MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 05 de setembro de 2006
Com agências Estado, Folhapress e AFP 
Espaço para cortes
Os números divulgados ontem sobre a atividade industrial brasileira mantiveram a expectativa de que há espaço para mais cortes na taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central. Os indicadores do IBGE, da CNI e Anfavea mostram recuperação da economia, mas em ritmo ainda moderado. Apesar disso, os juros fecharam praticamente estáveis, com realização de lucros nos mercados futuros após vários dias em queda.
DIs
As taxas futuras fecharam próximas da estabilidade na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), com leve tendência de alta. O contrato DI de janeiro de 2008 fechou estável a 13,85%. O DI de janeiro de 2007 também manteve-se em 13,94%.
Bovespa
A Bovespa amargou em agosto seu quarto mês seguido de saída de recursos de estrangeiros. Entre maio e agosto, os estrangeiros mais venderam que compraram ações na Bolsa de Valores de São Paulo em um montante de R$ 5,63 bilhões. Somente no mês passado, o saldo das operações feitas com recursos externos na Bolsa ficou negativo em R$ 1,20 bilhão.
Estrangeiros
Os estrangeiros se mantiveram como a categoria que mais negócios realiza na Bovespa, ao representar 33,84% do volume girado em agosto. No pregão de ontem, a Bovespa registrou baixa 0,86%. A queda da ação mais negociada do dia, a preferencial da Petrobras, colaborou para a Bovespa recuar. O papel concentrou 12,10% dos negócios feitos ontem e teve baixa de 1,24%.
Ranking
Entre os papéis que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram Klabin PN (+4,30%), Light ON (+3,93%) e Aracruz PNB (+1,66%). As maiores baixas foram Sabesp ON (-3,91%), ALL Unit (-3,66%) e Perdigão ON (-3,58%).
Risco
O risco-país brasileiro registrou forte queda ontem, sinal de que os estrangeiros podem estar voltando a comprar papéis do país. Em baixa de 4,04%, o indicador foi a 214 pontos. O risco argentino recuou 4,08% (a 306 pontos), e o mexicano, 3,57%, a 112 pontos.
Câmbio
O anúncio, feito ontem pelo governo, da ampliação do programa de resgate antecipado de títulos da dívida externa brasileira trouxe alguma pressão ao mercado de câmbio. A notícia gerou expectativa de que poderá haver aumento das aquisições de dólares feitas pelo Banco Central e pelo Tesouro no mercado, o que significaria elevação da demanda por dólares. Ontem, a moeda subiu 0,42% e fechou a R$ 2,133.
Wall Street
Em Nova Iorque, o Dow Jones fechou praticamente estável, em ligeira alta de 0,04%. O Nasdaq subiu 0,57% e o S&P 500 avançou 0,17%.
Petróleo
Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda na New York Mercantile Exchange (Nymex), mas em alta na Intercontinental Exchange (ICE, de Londres). Na Nymex, os contratos de petróleo bruto para outubro fecharam a US$ 68,60 por barril, em queda de US$ 0,58, o nível mais baixo desde 19 de maio. Na ICE, os contratos do petróleo Brent para outubro fecharam a US$ 68,09 por barril, em alta de US$ 0,38.
IPC
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) fechou agosto em 0,12% contra 0,21% de julho. No acumulado de oito meses a taxa de inflação de 0,43%. Esta é, de acordo com o Coordenador do IPC-Fipe, Paulo Picchetti, a menor variação de preços acumulada no período desde 1939, quando foi iniciada a medição do desempenho dos preços na cidade de São Paulo.
Indústria
A produção industrial brasileira cresceu 0,6% em julho, em relação a junho, na série com ajuste sazonal, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados ontem. O resultado ficou dentro das estimativas de analistas (de 0,2% a 1,8%), mas abaixo da mediana das projeções, de alta de 1%.
Avanço
Na comparação ao mês de julho do ano passado, a produção cresceu 3,2%. O resultado também ficou dentro das projeções de analistas, que oscilavam entre alta de 2,4% e crescimento de 6%. A mediana das estimativas era de 3,5%.
Acumulado
A produção cresceu ainda no acumulado de janeiro a julho (2,7%) e em 12 meses (2,2%). Segundo comentário de técnicos do IBGE, os resultados de julho ''levam o índice da média móvel trimestral a manter suave trajetória de crescimento''.


