Bovespa
Com a ajuda de Wall Street, a Bovespa conseguiu ter ontem o terceiro dia consecutivo de alta. Subiu 0,8%, para 36.105 pontos, com giro de R$ 2,245 bilhões. Pela manhã, quando saíram os números sobre pedidos de bens duráveis nos Estados Unidos em agosto - que caíram 0,5%, mais do que o esperado -, a Bolsa brasileira recuou até o patamar mínimo de 35.610 pontos.

Indicador
Mas o ânimo voltou depois da divulgação de que a venda de casas novas disparou 4,1% no mês passado, quando as expectativas eram de uma queda de 2,5%. Essa foi uma boa notícia em meio aos temores de forte desaquecimento da economia norte-americana. Dia a dia tem aumentado o coro dos que dizem que haverá uma desaceleração suave, e um indicador como esse se soma aos seus argumentos.


Petrobras
Os dois principais papéis da Bovespa subiram, ajudando a puxar o índice. As ações preferenciais da Petrobras avançaram 2,55%, a R$ 40,10 com a alta de quase 3% dos preços do petróleo.

Vale
As preferenciais da Companhia Vale do Rio Doce subiram 2,99%, para R$ 39,59. Elas caíram bastante recentemente -a primeira acumula baixa de 9,02% no mês e a outra, 3,31% nesse período- e, segundo analistas, são boas opções de investimento pela liquidez e porque pertencem a empresas sólidas. Estão com preços atraentes após as últimas quedas.

Superávit
Contribui para a alta da Bolsa brasileira o superávit do setor público (União, Estados, municípios e estatais) em agosto. A economia foi de R$ 13,182 bilhões - contra R$ 5,615 bilhões em julho. No acumulado do ano, o superávit está em R$ 75,951 bilhões, o equivalente a 5,69% no Produto Interno Bruto (PIB). A meta para 2006 é de que 4,25%.

Política
Os investidores continuam atentos à disputa eleitoral. A tensão da semana passada diminuiu, mas a cautela ainda dá tom. Segundo a última pesquisa CNT/Sensus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria 59% dos votos válidos e seria reeleito no primeiro turno. Geraldo Alckmin (PSDB) teria 31,8% dos votos válidos.

Debate
Todas as atenções estão concentradas no debate entre os candidatos à presidência de amanhã à noite. Mas os operadores de mercado financeiro comentam que as incertezas relativas ao pleito já foram ''precificadas'' - ou seja, consideradas pelos investidores na sua estratégia e nos preços dos ativos.

Câmbio
O dólar comercial caiu 0,27%, vendido a R$ 2,187, enquanto o risco-país recuou 2,05%, para 238 pontos, no final do dia.


Risco
A agência de classificação de risco Dominion Bond Rating Service (DBRS) confirmou o rating de moeda estrangeira de longo prazo do Brasil em BB, com perspectiva estável, mas alertou que o potencial para uma piora da governabilidade do País a partir de 2007 aumentou.

Reformas
A agência canadense disse que a direção futura da classificação brasileira vai depender do empenho do próximo governo em implementar reformas na área previdenciária e trabalhista, além da solução dos problemas políticos que vem afetando o País. A DBRS é uma agência de pequeno porte que começou a avaliar o risco soberano brasileiro neste ano.

Wall Street
A Bolsa de Nova Iorque avançou 0,17%, para 11.659,62 pontos - segundo maior nível da história - e a Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) teve elevação de 0,09%, aos 2.263,39 pontos. As principais Bolsas européias também avançaram.

Petróleo
Os contratos futuros de petróleo romperam as recentes margens de oscilação e deram uma arrancada para acima de US$ 63,00 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), com os traders recomprando posições vendidas anteriormente em meio a indicações de que os preços podem ter encontrado um piso no curto prazo, segundo analistas. Na Nymex, os contratos de petróleo para novembro fecharam a US$ 62,96 o barril, alta de US$ 1,95 (3,20%). Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para novembro fecharam a US$ 62,21 o barril, alta de US$ 2,09 (3,48%).

Com agências Estado, Folhapress e France Presse

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