MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de setembro de 2006
Com agências Estado, Folhapress e AFP 
Ambiente favorável
As bolsas de valores fecharam com vigorosas altas ontem em Nova Iorque. A queda dos preços do petróleo, os resultados positivos de grandes corporações e a redução dos juros dos Treasuries - títulos do Tesouro norte-americano - formaram um ambiente favorável aos negócios. A melhora em Wall Street teve efeito direto nos mercados domésticos.
Bovespa
Após quatro baixas seguidas - acumulando 5,1% de perdas -, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve ontem um dia de recuperação: subiu 1,05%, para 36.146 pontos, com giro de R$ 2,506 bilhões. O clima positivo em Wall Street ajudou bastante a Bolsa brasileira a subir - o índice Dow Jones avançou 0,88%, para 11.498,09 pontos, e a Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) teve elevação de 1,95%, aos 2.215,82 pontos.
Empresas
O banco Goldman Sachs anunciou resultados trimestrais melhores do que o esperado. A HP - fabricante de impressoras - informou que a presidente da companhia, Patricia Dunn, vai deixar o cargo em janeiro. Ela será sucedida pelo CEO Mark Hurd. A Bristol-Myers Squibb também demitiu seu CEO.
Petróleo
E, se segunda-feira a queda dos preços do petróleo foi motivo para mau humor entre os investidores, ontem explicou parte do seu otimismo. O barril caiu 2,64%, para US$ 63,88, e assim diminuíram também as preocupações com o impacto dos preços de energia sobre a inflação americana.
Papéis
Na Bovespa, as ações preferenciais da Petrobras subiram 0,1%, para R$ 39,60, porém as ordinárias perderam 0,86%, a R$ 43,31. As da Companhia Vale do Rio Doce, que na segunda-feira registraram desvalorização, tiveram desempenho fraco ontem: as preferenciais subiram 0,12%, a R$ 39,20, e as ordinárias recuaram 0,84%, a R$ 44,52.
Ranking
Entre os papéis que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram Itaubanco PN (+4,38%), Vivo PN (+4,33%) e Braskem PNA (+4,23%). As maiores baixas foram CCR Rodovias ON (-4,11%), Light ON (-2,88%) e Arcelor ON (-2,77%).
Juros
Os juros futuros devolveram ontem as altas verificadas na segunda-feira, uma vez mais alinhados ao comportamento do câmbio doméstico e do mercado externo. Assim, os principais contratos DI na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) retomaram o foco na perspectiva de cortes na Selic e encerraram em queda. O DI de janeiro de 2008 terminou em 13,71%, de 13,75% segunda. O contrato de janeiro de 2007 fechou em 13,86%, de 13,88% do dia anterior.
Câmbio
O dólar comercial teve queda de 0,36%, a R$ 2,169, também interrompendo uma série de quatro elevações. O Banco Central prossegue atuando no câmbio para impedir maiores desvalorizações da moeda norte-americana - os analistas prevêem que as cotações oscilem entre R$ 2,13 e R$ 2,18 no curto prazo. No leilão realizado ontem, a instituição adquiriu divisas a R$ 2,1726. O risco-país no final da tarde ficava estável aos 224 pontos.
Notas do Tesouro
O Tesouro Nacional realizou ontem a primeira etapa do leilão de NTN-B, em que vendeu 271.300 títulos com vencimento em 15/5/2009, com taxa de 9,57% e cotação 94,1610. No vencimento de 15/5/2011, o Tesouro vendeu 473.450 papéis com taxa de 9,54% e cotação 89,4852. O Tesouro vendeu ainda 186.350 NTN-B à taxa de 9,02% e cotação 84,7580 no vencimento de 15/5/2015. O volume financeiro do leilão foi de aproximadamente R$ 1,338 bilhão. A segunda etapa da operação será hoje, com oferta de 1,5 milhão de papéis.
Incertezas
As incertezas sobre a economia dos Estados Unidos - ela vai desacelerar suave ou bruscamente?- e os seus juros ainda provocam bastante volatilidade. Para balizar a discussão sobre o assunto, todas as atenções dos investidores ficam voltadas aos indicadores econômicos. Nesta semana, o único que se destaca é o CPI (Índice de Preços ao Consumidor), que sai na sexta-feira.
Selic
Os operadores destacaram que ontem, na ausência de pressões externas, prevaleceram os aspectos favoráveis da conjuntura, principalmente a expectativa de cortes na Selic. Por ora, a curva de juros precifica uma redução pouco maior que 0,25 ponto porcentual na reunião de outubro e nesta magnitude em novembro. A agenda desta quarta-feira não prevê destaques, o que pode favorecer a continuidade de queda nas taxas hoje, se não houver imprevistos.
Européias
As principais bolsas de valores européias fecharam em alta, depois de os mercados norte-americanos terem uma abertura positiva. A notícia de que a polícia síria impediu um ataque terrorista à embaixada dos Estados Unidos em Damasco foi bem recebida pelos mercados. Na Europa, a alta foi liderada pelas ações de tecnologia, depois de o Crédit Suisse elevar sua recomendação para o setor. As ações dos bancos também estiveram entre os destaques do dia, depois de a Goldman Sachs divulgar resultados e de o JP Morgan rebaixar suas recomendações para UBS (+1,22% em Zurique) e BNP Paribas (+0,73% em Paris) e elevar ABN Amro (+1,44% em Amsterdã).
Percentuais
Na bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou em alta de 0,76%; o índice CAC-40, da bolsa de Paris, fechou em alta de 1,34%, na bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX fechou em alta de 1,30% e a bolsa de Milão fechou com o índice S&P-Mib em alta de 0,63%.
Com agências Estado, Folhapress e AFP


