MERCADO FINANCEIRO
Pesquisa Focus
Os analistas do mercado financeiro esperam que o Banco Central promova nesta semana um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros. Hoje e amanhã ocorre a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), e a expectativa é que a Selic caia para 14,5% ao ano.
Previsões
O corte seria menor que o promovido na reunião anterior, que reduziu a taxa de 15,25% para 14,75% ao ano. A previsão é que a Selic termine o ano em 14% ao ano, segundo o relatório Focus, realizado semanalmente pelo BC.
IPCA
Sobre a inflação, o mercado financeiro promoveu uma leve redução na expectativa do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial do governo para a meta de inflação, de 3,73% para 3,66% neste ano.
IGPD-I
O mesmo ocorreu com o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), que teve sua projeção reduzida de 3,50% para 3,46%. O Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) foi mantido em 3,53%.
Crescimento
A previsão para o crescimento da economia caiu de 3,53% para 3,5%. É a terceira revisão para baixo consecutiva. Já sobre a produção industrial, os analistas fizeram um pequeno ajuste, de 4% para 3,97%. Já a projeção em relação ao superávit comercial -saldo positivo entre exportações e importações- foi elevada de US$ 41,2 bilhões para US$ 42 bilhões neste ano.
Dólar e bolsa
No final dos negócios, o dólar comercial fechou em baixa de 0,45%, cotado a R$ 2,141. E a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu 1,16%.
Européias
A Bolsa de Paris fechou ontem com um ganho de 0,73% no índice CAC 40, atribuída a uma redução das vendas de petróleo em um mercado sem grandes movimentações. A Bolsa de Londres ficou fechada devido ao feriado nacional (Summer Bank Holiday). O CAC 40 ficou em 5.148,52 pontos, com um volume excepcionalmente fraco de 1,92 bilhão de euros devido ao recesso na Bolsa londrina.
Crise na Ásia
O crescimento espetacular da Ásia nos últimos anos esconde uma crise: a do trabalho. Segundo dados divulgados ontem pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), a região apresenta uma situação crítica no que se refere às condições de trabalho em países como China e Índia. Segundo as estimativas da OIT, o aumento de comércio e de investimentos da região não tem sido suficiente para lidar com a questão do desemprego, que vem aumentando nos últimos sete anos.
Preocupação
Para a organização ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), 250 milhões de asiáticos entrarão no mercado de trabalho nos próximos dez anos, o que complicará ainda mais a situação. De acordo com o levantamento da OIT, das 3 bilhões de pessoas que vivem na região asiática, 1 bilhão ganha menos de US$ 2,00 por dia. Desse total, 330 milhões tem uma renda inferior a US$ 1,00 diário. O que mais preocupa os especialistas internacionais é que está ocorrendo uma deterioração da vida de um trabalhador asiático.
Renda média
Na Índia, onde o crescimento econômico tem despertado o interesse de muitos no Ocidente, a renda média de um trabalhador caiu em 22% entre 1990 e 2000. Nesse mesmo período, a produtividade do país aumentou em 84%. Na China, a renda dos trabalhadores aumentou em 80% na década de 90, mas o crescimento foi bem inferior ao aumento da produtividade, que foi de 170%.
Produtividade
Apesar do aumento da produtividade na região asiática, o fenômeno ainda não resultou em uma redução de horas de trabalho. Os asiáticos ainda são os que mais horas passam por dia em seus locais de trabalho e a média é acima de 50 horas por semana.
Problemas
Vários outros problemas também atingem a região, como a existência ainda de 122,3 milhões de crianças trabalhando e mais de um milhão de acidentes mortais por ano em locais de trabalho. Para completar, uma parcela reduzida da população da região é sindicalizada: menos de 8%.
Petróleo
Os futuros de petróleo fecharam em queda na Nymex (New York Mercantile Exchange) e na Intercontinental Exchange (ICE, de Londres). Traders disseram que o mercado reagiu ao rebaixamento do furacão Ernesto à categoria de tempestade tropical. Os volumes, porém, foram reduzidos. Na Nymex, os contratos de petróleo bruto para outubro fecharam a US$ 70,61 por barril, em queda de US$ 1,90. Na ICE, os contratos do petróleo Brent para outubro fecharam a US$ 70,82, em queda de US$ 1,88.
Com agências Estado, Folhapress e AFP





