Pesquisa Focus
Os analistas do mercado financeiro fizeram uma nova redução na expectativa de inflação para o próximo ano. Eles reduziram de 4,3% para 4,2% a previsão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2007. Para este ano, o índice foi revisto de 2,98% para 3,01%. A meta do governo é uma inflação de 4,5% nos dois anos.

Inflação
Ainda de acordo com o relatório Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, as previsões dos demais índices de preços também sofreram reajuste. A projeção do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou de 3,22% para 3,15%. Já a do Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) caiu de 3,31% para 3,27%. Para 2007, a previsão dos índices passou de 4,45% para 4,40% e de 4,47% para 4,38%, respectivamente.

Juros
Sobre a taxa de juros, os analistas mantiveram a previsão para a Selic no final do ano em 13,5% ao ano. Na última reunião, ela foi reduzida de 14,75% ao ano para 14,25% ao ano. Para outubro, a previsão é que o corte seja de 0,5 ponto percentual.

Crescimento
A projeção para o crescimento da economia passou de 3,09% para 3,01% em 2006. Para o ano que vem, foi mantida em 3,5%. O BC espera que a economia cresça 3,5% neste ano. A revisão consta do ''Relatório de Inflação'' de setembro. Antes, a previsão era de um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4%.

Ajuste
O ajuste ocorreu após a divulgação do crescimento da economia no segundo trimestre, que ficou abaixo do esperado. A expansão foi de 0,5% no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses deste ano.

Produção
Já para a produção industrial, a projeção do último levantamento do BC subiu de 3,51% para 3,56% para este ano. A projeção em relação ao superávit comercial - saldo positivo entre exportações e importações - foi mantida em US$ 43 bilhões.

Balança
A balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 1,129 bilhão na primeira semana do mês (dias 1 a 8). As vendas de produtos ao exterior somaram US$ 3,114 bilhões e as compras, US$ 1,985 bilhão. Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento.

Média
A média diária - total negociado por dia útil - está elevada. Nos últimos meses do ano, é comum o aumento de exportações e importações por conta do Natal. A média diária de exportações está em US$ 622,8 milhões. No ano, o valor só está abaixo do registrado em julho, que foi de US$ 648,7 milhões. Já a média de importações está em US$ 397 milhões, abaixo da registrada no mês passado, US$ 406,1 milhões.

Câmbio
Depois de ter fechado em pequena alta de 0,19% na sexta-feira, o dólar comercial encerrou os negócios ontem em baixa de 0,32%, vendido a R$ 2,157, numa sessão morna por conta de um feriado nos Estados Unidos, que manteve os mercados de bônus fechados. A Bolsa de Valores do Estado de São Paulo (Bovespa) operava no final da tarde em alta de 1,13%, com o Ibovespa, seu principal indicador, aos 38.371.

Risco
O risco-país, que mede o interesse do investidor estrangeiro em aplicar seus recursos em títulos da dívida brasileira, mantinha-se estável em relação ao fechamento de sexta-feira, aos 223 pontos. Quanto mais baixo esse patamar, melhor a percepção do mercado em relação aos papéis do Brasil.

Feriados
Analistas comentam que por conta dos feriados nos EUA ontem e aqui no Brasil nesta quinta-feira, o mercado deve ficar mais tranquilo esta semana. A diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares, acredita ainda que haverá uma concentração maior de negócios hoje e amanhã. ''Quanto à tendência (do dólar), a gente continuará lastreando no cenário externo. Na nossa opinião, a desaceleração da economia americana vai continuar moderada e gradual'', disse.

Indicadores
Entre os indicadores dos EUA aguardados para a semana estão a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) e o Livro Bege, um sumário das condições econômicas no país também elaborado pelo Fed. A diretora da AGK acredita que o banco central norte-americano deve manter o juro por algum tempo, com uma postura cautelosa diante das expectativas para a inflação.

Petróleo
Os preços do petróleo fecharam estáveis ontem, em um mercado à espera de uma eventual redução da produção da Opep e agitado pela tensão geopolítica gerada pelo teste nuclear norte-coreano. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet crude'' para entrega em novembro fechou em alta de 20 centavos, a US$ 59,96, depois de ter chegado a 61,25 dólares durante a sessão.

Com agências Estado, Folhapress e France Presse

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