Altos e baixos
  A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) alternou momentos de alta e baixa ontem, mas conseguiu fechar com elevação de 0,6% e giro de R$ 2,668 bilhões, aos 37.976 pontos - o maior patamar desde 29 de maio, quando estava em 38.145 pontos. Na semana, a alta acumulada na Bolsa brasileira é de 4,19%. Acompanhando o risco-país, que recuou 3,83%, para 226 pontos, o dólar comercial teve queda de 0,04%, vendido a R$ 2,161.

Wall Street
  A Bolsa de Nova York avançou 0,13%, para 11.866,69 pontos, e a Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) subiu 0,67%, para 2.306,34 pontos. Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta na New York Mercantile Exchange (Nymex). O mercado reagiu a informes de que a Opep vai reduzir sua produção para dar sustentação aos preços. Na Nymex, os contratos de petróleo bruto para novembro fecharam a US$ 60,03 por barril, em alta de US$ 0,62.

Multimercados
  Principal destaque em captação no ano, os fundos multimercados estão bem próximos de ultrapassar os referenciados DI e se tornarem a categoria com o segundo maior patrimônio líquido da indústria, atrás apenas dos portfólios de renda fixa, de acordo com dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid).

Recursos
  No último dia 28, os recursos dos multimercados somavam R$ 166 bilhões, ou 19,24% do total, enquanto as aplicações nos DIs eram de R$ 172 bilhões (19,91%). A distância vem encolhendo rapidamente desde o início do ano, quando as participações das categorias em relação à indústria eram de 17,7% e 20,8%, respectivamente. Na liderança, a modalidade renda fixa possui 39,4% do patrimônio líquido dos fundos.

Análise
  Na análise de especialistas consultados pela Agência Estado, a consolidação dos multimercados representa um novo momento para o setor. Além de fatores econômicos como a queda dos juros, que estimula a procura dos investidores por produtos alternativos em busca da manutenção da rentabilidade, eles creditam a crescente demanda como fruto do próprio amadurecimento do mercado.

Evolução
  Para o superintendente de Renda Fixa da ABN Amro Asset Management, Eduardo Castro, a evolução dos portfólios que buscam retorno atuando em vários mercados deve se manter, corrigindo, desta forma, o que ele considera uma distorção do mercado brasileiro. ‘‘Os juros mais altos faziam com que a relação entre risco e retorno de um fundo DI fosse muito atrativa.’’

Tendência
  Desde o início do ano, porém, o banco vem percebendo uma tendência de diversificação por parte dos investidores tradicionais, em busca de melhor rendimento para as aplicações. ‘‘Estamos vivendo uma mudança de paradigma’’, observa.

Captações
  Castro reitera, por outro lado, que não houve uma simples migração de recursos dos DIs. Ambas as categorias apresentam captações líquidas no acumulado do ano, conforme os números da Anbid. Enquanto os multimercados registraram entrada de R$ 22,6 bilhões até o último dia 28 de setembro, os referenciados possuíam saldo positivo de R$ 4,9 bilhões no mesmo período. ‘‘O investidor que tradicionalmente mantinha 100% dos recursos em um DI hoje começa a alocar parte desse valor em produtos de maior risco’’, afirma.

Ranking
  Os fundos de investimento apresentaram captação líquida de R$ 4 bilhões em setembro, de acordo com dados da Anbid. No final do mês, o patrimônio líquido da indústria totalizava R$ 873,2 bilhões, um crescimento de 21,3% em relação ao início do ano.

Renda fixa
  A categoria renda fixa liderou a entrada de recursos no período, com R$ 1,8 bilhão, seguida pela multimercados, com R$ 1,3 bilhão. Os fundos de ações, por sua vez, captaram R$ 635 milhões e tiveram a maior variação de patrimônio líquido em relação ao mês anterior, de 11,9%. Na ponta contrária, os referenciados DI aparecem com o maior resgate em setembro, de R$ 963 milhões.

Acumulado
  No acumulado do ano, os multimercados registram a maior captação líquida, de R$ 22,8 bilhões, à frente dos portfólios de renda fixa, que apresentam saldo positivo de R$ 13,5 bilhões.

Long short
  Os fundos do tipo long short, nova modalidade incluída nas estatísticas da associação, fecharam o mês com patrimônio de R$ 4,4 bilhões, o que representa cerca de 0,5% do total de recursos administrados. Em relação à categoria multimercados, as carteiras possuem participação de 2,7%.

Rentabilidade
  No primeiro mês de atividade, os long short apresentaram rentabilidade de 1,1%, segundo a Anbid. A captação líquida no período foi de R$ 37,7 milhões. Atualmente, 46 fundos do tipo estão cadastrados na base de dados da associação, dos quais 11 são fundos de investimento em cotas.
(Com agências Estado, Folhapress e France Presse)

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