Calmaria
A agenda econômica foi fraca ontem. Com isso, prevaleceram a queda dos juros dos Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA) e a alta das bolsas em Nova Iorque. A melhora de humor lá fora influenciou os mercados domésticos. Os juros ficaram praticamente estáveis nos contratos de DI. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve seu segundo pregão consecutivo de alta, movida também pela recuperação das ações da Petrobras e Vale do Rio Doce. E o dólar voltou a cair, mesmo com a realização do leilão de compra do Banco Central (BC).

Juros
A conjuntura econômica favorável à redução da taxa básica e o comportamento do câmbio seguiram dando o tom aos negócios com juros futuros, mas as taxas tiveram pouca oscilação e os principais contratos terminaram o dia nos mesmos níveis de terça-feira. O DI de janeiro de 2008 ficou estável em 13,71% e o DI de janeiro de 2007 permaneceu em 13,86%.

Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve ontem o segundo dia consecutivo de recuperação após uma série de quatro baixas. Chegou a cair até 36.033 pela manhã, porém, acompanhando Wall Street, fechou em alta de 1,12%, aos 36.549 pontos, com giro de R$ 2,445 bilhões.

Pacote
As medidas de incentivo ao setor habitacional, anunciadas na terça-feira pelo governo federal, também influenciaram o pregão da Bovespa ontem. Ações de banco registraram bom volume de negócios. Itaubanco PN, com giro de R$ 100 milhões, foi o terceiro papel mais negociado na Bovespa. Em quarto apareceu Bradesco PN, com R$ 87 milhões. Itaubanco PN subiu 1,5% e Bradesco PN teve alta de 0,5%.

Destaques
Entre os papéis que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram Telemar ON (+6,64%), Petrobras ON (+3,83%) e Petrobras PN (+2,80%). As maiores baixas foram Tim Par ON (-3,45%), Transmissão Paulista PN (-2,88%) e CCR Rodovias ON (-2,86%).

Consistência
Segundo especialistas, a Bovespa só vai retomar consistentemente o caminho de elevação quando retornarem para o mercado os investidores estrangeiros que debandaram do país em maio e junho, quando as dúvidas sobre maiores elevações da taxa de juros americana eram mais fortes.

Investidores
Nos oito primeiros dias de setembro, o saldo de investimento estrangeiro na Bovespa está positivo em R$ 377,666 milhões - resultado de compras de ações no valor de R$ 2,961 bilhões e vendas de R$ 2,584 bilhões. No acumulado do ano, o saldo ainda está negativo em R$ 2,028 bilhões.

Indicadores
À tarde, a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO) informou a prévia das vendas do setor em agosto. Os dados apontam alta de 6,64% na comparação com julho, para 188,4 mil toneladas, sem ajuste sazonal. O comportamento está alinhado com outros antecedentes do mês passado, como por exemplo os números positivos da Anfavea e Operador Nacional do Sistema (ONS).

Sem surpresas
Operadores dizem que a agenda desta quinta-feira sugere mais um dia de mercados calmos, na ausência de surpresas. Nos EUA, o destaque é a divulgação das vendas no varejo em agosto, às 9h30. Aqui, a FGV informa, às 8h, o IGP-10 de agosto, cuja previsão dos analistas é de um índice entre 0,35% e 0,49%, com mediana em 0,40%.

Câmbio
A tendência para as cotações da moeda americana ainda é de baixa - oscilando entre R$ 2,13 e R$ 2,18 no curto prazo-, e o Banco Central, com sua intervenção quase diária no câmbio, consegue evitar desvalorizações muito grandes. Ontem a instituição adquiriu divisas no mercado à vista a R$ 2,171. No final dos negócios, o dólar comercial recuou 0,5%, vendido a R$ 2,158, enquanto o risco-país recuou 0,45%, para 223 pontos.

Nos EUA
A Bolsa de Nova Iorque subiu 0,39%, para 11.543,32 pontos, e a Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) teve elevação de 0,53%, aos 2.227,67 pontos, também dando continuidade ao movimento de terça.


Petróleo
Ontem, os contratos futuros de petróleo fecharam em alta pela primeira vez este mês em Nova Iorque e ficaram estáveis em Londres. Na Nymex, os contratos de petróleo para outubro fecharam a US$ 63,97 o barril, alta de US$ 0,21 (0,33%). Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para outubro fecharam a US$ 62,99 o barril, estável em comparação com o fechamento de ontem.

Com agências Estado e Folhapress

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