Indicadores externos
O petróleo em queda ontem perdeu as atenções do mercado para os dados sobre o mercado de trabalho em setembro nos Estados Unidos. Os dados do payroll reforçaram as avaliações de que a desaceleração da economia norte-americana não está tão forte como se temia e estimularam ajustes para realização de lucros nos mercados aqui e lá fora.

Análise
Embora o número de postos de trabalho criados tenha ficado abaixo da metade do que se previa (+51 mil, para previsões de +125 mil), os dados dos dois meses anteriores foram revisados para cima, provocando redução nas apostas de uma queda das taxas de juro pelo Federal Reserv (Fed) no curto prazo.

Bovespa
A Bovespa teve um dia de realização de lucros, após duas sessões de alta e elevação acumulada de 4,23% no período. Pela manhã, a Bolsa brasileira chegou a cair até o patamar mínimo de 37.492 pontos, mas diminuiu o ritmo de queda e fechou ontem em baixa de 0,1%, aos 37.940 pontos, com giro de R$ 1,952 bilhão. Na semana, ela subiu 4,1%.

Destaque
Entre os papéis, o destaque foi Embraer, que liderou as altas boa parte do dia, em reação à notícia da encomenda da Northwest de 36 jatos modelo 175, com opção de compra para mais 36 e direitos de compra de outros 100. Embraer ON subiu 1,8%. Aracruz PNB recuou 0,36%. A companhia abriu a temporada de balanços do terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 277 milhões, queda de 6,7% sobre os R$ 296,8 milhões do mesmo período do ano passado.

Ranking
As maiores quedas do Ibovespa foram Tim Celular Sul ON (-3,68%), Pão de Açúcar PN (-3,13%) e Petróleo Ipiranga PN (-2,93%). As maiores altas foram Sadia PN (+2,42%), Cesp PNB (+1,96%), e Unibanco Unit (+1,60%).

Wall Street
Em Wall Street, após três recordes seguidos do índice Dow Jones, os investidores também aproveitaram para embolsar os ganhos, mas o movimento perdeu força ao final do dia. A Bolsa de Nova York recuou 0,14%, para 11.850,21 pontos, e a Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) teve queda de 0,36%, aos 2.297,91 pontos.

Desânimo
Os números sobre mercado de trabalho desanimaram o mercado. A economia dos Estados Unidos gerou apenas 51 mil empregos em setembro - a expectativa era de 120 mil vagas. Em, agosto, haviam sido criados 188 mil postos. De acordo com o Departamento do Trabalho, a taxa de desemprego teve queda de 4,7% para 4,6% no mês passado. Os economistas previam que ela ficaria estável.

Desaquecimento
A preocupação com o ritmo de desaquecimento da maior potência mundial foi alimentada por esses números, embora nas últimas semanas tenham aumentado as apostas de que não haverá uma recessão da maior potência mundial - o pouso deve ser suave. Para essa opinião, contribui a recente baixa dos preços do petróleo, porque ajuda a diminuir as pressões inflacionárias.

Petróleo
Apesar dos rumores de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) irá cortar parte de sua produção, o preço do petróleo voltou a ficar abaixo dos US$ 60. Em Nova Iorque, o barril terminou o dia cotado a US$ 59,76, uma queda de US$ 0,27 em relação ao dia anterior. Na Bolsa de Londres, a cotação caiu US$ 0,17 e ficou em US$ 59.83.

Metais
Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (LME), os futuros de cobre subiram de forma acentuada, apesar do recuo dos preços do petróleo e da alta do dólar, dois fatores que normalmente pesam sobre o metal. Os contratos de cobre para dezembro subiram 8,85 cents (2,68%) e fecharam a US$ 3,3885 por libra peso.

Ouro
Entre os metais preciosos negociados na Comex, os futuros de ouro reverteram as perdas finais e subiram ajudadas por uma cobertura de vendas a descoberto, gerada pelas preocupações relacionadas com um possível teste nuclear da Coréia do Norte neste final de semana. Os contratos de ouro para dezembro subiram US$ 1,30 (0,23%) e fecharam a US$ 576,80 por onça-troy. Os contratos de prata para dezembro subiram 10,5 cents (0,95%) e fecharam a US$ 11,175 por onça-troy.

Câmbio
Na contramão do risco-país, que caiu 1,33%, para 223 pontos, o dólar comercial subiu 0,13%, vendido a R$ 2,164. Na semana, a moeda norte-americana tem desvalorização de 0,33%.

Juros
O contrato futuro de juros mais líquido, o de janeiro de 2008, interrompeu ontem uma sequência de sete dias de negócios em queda e encerrou o dia com leve alta, passando de 13,41% ontem para 13,42% nesta sexta-feira. ''Foi uma correção técnica'', disse um operador. Neste período, a taxa caiu 0,23 ponto porcentual, já que estava em 13,65% em 27 de setembro. O DI de janeiro de 2007 fechou estável em relação a quinta, em 13,68%.

Com agência Estado, Folhapress e France Presse

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