Perdendo impacto
Passado o impacto imediato do primeiro turno das eleições presidenciais, a política perdeu peso ontem na formação de preços do mercado, embora continue sendo monitorada pelos investidores, o que deve se estender até a conclusão do processo eleitoral. O impacto ontem nos ativos financeiros ficou por conta da queda das cotações do petróleo e das commodities metálicas nos mercados internacionais.

Panorama geral
A Bovespa devolveu os ganhos da véspera, empurrada pela queda das ações da Petrobras e da Vale do Rio Doce. Nos contratos de DI, os juros caíram mais um pouco no curto prazo, mas subiram nos contratos mais longos. E o dólar voltou a fechar em alta, refletindo o cenário externo e o leilão de compra do Banco Central. Em Nova Iorque, as bolsas fecharam em ligeira alta. O destaque ficou por conta do nível histórico atingido pelo Dow Jones, provocado justamente pela queda dos preços do petróleo.

Bovespa
Na Bovespa o dia foi de queda dos preços das ações dos setores ligados ao petróleo e às commodities metálicas, que registraram forte queda nas cotações. Com isso, as ações da Vale do Rio Doce e Petrobras despencaram, levando junto o Ibovespa.

Índice
O Índice Bovespa fechou na mínima do dia, em baixa de 1,67%, com 36.437 pontos. Com esse resultado, a bolsa passou a acumular ligeira baixa de 0,03% em outubro e alta de 8,92% em 2006. O movimento financeiro ficou em R$ 2,162 bilhões.

Papéis
As ações da Eletrobrás, que na segunda-feira subiram com a passagem do candidato Geraldo Alckmin ao segundo turno, tiveram ontem um dia morno. As ordinárias fecharam em alta de 0,50%, mas as PNA caíram 0,28%. Já as ações da Petrobras ficaram entre as maiores quedas do Ibovespa. Petrobras ON caiu 4,71% e as PN recuaram 4,22%. As cotações do petróleo fecharam ontem no nível mais baixo desde fevereiro passado. Durante o dia, chegaram a cair abaixo de US$ 60 o barril em Nova Iorque.

Vale
As cotações de Vale PNA, por sua vez, caíram 3,64% hoje no fechamento. Refletiram a forte queda dos contratos de metais básicos, que acompanhou o mercado de petróleo e também sob influência do fraco indicador industrial divulgado segunda-feira nos EUA.

Ranking
Entre os papéis que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram TAM PN (+2,77%), Embraer ON (+2,11%) e Tim Par PN (+1,85%). As maiores baixas foram Transmissão Paulista PN (-4,98%), Petrobras ON (-4,71%) e Petrobras PN (-4,22%).

Wall Street
Em Nova Iorque, o índice Dow Jones fechou em alta 56,99 pontos (0,49%), em 11.727,34 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 6,05 pontos (0,27%), em 2.243,65 pontos, com mínima em 2.224,21 pontos e máxima em 2.251,86 pontos. O Standard & Poor's-500 subiu 3,83 pontos (0,29%), para 1.334,11 pontos.

Juros
Passada a reação ao resultado do primeiro turno da eleição presidencial, o mercado de juros colocou a emoção de lado e corrigiu, especialmente nos contratos longos, parte do otimismo considerado exagerado no comportamento de segunda-feira. Na BM&F, o DI janeiro 2008 encerrou com taxa de 13,47%, de 13,48% segunda. O DI janeiro de 2009 projetava 13,69%, de 13,66% segunda. O DI janeiro de 2007, que segunda-feira terminou em 13,71%, ontem encerrou a 13,69%.

Câmbio
No mercado de balcão, o dólar fechou em alta de 0,74%, cotado a R$ 2,174 para a venda, próximo da máxima de R$ 2,175. Na roda de pronto da Bolsa de mercadorias e Futurso (BM&F), a moeda norte-americana fechou com a mesma cotação e a mesma variação.

Leilão
As cotações renovaram máxima atrás de máxima após o leilão de compra no mercado à vista feito pelo Banco Central, onde comenta-se tenha levado um volume próximo dos US$ 130 milhões. O BC comprou moeda à taxa de corte de R$ 2,169, aceitando 9 de 18 propostas aceitas. Houve também comentários em torno de um fluxo negativo um pouco mais forte durante a manhã.


Boatos
Ao contrário de ontem, os acontecimentos na política não tiveram maior peso na formação dos preços nesta terça-feira. É verdade que tentativas para isso não faltaram: o dia foi repleto de boatos e rumores envolvendo o presidente Lula e seu adversário na campanha eleitoral, Geraldo Alckmin, alguns bastante fantasiosos. Se não ajudaram a reverter o mal humor do mercado, também não causaram maior estresse nos negócios.

Declarações
Num dia de poucos destaques em termos de notícia, chamaram a atenção as declarações dadas no final da tarde pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, trazendo tanto boas como más notícias aos olhos dos investidores. Entre as boas, a adoção de um redutor de gastos correntes ''se possível'' já a partir de 2007. Entre as más, a confirmação de que não existe a intenção de se fazer uma nova reforma da Previdência em um segundo governo petista.

Com Agência Estado

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