MERCADO FINANCEIRO
Dia de otimismo
O dólar fechou em baixa de 0,28% ontem, vendido a R$ 2,147, derrubado por ingressos de recursos e um cenário externo relativamente tranquilo. O bom desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo contribuiu para o otimismo. No encerramento dos negócios, a Bovespa subia 0,91%.
Favorável
''Hoje houve bastante entrada, o mercado ficou mais favorável para venda'', afirmou um operador de câmbio de uma corretora nacional que não quis ser identificado. O leilão de compra de dólares do Banco Central, com seis propostas aceitas, foi insuficiente para enxugar a liquidez do mercado, completou o operador.
Comportamentos
Segundo José Roberto Carreira, gerente de câmbio da corretora Novação, o câmbio tem estado bastante ligado ao comportamento da Bovespa, já que realização de lucros nas ações acaba motivando compra de dólares. ''Depende muito da Bolsa porque boa parte da fuga de capitais está sendo na bolsa'', disse. ''Hoje, a Bolsa está em alta e no mercado (de câmbio) está aparecendo um pouco mais de vendedor (de dólar).''
Indicadores
No front internacional, o destaque da semana é a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc, na sigla em inglês) amanhã, com expectativa de manutenção dos juros norte-americanos em 5,25%. Antes disso, o mercado fica de olho no índice de preços no atacado dos EUA hoje.
Risco
Ainda no campo externo, o risco-país recuava no final do dia, enquanto os títulos da dívida externa brasileira ganhavam terreno.
Balança
A balança comercial alcançou na terceira semana do mês (dias 11 a 17) o saldo positivo de US$ 1,283 bilhão. Esse desempenho é a diferença entre as exportações de US$ 3,119 bilhões e as importações de US$ 1,836 bilhão, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento.
Superávit
No acumulado do mês, o superávit comercial está em US$ 2,104 bilhões, com exportações de US$ 6,129 bilhões e importações de US$ 4,025 bilhões. Em agosto, o superávit comercial foi de US$ 4,515 bilhões. No ano, o saldo da balança comercial está em US$ 31,732 bilhões, o que representa um crescimento de 2,39% na comparação com o mesmo período do ano passado, de US$ 30,992 bilhões.
Vendas
As vendas de produtos ao exterior acumulam uma alta de 15,2%, para US$ 94,293 bilhões. Já as compras de produtos importados somam no acumulado do ano US$ 62,561 bilhões, 23% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.
O mercado financeiro prevê que o superávit de 2006 será de US$ 43 bilhões.
Furlan
Já o ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) admitiu na semana passada que o saldo da balança neste ano poderá ultrapassar o recorde do ano passado, que foi de US$ 44,764 bilhões. Se isso ocorrer, será o quarto ano consecutivo em que o superávit será recorde.
Petróleo
Os contratos futuros de petróleo fecharam em leve alta na New York Mercantile Exchange (Nymex) e na Intercontinental Exchange (ICE, de Londres). Traders disseram que o mercado prosseguiu no movimento de recuperação técnica iniciado no fim da semana passada. Na Nymex, os contratos de petróleo para outubro fecharam a US$ 63,80 por barril, em alta de US$ 0,47. Na ICE, os contratos do petróleo Brent para novembro fecharam a US$ 64,05 por barril, em alta de US$ 0,72.
Européias
Os mercados de ações da Europa fecharam sem direção definida, com os principais índices próximos dos níveis da sexta-feira. As Bolsas operaram na expectativa da divulgação do índice de preços ao Produtor (PPI) dos EUA, nesta terça-feira, e da reunião do Federal Reserve norte-americano, na quarta.
Destaques
As ações dos setores de petróleo e metais subiram, recuperando parte das perdas da semana passada; as dos setores automotivo e de tecnologia tiveram um desempenho fraco. Em Estocolmo, as ações da indústria de caminhões Scania subiram 5,9%, depois de a empresa rejeitar uma oferta de aquisição de 9,6 bilhões de euros feita pela alemã MAN.
Índices
Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou em alta de 0,22%; o índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em alta de 0,04%; na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX fechou em queda de 0,19%; e a Bolsa de Milão fechou com o índice S&P-Mib em alta de 0,09%.
Com agências Estado, Folhapress e France Presse





