Semana positiva
A semana que se encerrou ontem para o mercado teve duas notícias bastante positivas com o CPI e o PPI nos EUA em julho. Esses dois indicadores de inflação levaram os analistas a avaliar que o Fed tem espaço para manter os juros americanos em 5,25% na sua reunião de setembro. Essa avaliação positiva foi bastante comemorada pelas bolsas em Wall Street e em São Paulo.

Expectativa
Mas, passada a euforia, os analistas voltaram a olhar a economia dos EUA com mais atenção e, apesar de ainda manterem a expectativa de manutenção dos juros, manifestaram preocupação quanto à possibilidade de um processo de estagflação nos EUA. ''O mercado ainda depende de novos indicadores para tomar uma decisão mais embasada'', disse um operador. ''Por enquanto, a cautela continua, apesar de o cenário estar menos pessimista do que antes'', comentou.

Nova Iorque
Em Nova Iorque, as bolsas operaram de lado, mas fecharam em alta no fim do dia. O Dow Jones subiu 0,41%. O Nasdaq avançou 0,29% e o S&P 500 ganhou 0,37%.

Petróleo
Os preços do petróleo se recuperaram em parte ontem. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do ''light sweet cru'' para entrega em setembro terminou em alta de 1,08 dólar, fechando a US$ 71,14, depois de cair até US$ 69,60 na abertura, seu nível mais baixo desde 21 de junho.

Bovespa
A Bovespa passou a maior parte do dia em queda -no patamar mínimo de ontem, chegou aos 37.178 pontos- mas diminuiu o ritmo de baixa no final do pregão e fechou em baixa de 0,02%, aos 37.551 pontos, com giro de apenas R$ 1,730 bilhão, abaixo da média diária de R$ 2,25 bilhões de agosto. Na semana, a Bolsa brasileira tem alta acumulada de 1,65%.

Apostas
Indicadores sobre a economia dos Estados Unidos divulgados nos últimos dias fizeram crescer as apostas de que os juros do país, atualmente em 5,25% ao ano, devem se manter nesse nível. Havia o temor de que a inflação crescesse e obrigasse o Fed (Federal Reserve, banco central americano) a elevar novamente a taxa. Na semana passada, o ciclo de 17 aumentos foi interrompido.

Cautela
Apesar dessa esperança, os investidores continuam cautelosos. Eles preferem ter pistas mais claras acerca dos rumos dos juros. Por isso, no curto prazo a Bovespa ainda está sujeita a volatilidade e uma tendência de alta mais firme não deve ser observada, segundo analistas.

De molho
Essa preocupação manifestada pelos operadores em relação à economia dos EUA vem mantendo o mercado de ações doméstico com as barbas de molho desde quinta-feira. Mas o vencimento de opções sobre ações, que acontece na próxima segunda-feira, também deixa o mercado mais especulativo e menos pautado pelos fundamentos. Ontem, os papéis da Telemar e Petrobras foram os mais negociados do pregão por serem alvo das principais disputas do exercício.

Telemar
Telemar PN foi a maior alta do índice (+4,05%) e Petrobras PN subia quase 1% após o fechamento dos negócios. Os comprados nas ações da estatal do petróleo foram beneficiados pela alta das cotações do petróleo nos mercados internacionais, depois de quatro dias consecutivos em queda. O temor de uma tempestade tropical no Golfo do México puxou os preços ontem. Com relação às ações da Telemar, os investidores acompanham com algum otimismo os desdobramentos do processo de reestruturação da companhia.

Ranking
Entre os papéis que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram Telemar PN (+4,05%), Telemar Norte Leste PNA (+3,30%) e Telemar ON (+3,08%). As maiores baixas foram Light ON (-3,30%), Perdigão ON (-3,00%) e Ipiranga Petróleo PN (-2,81%).


Juros
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o DI com vencimento em janeiro/08 fechou o pregão com taxa de 14,33% (ante 14,31% quinta); DI janeiro/07, 14,32% (14,31%); e DI janeiro/09, 14,35%, estável.



Câmbio
O dólar comercial avançou 0,23%, vendido a R$ 2,146, enquanto o risco-país tinha elevação de 3,35%, aos 216 pontos. A moeda norte-americana teve desvalorização de 0,92% na semana. O dólar paralelo teve baixa de 1,25%, a R$ 2,37, e o turismo avançou 0,44%, a R$ 2,24.

Leilão
O Banco Central realizou leilão de compra de divisas, com corte a R$ 2,143. A instituição aumentou sua atuação no câmbio. Além dessas operações praticamente diárias, ontem fez uma oferta de contratos de swap cambial reverso, o que corresponde à compra de moeda no mercado futuro. As cotações interromperam a tendência de queda, porém operadores apostam que elas devem continuar rumando para os R$ 2,10, já que a entrada de recursos no mercado se mantém elevada.

Com agências Estado, Folhapress e AFP

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