Influência externa
Indicadores sobre a economia dos Estados Unidos divulgados ontem reforçaram as apostas do mercado de que o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano não precisará voltar a elevar os seus juros tão cedo. Assim, a Bovespa oscilou entre o patamar mínimo de 37.209 pontos e o máximo de 37.697 pontos e fechou em alta de 1,02%, aos 37.677 pontos, com giro de R$ 4,223 bilhões - o volume acima da média diária de R$ 2,06 bilhões de agosto é explicado pelo vencimento do Ibovespa futuro.

Câmbio
O dólar comercial, na terceira desvalorização seguida, teve queda de 0,18%, vendido a R$ 2,138, e no final da tarde o risco-país subia 1,46%, para 209 pontos.

Pesquisa
O Banco Central comprou divisas à vista em leilão, com corte a R$ 2,1335, mas, como essas intervenções praticamente diárias não têm sido suficientes para conter a baixa das cotações -já que o ingresso de recursos se mantém elevado-, ele está fazendo uma pesquisa entre as instituições financeiras para avaliar a demanda e decidir se realiza hoje uma oferta de contratos de swap cambial reverso, operação que equivale à compra de moeda no mercado futuro.

Nos EUA
O CPI (Índice de Preços ao Consumidor) nos EUA saiu pela manhã. O indicador apontou inflação de 0,4% em julho, dentro das expectativas dos economistas, e o seu núcleo (que exclui os preços de alimentos e energia) ficou em 0,2%, quando se previa 0,3%. O Fed também informou que a produção industrial americana cresceu apenas 0,4% no mês passado -os analistas projetavam um aumento de 0,5%.

Juros
Na semana passada, em reunião do comitê de política monetária do Fed, a taxa de juros dos EUA foi mantida em 5,25% ao ano, após uma série de 17 aumentos consecutivos. Entretanto, a instituição ressalvou que ainda há riscos inflacionários e que o rumo dos juros depende da inflação.

Nova Iorque
Wall Street também se animou pela perspectiva de manutenção dos juros no atual patamar. A Bolsa de Nova York subiu 0,86%, para 11.327,12 pontos, e a Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) teve elevação de 1,63%, aos 2.149,54 pontos.

Petróleo
Os contratos futuros de petróleo fecharam no nível mais baixo desde junho na New York Mercantile Exchange (Nymex), tendo registrado queda forte também na Intercontinental Exchange (ICE, de Londres). Na Nymex, os contratos de petróleo bruto para setembro fecharam a US$ 71,89 por barril, em queda de US$ 1,16. Na ICE, os contratos do petróleo Brent para setembro fecharam a US$ 73,08 por barril, em queda de US$ 0,72.

Gasolina
O comportamento do mercado de futuros de petróleo e derivados foi determinado pelos contratos de gasolina, que caíram ao nível mais baixo desde 17 de maio em reação aos dados dos estoques norte-americanos na semana passada. Traders disseram que a continuidade do cessar-fogo no Líbano e a redução das projeções de demanda global da Opep para 2006 contribuíram para as quedas dos preços. Segundo o Departamento de Energia dos EUA, a demanda norte-americana por gasolina sofreu uma queda de 1,7% na semana até 11 de agosto. Esta foi a primeira queda em quatro semanas, ainda durante o período de férias de verão, quando a demanda costuma ser grande.

Contas públicas
O resgate elevado de títulos em julho fez com que a dívida do governo brasileiro caísse para R$ 1,013 trilhão, uma queda de 0,21% na comparação com o mês anterior. Segundo nota conjunta do Tesouro Nacional e do Banco Central, os resgates superaram as emissões de novos papéis em R$ 13,85 bilhões. Já o impacto dos juros sobre a dívida no mês passado foi de R$ 11,68 bilhões.

Prefixada
A parcela da dívida que é prefixada caiu de 31,45% em junho para 30,36% no mês passado. A queda normalmente ocorre no começo de cada trimestre porque o Tesouro concentra nesses meses os vencimentos desses papéis.

Atrelada
Já a parcela da dívida que é atrelada à Selic, também chamada de pós-fixada, apresentou uma pequena alta, passando de 46,25% do total para 46,95%. Quanto menor a dívida pós-fixada, melhor para o governo, que terá mais previsibilidade para fazer os pagamentos. Em relação à dívida indexada a índices de preços, o total ficou em 21,91% no mês passado, ante 21,73% em junho.

Dólar
O montante da dívida atrelado ao dólar agora está negativo em 1,44%, levando em conta as operações de ''swap reverso'' - o governo paga juros e, em troca, recebe a variação do dólar. Com isso, o governo tem créditos a receber em dólar. O patamar é o mesmo que foi registrado no mês passado.

Prazos
Foi registrado no mês passado uma queda no prazo médio das emissões, que passou de 30,2 meses em junho para 28,5 meses em julho. Segundo a nota, essa redução ocorreu por conta da elevada participação de Letras do Tesouro Nacional (LTNs), que são papéis de prazo mais curto. O prazo médio do estoque passou de 29,2 meses para 30 meses em julho. Já a parcela da dívida que vence no curto prazo -em até 12 meses- está em 41,2%.

Com agências Estado, Folhapress e AFP

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