MERCADO FINANCEIRO
Ata do Fed
A ata da última reunião do Federal Reserve (banco central norte-americano), divulgada na tarde de ontem não trouxe surpresas e por isso, acalmou um pouco os investidores quanto à possibilidade de recessão na economia dos Estados Unidos, embora tenha ressaltado que ainda há riscos de inflação.
Bovespa
Em Wall Street, o clima melhorou depois de se conhecer o documento, mas a Bovespa não reagiu. Tendo oscilado do patamar mínimo de 36.013 pontos ao máximo de 36.616 pontos, a Bolsa brasileira fechou em baixa de 0,19%, aos 36.303 pontos, novamente com giro reduzido: de R$ 1,559 bilhão.
Nos EUA
A Bolsa de Nova York subiu 0,16%, para 11.369,94 pontos, e a Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) avançou 0,53%, aos 2.172,30 pontos. Os preços do petróleo continuaram seu recuo, fechando abaixo da barreira dos US$ 70 quando os operadores descartavam o risco de que a tempestade tropical Ernesto danifique as instalações petroleiras do Golfo do México.
Petróleo
No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet crude'' para entrega em outubro perdeu 90 centavos, fechando a US$ 69,71, depois de ter baixado a US$ 69,30 na abertura, seu menor nível desde 21 de junho passado.
Câmbio
No câmbio, a ata do Federal Reserve também surtiu efeito positivo: o dólar comercial caiu 0,09%, vendido a R$ 2,138, apesar de o Banco Central ter realizado leilão de compra de divisas à vista com corte a R$ 2,143. O risco-país recuou de 0,44%, aos 226 pontos.
Expectativa
No último dia 8, o Fed decidiu, após uma série de 17 aumentos consecutivos, manter inalterada em 5,25% ao ano sua taxa básica de juros. Havia a expectativa de encontrar na ata pistas a respeito dos seus próximos passos da autoridade monetária mas, como nos últimos meses, ela continua reticente e tão em dúvida quanto os analistas sobre a necessidade de voltar a elevar os juros.
Tom otimista
Mesmo assim, apresentou um tom mais otimista do que o esperado. A instituição afirmou que seguirá atenta aos indicadores para definir as próximas medidas a serem tomadas. A inflação nos Estados Unidos tem se mostrado comportada, porém a economia do país tem dado muitos sinais de desaceleração, o que alimenta outro temor: o de desaquecimento excessivo da maior potência mundial.
Outros índices
Dados a serem divulgados nesta semana podem contribuir para o debate acerca desse assunto. Amanhã, são os gastos e renda pessoal e, na sexta, sai o índice de desemprego. A agenda de indicadores internos também está cheia. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncia hoje os rumos da Selic, taxa básica de juros da economia brasileira. A previsão dos analistas é de um corte de 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano.
PIB
Amanhã, será a vez dos dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do país no segundo trimestre. Segundo o relatório Focus, elaborado semanalmente pelo BC e divulgado ontem, o mercado reduziu pela terceira vez seguida, de 3,53% para 3,5%, sua projeção para o crescimento da economia neste ano. Tem aumentado, entre os especialistas, o medo de que o desempenho brasileiro fique muito aquém das expectativas, e essa possibilidade desanima um pouco os investidores.
Empresas
As ações da Arcelor Brasil registraram valorização de 3,61%, a R$ 37,31, após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) manter a decisão que obriga a siderúrgica Mittal a estender a oferta de compra de ações da Arcelor aos acionistas minoritários brasileiros da companhia.
Vale
Os papéis ordinários da Companhia Vale do Rio Doce recuaram 0,54%, a R$ 45,85, e os preferenciais perderam 0,22%, a R$ 40,51. A diretoria da mineradora canadense Inco recomendou ontem aos acionistas que recusem a oferta de compra apresentada pela Vale, mantendo apoio à oferta da Phelps Dodge.
Ranking
Entre os papéis que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram Tim Par PN (+4,42%), Arcelor ON (+3,61%) e Cesp PNA (+3,37%). As maiores baixas foram Telemar ON (-3,93%), Perdigão ON (-3,89%) e BRT Par ON (-3,83%).
Estrangeiros
Neste mês de agosto, até o dia 24, o saldo de capital estrangeiro na bolsa paulista estava negativo em R$ 996 milhões. No dia 25, teriam saído mais R$ 105 milhões, a quinta retirada consecutiva, segundo apurou com fontes do mercado de ações a editora-assistente do serviço Empresas e Setores, Aline Cury Zampieri.
Com agências Estado, Folhapress e AFP





