índice de confiança ficou em 58,4 pontos, praticamente estável em relação a julho (57,6), e com crescimento na comparação com o mesmo mês do ano passado (55,1).

Pequenas
Para os executivos de pequenas e médias empresas, a visão menos negativa das condições atuais se deve, principalmente, à avaliação das condições dos negócios de suas próprias empresas. O índice de condições atuais da própria empresa passou de 43,2 pontos em julho para 48,6 pontos em outubro.

Exportações
Renato da Fonseca, gerente-executivo da Unidade de Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento da CNI, destaca, entretanto, que as perspectivas em relação às exportações continuam ruins por causa da desvalorização do dólar em relação ao real.

Emprego e renda
Além disso, a expansão moderada do emprego e da renda é insuficiente para alimentar previsões mais otimistas sobre o crescimento do consumo. A pesquisa da CNI foi feita entre os dias 3 e 20 de outubro com 215 empresas de grande porte e 1.366 pequenas e médias indústrias. O levantamento é realizado trimestralmente.

Bovespa
Acompanhando a Bolsa de Nova Iorque, que após uma abertura fraca ontem passou a subir, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também mudou de tendência. Pela manhã, chegou ao patamar mínimo de 38.273 pontos, mas encerrou o expediente em alta de 1,51%, aos 39.226 pontos, com giro de R$ 2,387 bilhões.

Wall Street
O índice Dow Jones atingiu um novo recorde: 12.116,91 pontos, com elevação de 0,95%. A Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) avançou 0,56%, para 2.355,56 pontos.

Câmbio
O dólar comercial ficou estável a R$ 2,14, enquanto o risco-país caiu 0,47%, para 210 pontos. O Banco Central comprou divisas em leilão a R$ 2,139. O mercado financeiro está de olho na agenda de indicadores e eventos econômicos da semana.

Atenções
Todas as atenções estão voltadas à reunião do Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano), que acontece amanhã. A expectativa dos especialistas é de que a taxa básica de juros dos Estados Unidos seja mantida nos atuais 5,25% ao ano.

Debate
O rumo dos juros americanos é tema do grande debate dos últimos meses. Pelos sinais de desaquecimento da atividade, havia especialistas dizendo que já no começo de 2007 a taxa poderia ser reduzida porém, o Fed afirmou ainda estar preocupada com a inflação, então o esperado corte demoraria ainda um pouco mais.

Precificado
Por isso, o resultado da reunião já está amplamente precificado, e interessa mais o comunicado que se seguirá à decisão. Na sexta-feira, será divulgado o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) americano do terceiro trimestre, mais um dado para alimentar a discussão.

Focus
Ontem saiu o boletim Focus, elaborado semanalmente pelo Banco Central. Os analistas consultados reduziram novamente a sua previsão de inflação. Para este ano, a projeção passou de 3% para 2,97% e, para 2007, caiu de 4,2% para 4,17%. Na quinta-feira, será conhecida a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do BC), na qual a Selic foi reduzida de 14,25% ao ano para 13,75% ao ano.

Petróleo
O preço do petróleo encerrou o dia em baixa, tendência que se mantém apesar de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ter anunciado na semana passada que pretende reduzir em 1,2 milhão de barris por dia sua produção. O barril do petróleo cru para entrega em dezembro (novo contrato de referência), negociado na Bolsa Mercantil de Nova Iorque, fechou o dia cotado a US$ 58,81 (baixa de 0,88%). Na sexta-feira, depois do anúncio do corte, o barril para novembro chegou a recuar para US$ 56.

Com agências Estado e Folhapress

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