MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo interrompeu ontem uma sequência de três semanas seguidas de alta. Nesta semana, a Bolsa de Valores paulista acumulou baixa de 0,54%. Mas, mesmo com essa queda, a Bovespa ainda registra valorização de 6,02% no mês.
Vermelho
A queda de 0,71% de quinta-feira foi a responsável pelo fato de a Bovespa fechar a semana no vermelho. Foram 42 as baixas dentre as 56 ações que compõem o Ibovespa - a principal referência do mercado acionário brasileiro - na semana.
Lucros
Com as altas recentes e a falta de novidades econômicas positivas, a opção de muitos investidores foi a de embolsar lucros acumulados. A Bovespa chegou a operar em alta, de 0,10%, na primeira hora do pregão de ontem. Mas, com o mercado norte-americano mais fraco, a Bolsa não teve ânimo para se sustentar em terreno positivo.
Nos EUA
Após atingir pontuação recorde na quinta-feira, o índice Dow Jones, o principal da Bolsa de Nova York, terminou ontem com baixa de 0,08%. O petróleo encerrou o dia com o preço mais baixo em 11 meses - US$ 58,62, uma queda de 2,87% em relação ao dia anterior. A desvalorização foi um pouco menor em Londres, 1,95%, e o barril ficou cotado a US$ 59,68.
Petrobras
A queda das ações da Petrobras acabou pesando no resultado do pregão de ontem da Bovespa. Os papéis da petrolífera, que responderam por 20% do volume total negociado na Bolsa hoje, caíram 1,53% (preferencial) e 1,25% (ordinário).
Outros destaques
Na semana, a ação preferencial do Pão de Açúcar foi a que melhor retorno deu - acumulou valorização de 8,45%. Em seguida ficou o papel preferencial ''A'' da Braskem, que subiu 6,01%. Já a ação PNA da Comgás foi a que mais decepcionou, registrando queda semanal de 7,51%, seguida por Light ON, que recuou 5,82%.
Selic
A redução da taxa básica de juros da economia, a Selic, não chegou a ter impacto nas operações do mercado nos últimos dias. Isso porque o corte de 0,5 ponto percentual na Selic, anunciado na quarta-feira pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, já era amplamente esperado pelos investidores. A Selic foi reduzida de 14,25% para 13,75%.
Dúvida
A dúvida agora fica por conta da última reunião do Copom do ano, que acontecerá no fim de novembro. O mercado ainda está dividido entre a parcela que conta com mais uma redução de 0,50 ponto e os que afirmam que o Copom deve ser um pouco mais conservador e cortar a taxa básica em apenas 0,25 ponto percentual.
Juros
Após a decisão do Copom, a taxa do contrato Depósito Interfinanceiro (DI), que aponta as expectativas futuras - que vence na virada do ano caiu de 13,58% para 13,49% na BM&F. Até a próxima quinta-feira, quando será divulgada a ata da reunião do Copom, o mercado de juros da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) deve oscilar pouco.
Ata
A ata trará informações sobre os motivos que levaram os integrantes do Copom a optarem pela redução de 0,50 ponto na Selic. O documento poderá dar sinais sobre o futuro da política monetária.
Câmbio
Mesmo com a atuação do Banco Central, que ontem realizou leilão para ofertar contratos de ''swap cambial reverso'', o dólar terminou o dia em baixa de 0,05%. A moeda norte-americana ficou cotada a R$ 2,14. O BC vendeu aproximadamente US$ 1,195 bilhão em papéis de ''swap cambial reverso''. Esse tipo de papel tem o efeito de uma compra de dólares no mercado futuro, ajudando, assim, a pressionar o valor da moeda estrangeira. A autoridade monetária também comprou moeda diretamente das instituições financeiras.
Homenagem
O Banco Central lançará na segunda-feira uma moeda de prata com valor de face de R$ 2 em comemoração ao centenário do vôo do 14-Bis de Santos Dumont. Ela é destinada a colecionadores, que podem comprá-la por R$ 105. Os Correios também lançarão selo comemorativo. A moeda foi desenvolvida pelo Departamento de Meio Circulante e pela Casa da Moeda, que fabricou 2 mil unidades. Com 27 gramas, de um lado ela traz a imagem da aeronave e a legenda ''Centenário do Vôo do 14-Bis'' e, do outro, Santos Dumont, que fez o primeiro vôo em 23 de outubro de 1906, em Paris.
Selo
Será lançado também selo comemorativo em que o artista João Guilherme retrata o vôo de Santos Dumont. Ao fundo, há a imagem de um foguete em direção à Lua, que simboliza a evolução das conquistas espaciais. Foram impressos 5 mil selos, a R$ 0,85 cada.
Com agências Estado, Folhapress e France Presse





