Bovespa
Após duas semanas, a Bovespa voltou ao patamar de 37 mil pontos. A Bolsa brasileira começou setembro subindo 3,03%, e assim atingiu os 37.329 pontos. O giro foi de R$ 2,14 bilhões. Na semana, os ganhos acumulados são de 3,82%.

Bom humor
Os investidores aproveitaram, ontem, para comprar alguns papéis que estão com preços atraentes. Também contribuiu para a elevação o bom humor em Wall Street por causa dos dados sobre mercado de trabalho americano, divulgados pela manhã. A Bolsa de Nova Iorque subiu 0,73%, para 11.464,15 pontos, e a Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) teve alta de 0,43%, aos 2.193,16 pontos.

Trabalho
Nos Estados Unidos, foram gerados 128 mil novos postos de trabalho em agosto - quando a expectativa dos economistas era de criação de 125 mil - e a taxa de desemprego recuou de 4,8% no mês anterior para 4,7%, como informou o Departamento do Trabalho.

Sinal
Os números foram recebidos como sinal de que a economia americana não está desacelerando tão rápida e bruscamente como se temia - e tal medo vem deixando os investidores bastante apreensivos nas últimas semanas. Os dados também reforçaram a expectativa de que o Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) não precisará aumentar a sua taxa básica de juros - que está atualmente em 5,25% ao ano - tão cedo.

Destaques
Na Bovespa, os destaques da semana ficaram com as ações Telemig Participações PN (14,90% de alta), Vivo PN (14,02%) e Embraer ON (10,99%). Dentre as dez ações que caíram na semana, considerando apenas os papéis que compõem o índice Ibovespa, a ON (ordinária, com direito a voto) da Brasil Telecom Participações foi a que mais perdeu, com baixa de 3,99%.

Carteiras
No pregão de ontem da Bovespa passaram a vigorar as novas carteiras de seus principais índices de ações, que vão valer até dezembro. No Ibovespa, principal índice da Bolsa, o número de ações subiu de 54 para 56. Da carteira teórica foram tirados os papéis ON e PN da Contax. E entraram: TAM PN, Pão de Açúcar PN, ALL Unit e Natura ON. Dos novos papéis do Ibovespa, quem mais se destacou no pregão ontem foi a ação preferencial do Pão de Açúcar, que subiu 3,79%.

Câmbio
Enquanto o risco-país subiu 0,9%, para 222 pontos, o dólar comercial avançou no início do expediente mas mudou de tendência e, ao final do dia, registrou desvalorização de 0,27%, vendido a R$ 2,139. A queda acumulada na semana é de 0,84%. Para os especialistas em câmbio, a taxa deve continuar oscilando entre R$ 2,12 e R$ 2,17 no curto prazo.

Balança
A entrada de recursos no mercado continua grande. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em agosto as exportações e as importações atingiram recorde, de US$ 13,642 bilhões e US$ 9,127 bilhões respectivamente. O saldo da balança comercial, de US$ 4,515 bilhões, ficou 19,9% inferior ao de julho, mês que teve o melhor resultado da história. Sobre agosto do ano passado, o crescimento foi de 23,7%.

Juros
Os juros futuros recuaram na BM&F na semana. No contrato DI (Depósito Interfinanceiro) que vence na virada do ano, a taxa caiu de 14,22% para 13,96% na semana.

Selic
O modesto crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro semestre já está jogando as projeções para a taxa Selic no fim do ano abaixo dos 14% até então esperados. Estimativas levam em conta que o Banco Central (BC) deverá reduzir mais a taxa, que hoje está em 14,25% e se aproximaria dos 13,5% em dezembro, o que tornaria o resultado novo recorde desde o início do Comitê de Política Monetária (Copom), em 1996.

Ociosidade
O economista da MCM consultores Antonio Madeira avalia que a economia está operando com ociosidade e há espaço para aumentar a produção, sem risco de pressão inflacionária. Nesse cenário, o BC teria condições de continuar o processo de queda da taxa Selic, porque as indicações são de que o aquecimento da demanda interna pode ser facilmente coberta pela oferta disponível de produtos e serviços, explica ele.

Estimativas
Até o início dessa semana, as estimativas médias de mercado para a Selic no fim do ano estavam em 14%, conforme pesquisa do BC com instituições de mercado. Esta semana, dois fatos ajudaram a mudar as expectativas. O corte da Selic, decidido na quarta-feira, foi de 0,50 ponto, de 14,75 para 14,25% - a redução superou o corte de 0,25 esperado pelo mercado. O resultado do PIB - 0,5% no 2º trimestre - também acabou saindo abaixo do projetado anteriormente.

Petróleo
Os preços do petróleo fecharam em baixa em Nova Iorque, onde os investidores levaram em conta o bom nível de oferta do mercado e duvidaram de que o Conselho de Segurança da ONU consiga um acordo imediato para impor sanções ao Irã por seu programa nuclear. Na New York Mercantile Exchange, o barril do ''light sweet cru'' para entrega em outubro perdeu US$ 1,07 dólar, terminando a US$ 69,19, seu nível mais baixo no fechamento desde 20 de junho.

Com agências Estado, Folhapress e AFP

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