Seguindo Wall Street
O mercado financeiro brasileiro começou a segunda-feira acompanhando Wall Street porém não conseguiu mudar de rumo quando o clima por lá melhorou. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu 2,15%, para 35.772 pontos, com giro R$ 2,186 bilhões. É o menor patamar da Bolsa desde 23 de agosto, quando ela fechou aos 35.512 pontos.

Petróleo
A forte queda dos preços do petróleo desanimou bastante os investidores no exterior e também internamente. Ontem o barril recuou 1,23%, para US$ 65,44. Em todo o mundo, as ações de empresas do setor tiveram desvalorização. As preferenciais da Petrobras perderam 3,98%, a R$ 39,56, e as ordinárias, 3,59%, a R$ 43,69, na Bovespa.

Wall Street
O índice Dow Jones chegou a cair até 11.342,17 pontos, mas no final do dia recuperou-se e fechou em alta de 0,04%, aos 11.396,84 pontos. A Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) avançou 0,34%, para 2.173,25 pontos.


Dell
Pela manhã, a fabricante de computadores Dell informou que, segundo investigação informal da Securities and Exchange Commission (SEC), órgão similar à Comissão de Valores Mobiliários no Brasil, pode haver informações incorretas em relatórios financeiros anteriores. Assim, a empresa vai atrasar a entrega do último balanço e suspendeu o programa de recompra de ações que estava em curso. A notícia deixou os investidores nervosos, mas, depois das fortes baixas da semana passada, as ações das empresas do setor de tecnologia subiram.

Preocupações
As discussões sobre o rumo da economia americana e dos seus juros prosseguem. Ainda pairam no ar as preocupações com o aumento da inflação e com o desaquecimento do país. Na agenda de indicadores, os quais alimentam essas discussões, destaca-se somente o CPI (Índice de Preços ao Consumidor), que sai na sexta-feira. Enquanto as incertezas não diminuírem, a esperada volta dos investidores estrangeiros ao mercado brasileiro -condição para que a Bolsa retome o caminho de alta - não deve acontecer.

Câmbio
O dólar comercial avançou 0,78%, vendido a R$ 2,177, enquanto o risco-país subia 0,44%, para 224 pontos. Relatório da corretora AGK diz que ''o mercado de câmbio doméstico deve repetir o mesmo comportamento dos últimos meses, com o mercado externo e o fluxo determinando a trajetória da moeda e o Banco Central enxugando o excesso de liquidez e equilibrando o mercado. Os especialistas prevêem que as cotações oscilem entre R$ 2,13 e R$ 2,17 nos próximos dias.

Balança
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a balança comercial brasileira teve superávit de US$ 426 milhões na segunda semana de setembro.

Focus
As projeções de mercado financeiro para a inflação de 2007, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caíram de 4,5% para 4,4%, após 55 semanas de estabilidade. O mercado também reduziu a expectativa dos juros básicos para o final de 2007 de 13% para 12,75% ao ano, após 24 semanas sem alteração. Estes são os principais dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus, realizada com mais de 100 instituições financeiras.

Abaixo da meta
Com a queda prevista na inflação em 2007, a taxa esperada para o IPCA está abaixo da meta central, de 4,50%, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o próximo ano. Para 2006, as projeções para o IPCA recuaram de 3,63% para 3,32%. Esta foi a quarta queda consecutiva dessas projeções, que estavam em 3,74% há quatro semanas. Com a nova redução, as estimativas para o IPCA deste ano ficaram ainda mais abaixo da meta central, também de 4,50%.

Expectativas
Para o mês de setembro, as expectativas de mercado para a variação do IPCA caíram de 0,30% para 0,25%. Há quatro semanas, essas projeções estavam em 0,33%. Para o mês de outubro, as estimativas para o IPCA ficaram estáveis em 0,35%. Há quatro semanas, essas previsões estavam em 0,40%.

Administrados
A pesquisa do BC também registrou uma queda das projeções de reajuste dos preços administrados neste ano de 4,50% para 4,40%. Essas projeções estavam inalteradas em 4,50% durante as últimas três semanas. Para 2007, as previsões de reajuste de preços administrados permaneceram estáveis em 4,50%. O porcentual esperado de aumento de administrados para o próximo ano é menor que os 6,1% projetados pelo Comitê de Política Monetária (Copom), segundo a ata divulgada na sexta-feira.

Juros
As projeções do mercado financeiro para os juros básicos no fim do ano caíram de 14% para 13,75% ao ano na pesquisa Focus. A queda ocorreu após cinco semanas de estabilidade destas previsões em 14% ao ano. As estimativas de taxa média de juros para este ano, por sua vez, recuaram de 15,22% para 15,19% ao ano. Esta foi a segunda queda seguida destas previsões, que estavam em 15,28% ao ano há quatro semanas. Para outubro, as projeções de juros continuaram estáveis em 14% ao ano. O porcentual embute a expectativa de que o Copom corte os juros em 0,25 ponto porcentual na reunião do próximo mês.

Estimativas
Para o final de 2007, as estimativas de juros caíram de 13% para 12,75% ao ano. A queda aconteceu depois de 24 semanas consecutivas de estabilidade destas previsões em 13% ao ano. As previsões de taxa média de juros para o próximo ano, por sua vez, recuaram de 13,50% para 13,23% ao ano. A redução ocorreu após duas semanas consecutivas de estabilidade destas previsões, que estavam em 13,52% ao ano há quatro semanas.

Com agências Estado, Folhapress e AFP

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