Impulso dos EUA
Resultados corporativos favoráveis nos Estados Unidos deram novo impulso às Bolsas e levaram o Dow Jones a superar ontem pela primeira vez na história a marca dos 12 mil pontos, com recorde de pontuação no fechamento em 12.011,7 pontos. A subida do petróleo, depois de a Arábia Saudita finalmente manifestar-se publicamente em apoio à proposta de redução da produção da Opep, assim como o salto dos preços das commodities metálicas e o firme desempenho de ações do setor de papel e celulose também favoreceram a alta da Bolsa de Valores de São Paulo.

Dow Jones
Pela primeira vez na história o índice Dow Jones fechou no patamar de 12 mil pontos. E, avançando 0,15%, para 12.011,73 pontos, a Bolsa de Nova York levou consigo a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) - esta subiu 0,6%, para 38.919 pontos, com giro de R$ 2,065 bilhões.

Bovespa
Entre as maiores altas do Ibovespa, as ações PNA da Braskem lideravam, com alta de 3,29%, seguidas por Votorantim Celulose e Papel PN (+2,94%) e Tele Norte Leste Participações ON (+2,87%). Na outra ponta, TAM PN era a maior queda, em baixa de 3,54%, seguida por CCR ON (-2,92%) e por Vivo PN (-2,35).

Efeito Copom
Já era amplamente esperada pelo mercado o corte de 0,5 ponto percentual da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, anunciado quarta-feira após o final do expediente. Por isso, nem houve resposta dos investidores nesta quinta-feira, os quais preferiram seguir o movimento no mercado financeiro do exterior: desânimo pela manhã - a Bolsa brasileira chegou ao patamar mínimo de 38.560 pontos-, otimismo à tarde com a análise dos balanços trimestrais divulgados pelas empresas nos Estados Unidos. McDonald's, Citigroup, Bank of America, Coca-Cola, Pfizer e Honeywell informaram ter registrado bons resultados.

Nasdaq
A Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) teve elevação de 0,16%, aos 2.340,94 pontos, impulsionada pelos ganhos da Apple Computer e do site eBay - as ações das duas companhias avançaram aproximadamente 6%.


Petróleo
A elevação dos preços do petróleo contribuiu para a queda na primeira etapa do expediente. A commodity subiu 1,84%, para US$ 58,71, após a Arábia Saudita dizer que apóia uma redução de um milhão de barris por dia da produção mundial da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O grupo está reunido em Viena para discutir um corte.

Câmbio
O dólar comercial teve sua terceira alta consecutiva: subiu 0,18%, vendido a R$ 2,141, enquanto o risco-país ficava estável aos 210 pontos. A expectativa dos analistas é de que a moeda norte-americana oscile entre R$ 2,13 e R$ 2,18 no curto prazo, porque o fluxo de entrada de recursos no mercado continua grande mas a atuação do Banco Central impede que as cotações recuem. Ontem, o BC novamente comprou divisas em leilão à vista a R$ 2,1379.


Contas externas
O balanço de pagamentos do Brasil com o exterior apresentou em setembro um superávit na conta de transações correntes, de US$ 2,276 bilhões. No acumulado do ano, o superávit em transações correntes é de US$ 10,136 bilhões, o equivalente a 1,48% do PIB. O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, previu um superávit de US$ 2,7 bilhões em outubro.

Acima do previsto
Segundo Lopes, o resultado de setembro ficou acima do previsto pelo Banco Central, que era de US$ 1,9 bilhão. O resultado superou as expectativas por causa do desempenho da balança comercial e das remessas de lucros e dividendos, que ficaram abaixo do previsto. Lopes disse que, embora as remessas de lucros já estivessem em tendência de queda, a previsão do BC contava com um volume maior em setembro.

Investimentos
O fluxo de investimentos diretos estrangeiros em setembro foi de US$ 1,752 bilhão, também acima do previsto pelo Banco Central, de US$ 1,3 bilhão. Segundo Altamir Lopes, surgiram operações de investimento que não haviam sido contempladas pelas previsões do BC, no setor de energia elétrica e produção de álcool - que deve ser observado agora com grande potencial de investimentos estrangeiros. Ele também previu um ingresso de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) neste mês de US$ 1,2 bilhão.

Fluxo
Em outubro, até hoje, o IED já soma US$ 700 milhões. O ingresso de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no Brasil, em setembro, foi o maior desde julho do ano passado. Mas o fluxo acumulado no ano, de US$ 11,906 bilhões, está distante da previsão do BC de uma entrada de US$ 18 bilhões. Para que a previsão seja atingida, será preciso um ingresso de US$ 2 bilhões por mês até o final do ano.

Previdência
A Previdência Social registrou em setembro déficit de R$ 8,566 bilhões. O valor é 175,9% superior (em termos reais pelo INPC) ao registrado em agosto deste ano e 207% maior do que o déficit apurado em setembro de 2005. No acumulado do ano, o déficit somou R$ 34,185 bilhões, com aumento de 34,4% ante o período de janeiro a setembro de 2005.

Benefícios
A despesa com benefícios previdenciários somou R$ 18,986 bilhões em setembro, com uma expansão real de 44,5% sobre agosto último e de 61% ante setembro de 2005. De acordo com o Ministério da Previdência, a disparada nas despesas com benefícios, e consequentemente no déficit, refletiu a antecipação em setembro de 50% do 13º salário deste ano.

Com agências Estado e Folhapress

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