MERCADO FINANCEIRO
Vale puxa Bovespa
Puxada pelas ações da Companhia Vale do Rio Doce, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu 0,44% ontem, para 37.451 pontos, com giro de R$ 1,930 bilhão. A Bolsa acompanhou de perto o movimento em Wall Street - o dia começou negativo no mercado americano, porém bons resultados corporativos animaram os investidores.
Dólar
Embora o Banco Central tenha realizado mais um leilão de compra de divisas -com corte a R$ 2,186 -, o dólar comercial caiu 0,18%, vendido a R$ 2,178, enquanto o risco-país tinha baixa de 3,56%, aos 220 pontos.
Juros
No mercado de juros futuros da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o contrato de DI de janeiro de 2008, um dos mais negociados, encerrou a sessão com taxa de 14,58% (14,62%), com 157 mil contratos. O DI de janeiro/09 fechou a 14,81% (14,84% quarta); DI janeiro/07, 14,40% (estável).
Lucro
Na quarta-feira, após o encerramento do expediente, a Companhia Vale do Rio Doce anunciou que seu lucro líquido no segundo trimestre cresceu 12,2% em relação ao verificado no mesmo período de 2005, para R$ 3,9 bilhões. As ações preferenciais da empresa, as mais negociadas no pregão ontem, subiram 1,19%, a R$ 44,70. As ordinárias ganharam 1,56%, a R$ 51,80.
Indicadores
A cautela ainda dá o tom dos negócios, entretanto. Os investidores aguardam a divulgação hoje de indicadores econômicos norte-americanos. Nos Estados Unidos, saem a taxa de desemprego e os ganhos por hora do trabalhador referentes a julho.
Fed
O Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano volta a se reunir no próximo dia 8 para deliberar sobre a taxa de juros, que está em 5,25% ao ano. Ela foi elevada em junho pela 17 vez consecutiva, em 0,25 ponto percentual, e a autoridade monetária disse que aumentos adicionais dependem do comportamento dos indicadores. Por isso, os indicadores são acompanhados com máxima atenção e determinam o humor do mercado.
Wall Street
A Bolsa de Nova Iorque teve alta de 0,38%, a 11.242,59 pontos, e a Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) avançou 0,65%, para 2.092,34 pontos.
Dívida
O governo brasileiro divulgou ontem que conseguiu trocar US$ 500,3 milhões (valor de face) em títulos da dívida externa em leilão, alongando parte dos vencimentos da dívida para 2037 na operação chamada de ''exchange offer'' (programa de troca). A expectativa era trocar até US$ 1,5 bilhão. O Tesouro Nacional não quis comentar a demanda abaixo do valor previsto.
Leilão
O leilão, iniciado na semana passada, envolveu troca dos papéis com vencimento em 2020 (US$ 149,37 milhões), 2024 (US$ 234,26 milhões, dividido em dois títulos), 2027 (US$ 131,37 milhões) e 2030 (US$ 157,68 milhões) por novos com vencimento em 2037. O estoque remanescente dos títulos que participaram do leilão é de US$ 8 bilhões. Já o Global 2037 soma agora cerca de US$ 2 bilhões.
Spread
A troca teve um ''spread'' (custo da operação) de 205 pontos básicos acima dos juros pagos por papéis do Tesouro norte-americano. Esse spread é similar ao da captação externa feita em março, quando o governo emitiu US$ 500 milhões na reabertura do Global 2037, o mais baixo para um bônus global, com retorno de 6,83% ao ano. Na emissão original, em janeiro, o spread foi de 295 pontos, com taxa de retorno ao investidor de 7,57% ao ano.
Objetivo
A operação tem como objetivo alongar o prazo de vencimento da dívida e, ao mesmo tempo, reduzir o pagamento de juros pelo Tesouro Nacional. Os títulos com vencimento em 2030, por exemplo, pagam juros de 12,5% ao ano, enquanto os papéis emitidos agora têm taxa de 7,125% ao ano.
Petróleo
Os preços do petróleo terminaram em leve queda ontem, sob influência da tempestade tropical Chris que acabou perdendo força, depois de ameaçar se transformar em furacão, mas o mercado continua preocupado com a escalada de violência no Oriente Médio. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet'' para entrega em setembro perdeu 35 centavos, fechando a US$ 75,46, na primeira queda dos preços após três dias de altas.
Das agências Estado, Folhapress e AFP





