MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 07 de setembro de 2006
Com agências Estado, Folhapress e AFP 
Quedas na Europa
Se o Brasil parou ontem na área financeira, por conta do feriado da Independência, o mercado mundial continuou. As bolsas européias fecharam, praticamente todas, em baixa, devido ao péssimo comportamento das ações de mineradoras e montadoras, que despencaram nas bolsas por causa de suas situações nos vários mercados. Os papéis da montadora alemã BMW tiveram perdas de 1,6% após a companhia informar ao mercado uma redução 10,9% nas vendas de seus veículos em agosto.
Temor
Outro fato importante: os investidores continuam a temer a inflação global e as perspectivas sobre as taxas de juros nos Estados Unidos. Também pesou sobre os negócios a decisão do Banco da Inglaterra de manter estáveis as taxas de juros, juntamente com o anúncio do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, de que vai deixar o cargo dentro de um ano.
Resumo
Um resumo dos resultados das principais bolsas européias ontem: Bolsa de Londres, índice FT, queda de 1,2%; em Frankfurt, o Dax caiu 0,68%; em Madri Ibex-35 fechou o dia com queda de 0,73%; em Paris, o índice CAC-40 encerrou com queda de 1,08%.
Wall Street
A Bolsa de Valores de Nova Iorque fechou em baixa ontem, com o índice Dow Jones caindo 0,67% e o Nasdaq 0,56%. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) perdeu 76,44 pontos a 11.329,76 unidades, e o índice composto Nasdaq 12,12 pontos, a 2.155,72.
Petróleo
O preço do petróleo caiu em Nova Iorque para o menor patamar em cinco meses após a divulgação do crescimento das reservas de gasolina nos Estados Unidos. O barril do petróleo cru para entrega em outubro caiu 0,27% e fechou ontem cotado a US$ 67,32 na Bolsa Mercantil de Nova York. Trata-se da menor cotação desde 5 de abril.
Dólar
O dólar ganhou força ontem frente ao euro mas perdeu terreno em relação ao iene, enquanto os investidores aguardam o resultado da reunião do Banco Central do Japão e segue o debate sobre a possível trajetória da taxa básica de juros nos EUA. No fechamento dos mercados, a moeda americana foi cotada a 0,7856 euros, frente aos 0,7809 euros registrados no pregão de quarta-feira. Em relação à divisa japonesa, o dólar caiu a 116,46 ienes, frente aos 116,64 ienes da jornada anterior.
Carrefour
A rede francesa de varejo Carrefour, segunda maior do mundo, anunciou ontem que seu lucro líquido cresceu 11% no primeiro semestre e atingiu 706 milhões de euros. Segundo a empresa, a venda de unidades não-lucrativas na Coréia do Sul e na Espanha e o crescimento em mercados mais promissores favoreceu o crescimento do lucro.
Desempenho
Na França, a empresa abriu lojas e ampliou descontos e conseguiu, mesmo em um mercado estagnado, enfrentar a concorrência de outra grande rede, o Casino (que no Brasil é sócio do Pão de Açúcar). As vendas na França, que representam metade do faturamento total da empresa, cresceram 6,2% no primeiro semestre, contra um aumento do mercado em geral de apenas 0,7%.
Expansão
Já na América Latina, as vendas cresceram 29%. No Brasil, o Carrefour tem recuperado terreno e novamente encostado no Pão de Açúcar, a maior rede de varejo do país. A rede francesa informou que planeja abrir um total de 100 hipermercados em 2007 e mais 100 no ano seguinte. O Carrefour tem cerca de 7.000 lojas em 29 países. Mais de 80% de suas receitas vêm de países europeus. O resto vem principalmente da América Latina e Ásia.
InBev
A cervejaria belgo-brasileira InBev (maior do mundo em volume de produção) anunciou ontem que registrou um aumento de 12% em seu lucro líquido do segundo trimestre deste ano, chegando a US$ 502,19 milhões. Segundo a empresa, houve um crescimento de 5,9% no volume de venda de cervejas no período, chegando a 60,481 milhões. As receitas da empresa totalizaram US$ 4,312 bilhões, um aumento de 8,3% na comparação com o segundo trimestre de 2005.
Custos
Segundo o executivo-chefe da InBev, Carlos Brito, apesar do progresso observado no primeiro semestre deste ano, ainda é preciso implementar programas de consolidação de marcas e de controles de custos. ''Isso, no entanto, sinaliza as muitas oportunidades que ainda temos em nossa empresa'', disse, em comunicado.
Vendas
A InBev registrou aumento de vendas em todas as regiões, com destaque para os mercados na Europa Central e no Leste Europeu (11%), seguidos pelos da América Latina (6,6%) - que tiveram um ''desempenho sólido'', com crescimento das vendas de marcas premium e por mais investimentos, segundo relatório da empresa. O volume de vendas da Brahma cresceu 3,1% no período, principalmente devido ao desempenho no Brasil e ao crescimento da marca nos mercados em que foi recentemente introduzida, com destaque para a Rússia.
AmBev
No trimestre passado, a AmBev teve um lucro líquido de R$ 483 milhões, 58,3% acima do registrado no mesmo período de 2005, com o avanço expressivo no período de Copa do Mundo. A cervejaria brasileira opera em países da América Latina e Canadá, mas 60% de suas receitas ainda são de vendas no mercado interno.


