Câmbio
O dólar terminou a segunda-feira com ligeira alta, acompanhando o avanço dos preços internacionais do petróleo e com uma posição de cautela antes da reunião do Federal Reserve. A divisa registrou variação positiva de 0,09%, a R$ 2,185. Operadores disseram que ingressos de recursos ajudaram a evitar um avanço maior da moeda norte-americana, que chegou a recuar 0,27% na mínima do dia, a R$ 2,177.

Petróleo
''O mercado ficou olhando a questão do petróleo, que fechou acima dos US$ 77 o barril'', comentou Júlio César Vogeler, operador de câmbio da corretora Didier Levy, acrescentando que o volume de negócios não foi expressivo. Os preços do petróleo subiram mais de US$ 2 em Nova Iorque e Londres, impulsionados pelos conflitos no Oriente Médio e pelo fechamento de um campo petrolífero da BP no Alasca.


Wall Street
Em Nova Iorque, o índice Dow Jones fechou em queda de 0,19% e o Nasdaq fechou em queda de 0,60%. O rendimento dos Treasuries (títulos americanos) de dez anos, referência do mercado, subia levemente no final da tarde, a 4,919%.

Fed
Ainda no front internacional, o principal foco da semana está na decisão do Fed sobre o juro norte-americano, a ser anunciada hoje. Na espera, os mercados adotam uma postura mais cautelosa. ''O mercado está aguardando qual será o posicionamento do BC norte-americano em relação às suas taxas de juro'', acrescentou Vogeler. Ele citou que o mercado estará de olho no comunicado divulgado junto com a decisão.

Sem surpresa
Segundo Francisco Carvalho, gerente de câmbio da corretora Liquidez, o mercado não ficará totalmente surpreso se o Fed promover mais um aumento de 0,25 ponto percentual no juro.

Fundos
Os fundos de investimento brasileiros tiveram uma captação líquida R$ 1,6 bilhão em julho deste ano, totalizando R$ 45,3 bilhões no acumulado do ano. O resultado do mês mostra um avanço de 0,20% sobre igual período do ano passado e o do ano, de 6,29%. O patrimônio administrado pela indústria alcançou R$ 828,6 bilhões no encerramento de julho, contra R$ 655,6 bilhões registrados em julho do ano passado e R$ 719,9 bilhões no final de 2005.

Destaque
No mês passado, o destaque de captação ficou com os fundos referenciado DI (formados principalmente por títulos atrelados aos juros), com R$ 1,577 bilhão, seguidos pelos multimercados (de maior risco), com R$ 1,413 bilhão e Previdência, com R$ 832 milhões.

Resgates
Do lado dos resgates, os fundos de renda fixa apresentaram saída líquida de cerca de R$ 2,5 bilhões, seguidos pelos de dívida externa, com R$ 324 milhões. Os fundos multimercados se destacaram em rentabilidade no mês passado. Dentre esses, o segmento com renda variável obteve rentabilidade média de 2,01%.

Multimercados
No ano, os multimercados com renda variável acumulam rentabilidade de 12,23%, comparado com um CDI (Certificados de Depósitos Interbancários, que acompanham a taxa básica) de 9,01% e Selic de 9,04%.

Bradesco
O Bradesco obteve lucro líquido de R$ 3,132 bilhões no primeiro semestre deste ano. O resultado é 19,5% superior ao de igual intervalo de 2005 e supera o lucro do Itaú nos primeiros seis meses deste ano, que somou R$ 2,958 bilhões e liderava o ranking de maiores ganhos da história dos bancos brasileiros no período, segundo levantamento da consultoria Economática.

Bradesco 2
No segundo trimestre, o lucro do Bradesco foi de R$ 1,602 bilhão, 4,7% maior do que nos primeiros três meses de 2006 - R$ 1,530 bilhão. Do lucro obtido pelo Bradesco no primeiro semestre, 33% teve origem nas atividades de seguros, previdência e capitalização, 23% na carteira de crédito, 25% nas receitas de prestação de serviços, 11% com resultados de tesouraria, títulos e valores mobiliários e 8% no resultado das captações. De janeiro a junho, a Bradesco Seguros e Previdência apresentou lucro de R$ 1,041 bilhão, uma avanço de 30,1% sobre os primeiros seis meses do ano passado.

Crédito
A carteira de crédito do Bradesco, incluindo avais e fianças, alcançou a marca de R$ 102 bilhões, uma evolução de 30,2% no ano e de 7,2% no trimestre. Sem considerar os avais e fianças, os empréstimos atingiram R$ 88,6 bilhões, aumento de 27% no ano. O avanço dos empréstimos foi puxado principalmente pelo crédito para pessoa física, que cresceu 39,9% no primeiro semestre e somou R$ 10,8 bilhões. Os financiamentos para empresas cresceram 19,9% no mesmo período e chegaram a R$ 8,1 bilhões. As receitas de prestação de serviços totalizaram R$ 4,131 bilhões no final de junho, aumento de 20,8% sobre junho de 2005.
Os ativos totais do banco cresceram 19,7% sobre junho do ano passado e chegaram a R$ 232,9 bilhões.

Focus
O mercado financeiro não mexeu em suas projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2006 que, pela nona semana consecutiva, está em 3,60%, mas, respondendo à surpresa negativa da semana passada, reduziu de 4,15% para 4% a estimativa para o aumento na produção industrial este ano. Os dados são da pesquisa semanal Focus, feita com 100 instituições financeiras e divulgada ontem.

PIB e indústria
Na semana anterior, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a produção na indústria caiu 1,7%, abaixo das expectativas. Para 2007, tanto a projeção para o crescimento do PIB, como a da produção industrial ficaram inalteradas em, respectivamente, 3,70% e 4,50%. Para a relação dívida líquida/PIB, o mercado reduziu ligeiramente sua previsão para 2006, de 50,50% para 50,40%, mantendo em 49,20% a estimativa para 2007.

Com agências Estado, Folhapress e AFP

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