Inflação baixa
O cenário de inflação que se desenha para 2006 a partir do IPC-Fipe acumulado no ano até setembro, de 0,68%, aliado ao baixo desempenho da atividade econômica permite ao Banco Central fazer em outubro mais uma redução de 0,50 ponto percentual da taxa básica de juros (Selic), hoje em 14,25% ao ano. A afirmação é do coordenador do índice de preços da Fipe, Paulo Picchetti, ao comentar a inflação apurada no mês de setembro na capital paulista de 0,25%.

Copom
Picchetti afirma ainda que o quadro inflacionário atual deve levar o Banco Central a engavetar a mensagem que manteve nas duas últimas atas do Copom, de que trataria a política monetária ''com maior parcimônia''. Ele lembra que o teor da última ata do Copom não contemplou a taxa de inflação medida pelo IPCA-15 de setembro, que ao mostrar uma variação de 0,05%, deu ''um tombo'' em todo o mercado que trabalhava com uma taxa em torno de 0,15%.

Revisão
Paulo Picchetti revisou ontem sua projeção de inflação para 2006 na capital paulista de 2% para 1,6%. Essa taxa, no entanto, está condicionada à manutenção nos preços dos combustíveis até o final de 2006.

Contas externas
O fluxo de dólares para o Brasil ficou positivo no mês passado. Em setembro, o saldo de câmbio contrato, que indica a entrada e saída de moeda estrangeira no país, foi de US$ 5,134 bilhões, segundo dados do Banco Central. Em agosto, havia ficado positivo em US$ 1,291 bilhão. O maior fluxo de moeda estrangeira no país influencia a valorização do real frente ao dólar.

Balança
Dessa movimentação, a balança comercial contribuiu positivamente com US$ 5,501 bilhões - US$ 12,522 bilhões de exportações e US$ 7,022 bilhões de importações. Já o chamado fluxo financeiro ficou negativo em US$ 366 milhões, com compras de US$ 14,515 bilhões e vendas de moeda estrangeira de US$ 14,882 bilhões.

Fluxos
Em setembro do ano passado, o fluxo foi negativo em US$ 1,298 bilhões. Nos primeiros nove meses de 2006, o fluxo ficou positivo em US$ 32,047 bilhões, contra US$ 9,491 bilhões no mesmo período do ano passado. Em 2005, o saldo do câmbio contratado ficou positivo em US$ 18,819 bilhões.

Européias
As principais Bolsas européias fecharam em alta, impulsionadas pelo bom desempenho do mercado norte-americano, pela nova queda dos preços do petróleo e por informes de fusões e aquisições. Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou em alta de 29,4 pontos (0,50%), em 5.966,5 pontos. O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em alta de 36,76 pontos (0,70%), em 5.256,55 pontos. A Bolsa de Frankfurt fechou com o índice Xetra-DAX em alta de 54,15 pontos (0,90%), em 6.046,37 pontos.

BCE
Traders disseram que hoje o mercado estará atento à decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e ao indicador de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA. Na Bolsa de Milão, o índice S&P-Mib fechou em alta de 308 pontos (0,80%), em 38.707 pontos. O índice Ibex-35, da Bolsa de Madri, fechou em alta de 122,10 pontos (0,95%), em 12.982,60 pontos.

Brasil
Por aqui, no meio da tarde, o dólar comercial fechava em queda de 0,55%, cotado a R$ 2,162. E a Bovespa subia 2,98%.

Petróleo
Os preços do petróleo se recuperaram ontem depois de terem caído abaixo dos US$ 58 durante a sessão, em meio a um novo crescimento das reservas petroleiras americanas. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet crude'' para entrega em novembro terminou em alta de 73 centavos a US$ 59,41. Os preços baixaram 4 dólares, ou 7%, desde sexta-feira e 24% desde o recorde alcançado em meados de julho, US$ 78,40.

General Motors
Depois de sete anos no prejuízo, a General Motors do Brasil deverá fechar 2006 no azul. Não será um resultado expressivo, mas mostra uma tendência positiva para a empresa, segundo o vice-presidente da montadora, José Carlos Pinheiro Neto. Apesar de não revelar números, o executivo explica que a melhora no balanço é resultado de um forte trabalho de redução de custos iniciado há alguns anos. ''Tivemos que reduzir os custos para enfrentar a enorme competição do setor tanto no mercado interno quanto nas exportações'', afirmou. Há quatro anos havia apenas quatro montadoras instaladas no Brasil e atualmente são 17.

Daymler Chrysler
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de US$ 200 milhões para a Daymler Chrysler do Brasil. Segundo nota divulgada pelo banco os recursos, concedidos no âmbito da linha de financiamento BNDES-Exim Pré-embarque, serão destinados à exportação de caminhões, chassis e plataformas para ônibus, motores a diesel, cavalo mecânico e ônibus. No Brasil, segundo o BNDES, a empresa tem três unidades - Juiz de Fora (MG), São Bernardo do Campo (SP) e Campinas (SP) -, com 13.200 empregados. A Daymler exporta ônibus, caminhões e motores para mais de 70 países.

Com agências Estado, Folhapress e France Presse

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