Dia de queda
A maioria das bolsas de valores européias fechou em baixa ontem, em reação à alta dos preços do petróleo e à queda do dólar frente ao euro. A exceção foi Londres, que teve uma alta modesta, liderada pelas ações do setor de mineração. Na bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou em alta de 0,2%. A bolsa de Paris fechou com o índice CAC-40 em queda de 0,60%; o índice Xetra-DAX da bolsa de Frankfurt fechou em queda de 0,38% e o S&P-Mib, da bolsa de Milão, fechou em queda de 0,29%.

No Brasil
O dólar fechou o dia com queda de 0,65%, vendido a R$ 2,132, o menor nível desde maio. O declínio segue o movimento no mercado de moedas, com o dólar perdendo terreno para outras divisas. A Bolsa de Valores de São Paulo também fechou em queda de -1,04%.

Petróleo
No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de light sweet para entrega em setembro ganhou US$ 1,31 fechando em US$ 72,45. Em Londres, o barril do Brent do Mar do Norte para entrega em outubro subiu US$ 1,10 terminando em US$ 73,40.

Títulos emergentes
Os negócios com a dívida de países emergentes quebraram um novo recorde no segundo trimestre deste ano, somando US$ 1,659 trilhão, informou ontem a Emerging Markets Trade Association (EMTA), entidade que reúne bancos e fundos de investimentos. Isso representa um aumento de 22% em relação ao mesmo período do ano passado e de 2% sobre o primeiro trimestre deste ano.

Estímulos
Foi o maior volume de negócios com títulos emergentes desde que a EMTA começou a monitorar esse segmento de mercado em 1997. David Spegel, estrategista-chefe do banco ING, disse que os negócios foram estimulados pelo forte movimento de venda ocorrido em maio, causado pela preocupação com a alta dos juros promovida pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e pelos temores de uma desvalorização do dólar.

México
Segundo a EMTA, os papéis da dívida do México foram os mais negociados no segundo trimestre deste ano, ultrapassando os bônus brasileiros. O levantamento mostra que as transações com títulos mexicanos somaram US$ 431 bilhões, mais do que o dobro dos US$ 183 bilhões registrados no segundo trimestre de 2005.

Brasil
As transações com instrumentos da dívida brasileira somaram US$ 389 bilhões entre abril e junho passados, uma queda de 10% em relação aos US$ 432 bilhões registrados no mesmo período do ano passado e de 12% sobre os US$ 444 bilhões do primeiro trimestre de 2006. Os negócios com o bônus soberano brasileiro com vencimento em 2040 totalizaram US$ 157 bilhões, uma queda de 14% ante os US$ 182 bilhões do segundo trimestre de 2005 e um aumento de 9% sobre os US$ 143 bilhões do primeiro trimestre deste ano.

Dívida
A dívida brasileira foi responsável por 24% do volume total de transações com títulos emergentes, sua menor fatia desde o final de 2003. No primeiro trimestre, esse número havia sido de 24%. A dívida argentina sendo a terceira mais negociada.

Mais ricos
A economia dos 30 países mais ricos do mundo desacelerou-se durante o segundo trimestre, refletindo queda na atividade nos EUA e no Japão. Segundo dados divulgados ontem pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o PIB combinado dos 30 países do grupo registrou expansão de 0,7% no segundo trimestre ante o trimestre anterior e de 3,1% em comparação ao segundo trimestre de 2005.

Desaceleração
Ambas variações são inferiores às registradas no primeiro trimestre, quando a economia dos 30 países cresceu 1%, em base trimestral, e 3,3%, em base anual. A desaceleração provém de queda no ritmo da expansão nos EUA, para 0,6% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre, quando houve crescimento de 1,4%; assim como do Japão, onde a economia cresceu 0,2% no segundo trimestre ante o primeiro, quando avançou 0,7%.

Zona do euro
A zona do euro mostrou-se mais dinâmica. A economia na região cresceu 0,9% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre, quando registrou expansão de 0,7%. O Reino Unido cresceu 0,8% no segundo trimestre, de 0,7% no primeiro trimestre.

Antecedente
O indicador antecedente da OCDE indica que a economia dos 30 países continuará a desacelerar-se durante 2007. No relatório semestral divulgado em 23 de maio, a OCDE elevou sua projeção de crescimento para o ano para 3,1%, de 2,9%, observando que a economia global continua a demonstrar resistência frente a alta dos preços do petróleo e ante a outros choques externos.

EUA
Apesar da queda no ritmo durante o segundo trimestre, os EUA continuam a responder pela maior parte da atividade entre os países da OCDE, contribuindo com 1,3 ponto percentual do crescimento de 3,1% do período, em base anual.


Com agências Estado, Folhapress e AFP

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