Livro Bege

O crescimento da economia americana foi mantido desde setembro e o consumo dos lares se acelerou, segundo o Livro Bege do Federal Reserve (Fed), divulgado ontem. ''O crescimento se manteve desde o último relatório'' publicado no dia 6 de setembro, ressalta este documento que traça panoramas da economia americana oito vezes por ano.



Crescimento

''A maior parte das regiões registrou um crescimento mais forte dos gastos de consumo, embora as vendas de automóveis e de artigos para o lar em geral tenham se mostrado mais fracas'', acrescenta o documento. Quanto à indústria ''a atividade se manteve em geral forte'', com um aumento da produção registrado em oito das doze regiões do país.



Pressões

''A maioria das regiões apresentou algum aumento das pressões sobre os preços nas últimas semanas'', acrescentou o Livro Bege. As condições do mercado de trabalho se mantiveram ''tensas'', mas ''o aumento dos salários geralmente é baixo, apesar de ter sido notado em muitas regiões um aumento dos salários dos funcionários qualificados'', acrescentou.



Déficit

Os Estados Unidos registraram um novo déficit comercial recorde em agosto, alimentado pelos altos preços do petróleo importado e pelo insaciável apetite dos consumidores pelos produtos chineses. O déficit comercial alcançou US$ 69,9 bilhões em agosto, o que representa 2,7% a mais que no mês anterior. O resultado decepcionou os especialistas, que esperavam uma redução do ''buraco'' comercial. Há um ano, em agosto de 2005, o déficit era de US$ 58,7 bilhões de dólares, de modo que cresceu 19% em um ano.



Surpresa

''A surpresa veio das importações, que sofreram um aumento traumatizante'', ressaltou Stephen Gallagher, da Société Générale em Nova Iorque. As importações aumentaram 2,4% a 192,3 bilhões de dólares e as exportações, 2,3%, a 122,4 bilhões de dólares.



Importação

Os americanos importaram maciçamente produtos derivados do petróleo em agosto, e isto pesou na balança comercial, quando os preços de importação do cru bateram todos os recordes. O déficit petroleiro alcançou o nível sem precedentes de 27,2 bilhões de dólares. As cotações do petróleo atingiram seus níveis mais elevados neste ano, mas ao término do verão boreal (hemisfério norte), e com a maior demanda de gasolina devido às férias, os preços sofreram um claro declínio.



China

O mal desempenho de agosto deve-se também ao crescimento do déficit comercial com a China, que aumentou 12,2% a 22 bilhões de dólares. Trata-se de um nível recorde, que se explica pelas fortes importações de produtos de consumo por preços baixos, que inundam o Wal Mart e outros supermercados.



Vigor

''O vigor das importações desperta otimismo sobre a saúde dos gastos de consumo e dos investimentos das empresas'', assegura Guatieri. Os gastos dos lares são decisivos para o crescimento americano. O nível das importações deveria atenuar os temores de recessão suscitados pela desaceleração do setor imobiliário, que havia permitido uma abundância de crédito e tinha sido sustentado pelo consumo durante os últimos cinco anos.



Festa

De acordo com um estudo divulgado ontem, a boa situação dos consumidores deverá ser traduzida em uma temporada favorável de festas para os comerciantes. ''Todos os indicadores mostram que a temporada de festas de fim de ano será forte, acima da média, embora não tanto como no ano passado'', avaliou Michael Niemira, economista-chefe do Conselho Internacional de Centros Comerciais, que realizou o estudo.



Japão

O Japão igualou em outubro seu recorde de expansão econômica desde
1945 após registrar 57 meses de crescimento consecutivos, segundo o informe mensal divulgado ontem pelo governo. É a mesma duração do famoso ''Boom Izanagi'', ocorrido entre novembro de 1965 e julho de 1970.



Deuses

Esse período - batizado com o nome de um dos dois deuses da criação do Japão, segundo a religião xintoísta - era até agora a mais longa fase de expansão econômica do arquipélago desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. ''A economia se recupera'', afirma o governo em seu informe de outubro. O PIB do Japão aumentou 1% anual no segundo trimestre de 2006, seu sexto trimestre consecutivo de crescimento.



Wall Street

A Bolsa de Nova Iorque fechou em alta ontem, com o índice Dow Jones subindo 0,81%, e o Nasdaq, 1,64%, em meio a previsões otimistas das empresas. O índice ampliado Standard and Poor's 500 aumentou 0,95% (+12,88 pontos) a 1.362,83 pontos.



Petróleo

Os preços do petróleo subiram levemente ontem, em meio ao ceticismo sobre uma eventual redução da produção da Organização dos Países Produtores e Exportadores de Petróleo (Opep). No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do ''light sweet crude'' para entrega em novembro fechou em alta de 27 centavos a US$ 57,86. Em Londres, o Brent do mar do Norte para entrega em novembro ganhou 11 centavos a US$ 58,76 o barril.


Com agências Estado, Folhapress e France Presse

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