MERCADO FINANCEIRO
Em banho-maria
Na antevéspera das eleições presidenciais, os mercados domésticos operaram em ''banho-maria''. A divulgação de fotos do dinheiro apreendido pela PF com petistas acrescentou, ontem, mais munição ao tiroteio da corrida eleitoral. Ao mercado, neste momento, não interessa o clima de instabilidade. E a preferência é por uma decisão no primeiro turno. Mas a disputa mostra-se acirrada e os investidores preferiram optar pela cautela enquanto aguardam o resultado das urnas.
Juros
O mercado de juros passou no aguardo do desfecho do primeiro turno das eleições. O apetite pelos negócios diminuiu, mas, de qualquer maneira, as taxas dos contratos mais longos encontraram algum espaço para quedas próximo do fechamento dos negócios, enquanto os DIs curtos voltaram a ficar estáveis. O contrato DI janeiro de 2008 encerrou em 13,60%, de 13,64% quinta. O DI janeiro de 2007 ficou nos mesmos 13,74% de quinta.
Bovespa
O mercado de ações doméstico reduziu o ritmo ontem. O giro financeiro foi menor do que nos pregões anteriores. A bolsa paulista passou o dia ''andando de lado'', sem definir uma tendência. No fim do dia, fechou em ligeira queda. Em Nova Iorque, as bolsas encerraram o dia em baixa, embora a economia norte-americana tenha apresentado alguns dados positivos hoje.
Desempenho
O Índice Bovespa fechou em baixa de 0,10%, com 36.449 pontos. Operou entre a máxima de 36.570 pontos (+0,23%) e a mínima de 36.261 pontos (-0,62%). Com esse resultado, a bolsa encerrou o mês de setembro com valorização de 0,60%. Nos primeiros noves meses do ano, a bolsa subiu 8,95%. O movimento financeiro ficou em R$ 1,795 bilhão.
Ranking
Entre os papéis que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram Sabesp PN (+5,26%), Cespe PNB (+5,04%) e Eletrobrás PNB (+2,27%). As maiores baixas foram Aracruz PNB (-3,76%), Net PN (-3,22%) e TAM PN (-2,69%).
Wall Street
Em Nova Iorque, o Dow Jones fechou em baixa de 0,34%. O Nasdaq caiu 0,51%. E o S&P 500 recuou 0,25%. As bolsas realizaram lucro em Wall Street, depois de quatro pregões consecutivos em alta. O Dow Jones chegou a bater o recorde histórico de fechamento durante o dia. Mesmo assim, o Dow Jones teve seu melhor terceiro trimestre desde 1995. Já o S&P teve o melhor desempenho no terceiro trimestre desde 1997.
Petróleo
Os preços do petróleo se mantiveram estáveis ontem, com o mercado pressionado, de um lado, pela abundância da oferta mundial e, de outro, pela possibilidade de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduzir sua cota. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet'' para entrega em novembro ganhou 15 centavos para fechar em US$ 62,91 dólares.
Câmbio
O dólar encerrou os negócios praticamente estável, cotado a R$ 2,171 no mercado de balcão, uma queda de apenas 0,05% em relação à véspera. Na roda de dólar pronto da BM&F, a moeda fechou em queda de 0,21%, a R$ 2,1695 para a venda.
Sobra
A briga pela Ptax dessa vez não guardou relação apenas com os vencimentos futuros de câmbio, mas também com a ''sobra'' dos aproximadamente US$ 800 milhões que serão liquidados no próximo dia 2 de outubro pelo Banco Central, referente à metade de um vencimento de swap cambial reverso (a outra metade foi rolada em dois leilões) que também terá como referência de preço a Ptax de ontem.
Volatilidade
No toma-lá-dá-cá das mesas, as cotações da moeda norte-americana experimentaram uma boa dose de volatilidade. Na mínima do dia, bateu os R$ 2,166 (balcão). Na máxima, R$ 2,185. O BC realizou novo leilão de compra de moeda no mercado à vista, com uma taxa de corte de R$ 2,168. De 17 propostas apresentadas pelos bancos, levou 8.
Cautela
Vale lembrar que ontem foi o último dia útil antes das eleições presidenciais, que ocorrem no próximo domingo, e ainda restam dúvidas se o mercado retomará os negócios na próxima segunda-feira com Lula já reeleito ou não. Por conta disso, muita gente preferiu ficar de fora dos negócios.
Indicadores 1
Na segunda-feira, o mercado prevê novas queda de projeção nas medianas de IPCA na Focus, com grande possibilidade de a expectativa para 2006 ficar abaixo de 3% - o que já aconteceu nesta semana na seleção Top 5 médio prazo (2,80%) . Também acompanhará o IPC-S de setembro, que deverá ficar entre 0,13% e 0,28% (mediana de 0,20%), segundo pesquisa do AE-Projeções.
Indicadores 2
Para o mercado de juros, os destaques da agenda da semana que vem serão a produção industrial de agosto, que sai na quinta-feira, e o IPCA de setembro, que sai na sexta-feira. Nos EUA, haverá divulgação do ISM da indústria, na segunda-feira, e do ISM de serviços, na quarta-feira, quando também discursará o presidente do Fed, Ben Bernanke. Na sexta-feira, sai o payroll de setembro.
Com Agência Estado e France Presse





