Aposta reforçada
A inflação ao consumidor e a atividade industrial nos EUA em agosto reforçaram a aposta dos analistas de que o Federal Reserve manterá os juros estáveis em sua próxima reunião. Os mercados domésticos receberam a notícia com queda dos juros e do dólar ante o real. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não definiu tendência e fechou praticamente estável, refletindo o exercício de opções na segunda-feira e as oscilações de Petrobras. Em Nova Iorque, as bolsas tiveram um dia positivo.

Bovespa
A Bovespa oscilou bastante, sem firmar tendência, e fechou praticamente estável. O mercado doméstico ressentiu-se da falta de capital externo, além de ter operado sob a influência do vencimento de opções sobre ações, marcado para a próxima Segunda-feira. Petrobras, novamente, foi destaque.

Índice
O Índice Bovespa fechou praticamente estável, em alta de 0,05%, com 36.169 pontos. Com esse resultado, a bolsa passou a acumular baixa de 0,17% em setembro e alta de 8,11% em 2006. O movimento financeiro ficou em apenas R$ 1,722 bilhão.

EUA
Os dois principais eventos econômicos para o mercado ontem ocorreram no período da manhã, nos Estados Unidos. A divulgação da inflação ao consumidor e da produção industrial em agosto era amplamente esperada. O CPI (índice de preços ao consumidor) e o núcleo do CPI registraram +0,2% e ficaram em linha com as expectativas. Já a produção industrial caiu 0,1% ante estimativa de alta de 0,3%.

EUA 2
Esses indicadores acalmaram aqueles analistas que temiam um processo de aceleração dos preços e acabaram reforçando a tese de que o Federal Reserve manterá estável a taxa de juros dos Fed Funds na sua próxima reunião. Em Nova Iorque, o Dow Jones subiu 0,29%. O Nasdaq fechou em alta de 0,31%. E o S&P 500 avançou 0,27%. O petróleo fechou estável perto dos US$ 63 o barril, depois de duas semanas de queda que o levaram ao patamar mais baixo dos últimos seis meses.

Petrobras
As ações da Petrobras fecharam em baixa de 0,71% (PN) e em queda de 1,43% (ON). Petrobras PN foi o papel mais negociado na Bovespa, com giro de R$ 386 milhões. Vale PNA teve o segundo maior giro, com R$ 101 milhões. Vale PNA fechou em baixa de 0,56% enquanto Vale ON caiu 0,22%. Assim como as ações da Petrobras, os papéis da Vale também estão no foco principal da disputa do exercício de opções.

Negócios
O volume de negócios na bolsa paulista, no entanto, voltou a ser fraco nesta sexta-feira e ficou abaixo dos R$ 2 bilhões. ''Falta dinheiro dos gringos'', comentou um operador. Ele ressaltou que, apesar da redução da liquidez, ''ninguém quer comprar, mas ninguém quer entrar vendendo pesado''. Ou seja, o mercado percebe que a Bovespa tem potencial para um rally, mas ainda não sabe qual o timing correto para isso acontecer.

Saldo
Neste mês de setembro, até o dia 12, a Bovespa registrava saldo mensal líquido de apenas R$ 50,969 milhões em capital estrangeiro. No ano, o saldo estava negativo em R$ 2,354 bilhões.

Ranking
Entre os papéis que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram CCR Rodovias ON (+3,77%), Perdigão ON (+2,96%) e Net PN (+2,65%). As maiores baixas foram Telemar ON (-2,73%), Celesc PNB (-1,91%) e VCP PN (-1,73%).

Câmbio
Os principais evento da semana, a divulgação do índice de inflação ao consumidor (CPI) e a produção industrial nos Estados Unidos, divulgados ontema manhã, vieram dentro das expectativas. E abriram caminho para mais um dia de queda do dólar, que fechou cotado a R$ 2,152 tanto no mercado de balcão (-0,51% na comparação com a véspera) quanto na roda de dólar pronto da BM&F (-0,53).

Não-evento
Na ausência de fatos internos - as pesquisas eleitorais da semana confirmaram as eleições presidenciais como um ''não evento'' - o mercado de câmbio tem operado praticamente colado ao que acontece no cenário externo. Apesar das dúvidas ainda existentes, os sinais trazidos pelos últimos indicadores norte-americanos ainda continuam favoráveis para os emergentes, entre eles o Brasil.

Tendência
Para alguns gestores, isso pode significar um dólar retomando sua tendência baixista, temporariamente interrompida pelas incertezas sobre o grau de aquecimento da economia global, a inflação nos Estados Unidos e o ensaio de correção nos preços de algumas commodities, que parece não ter se sustentado.

Juros
Na Bolsa de Mercadoria & Futuros (BM&F), o DI com vencimento em janeiro de 2008, o mais líquido, fechou em 13,62% ante taxa de 13,70% de quinta-feira e de 13,71% de sexta-feira passada. O DI de janeiro de 2007 encerrou a 13,82% ante 13,85% de ontem e de 13,86% do último dia da semana passada.

Com Agência Estado e France Presse

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