MERCADO FINANCEIRO
Dia de pressão
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu 1,05% ontem, aos 36.556 pontos. O volume financeiro somou R$ 1,79 bilhão. O enfraquecimento do mercado acionário americano reforçou a pressão negativa gerada pela queda das ações da Petrobras e Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) -que detêm juntas quase 20% da carteira do Ibovespa (índice das ações mais negociadas). A expectativa pelos números de inflação e atividade dos Estados Unidos nesta semana reforçou o tom conservador do pregão paulista.
Análise
De acordo com o analista da corretora Ativa S.A. Guilherme Marins, a queda acentuada das ações de Petrobras, Banco do Brasil e Vale do Rio Doce contribuiu para o descolamento parcial da Bovespa em relação ao comportamento das Bolsas americanas.
Petrobras
As preferenciais da Petrobras, que detêm 11,278% do Ibovespa, caíram 2,40%, a R$ 44,31. Já as ações PNA da mineradora (8,4015% ) perderam 1,66%, a R$ 41,30. Os volumes financeiros foram de R$ 224 milhões e R$ 111 milhões, respectivamente.
Reação
A queda em Petrobras refletiu a reação dos investidores ao lucro ''um pouco abaixo'' do esperado para o segundo trimestre do ano e da retração nos preços do petróleo no mercado mundial, citou um operador do Rio de Janeiro. Na sexta-feira, após o fechamento, a companhia divulgou ganho líquido de R$ 6,9 bilhões no período, alta de 42% ante igual trimestre de 2005. Já os contratos commodity do tipo WTI foram negociados em Nova York a US$ 73,53 no vencimento de setembro, com queda de US$ 0,82.
Vale
No caso da Vale, o profissional, que preferiu não ser identificado, citou como fator de influência negativa a oferta de compra para a canadense Inco, anunciada na última semana.
Câmbio
O dólar encerrou em leve baixa nesta segunda-feira, atento ao cenário externo mais tranquilo, mas a cautela antes da divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos e a atuação do Banco Central no mercado evitaram um declínio maior. A divisa norte-americana terminou em queda de 0,23%, a R$ 2,161.
Trégua
No quadro internacional, o dia foi de mais tranquilidade diante do início do cessar-fogo no Líbano, o que trouxe otimismo aos mercados. A melhora dos mercados, porém, foi cautelosa, já que os investidores aguardam a divulgação de dados sobre a inflação dos EUA nesta semana, em busca de sinais sobre a próxima decisão do Federal Reserve na política monetária.
Petróleo
No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do ''light sweet cru'' para entrega em setembro perdeu 82 centavos, fechando a US$ 73,53. Em Londres, o barril do Brent do mar do Norte para entrega no mesmo período, fechou em baixa de 1,33 dólar, cotado a US$ 74,30.
Previdência
Os fundos de previdência já captaram R$ 9,9 bilhões em novas aplicações nos primeiros seis meses deste ano, segundo balanço divulgado ontem pela Associação Nacional de Previdência Privada (Anapp). O resultado representa um aumento de 21,2% em relação ao volume captado no primeiro semestre de 2005 (R$ 8,2 bilhões). No total, o volume de recursos depositados no sistema de previdência privada já chega a R$ 84,7 bilhões.
VGBL
O bom desempenho do setor em 2006 pode ser creditado à alta de 43,54% da captação dos fundos VGBL, que atingiu R$ 6,2 bilhões no período. Com isso, o produto já corresponde a 63% do volume de novos depósitos que ingressaram no sistema no período.
Comparações
O PGBL teve captação de R$ 2,1 bilhões, com alta de 9,8% na comparação com o primeiro semestre de 2005, quando captou R$ 1,9 bilhão. Por sua vez, os planos tradicionais chegaram a captar R$ 1,4 bilhão, com queda de 17,9% na comparação com o primeiro semestre de 2005, quando captaram R$ 1,8 bilhão.
Seguradoras
Em relação às seguradoras, a Bradesco Vida e Previdência lidera o ranking de captação, com 38% dos volumes de contribuição, seguida pela Itaú Vida e Previdência (18%), Brasilprev (11%), Unibanco (8%), Caixa Vida e Previdência (7%), HSBC (4%), Real (3%), Santander (3%), Icatu Hartford (2%) e Capemi (1%). As demais seguradoras somam 5% do total de novas contribuições.
PepsiCo
A gigante mundial de bebidas PepsiCo nomeou, ontem uma mulher, Indra Nooyi como nova presidente-executiva - a primeira ascensão de uma indiana ao mais alto posto da empresa americana. Nooyi, de 50 anos, sucederá ao atual presidente-executivo, Steve Reinemund, em 1º de outubro, mas Reinemund continuará trabalhando para a empresa até maio do ano que vem. Natural de Madras e graduada na Escola de Negócios de Yale, Nooyi disse que recebia com ''humildade'' a nomeação à presidência-executiva da direção da PepsiCo, após ocupar cargos de presidente e chefe da divisão financeira na companhia desde maio de 2001. A nomeação de Nooyi acontece em meio a uma batalha da Pepsi e da Coca-Cola contra as acusações surgidas na Índia de que bebidas de ambas empresas continham altos níveis de pesticidas.
Com agências Estado, Folhapress e AFP





