Dia de calmaria
A quarta-feira foi calma no mercado financeiro. Para isso, contribuiu a agenda fraca de indicadores e eventos econômicos: nos últimos dias, ao balizar as apostas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos, os índices têm provocado bastante volatilidade.

Bolsa
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) avançou 1,22%, para 37.288 pontos, com giro de R$ 2,260 bilhões. Com o fim das férias de verão nos EUA, cresceu um pouco o volume de negociações - em julho, a média diária ficou em R$ 1,482 bilhão, a pior desde agosto de 2005, segundo a consultoria Economática.

Dólar
Com o cenário externo mais tranquilo, o dólar comercial caiu 0,45%, vendido a R$ 2,182, enquanto o risco-país no final da tarde tinha queda de 1,78%, aos 220 pontos. O ingresso de recursos no mercado continua grande, por isso a tendência para as cotações é de baixa. E o Banco Central continua atuando para evitar maiores desvalorizações da moeda norte-americana - ontem, a instituição realizou leilão de compra de divisas com corte a R$ 2,178.

Wall Street
A Bolsa de Nova York subiu 0,67%, para 11.199,93 pontos, e a Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) teve alta de 0,81%, para 2.078,81 pontos. Os bons resultados trimestrais apresentados por algumas empresas, como a Time Warner, animaram.

Espera
Os investidores aguardam a divulgação de importantes indicadores na próxima sexta. Saem a taxa de desemprego nos EUA e os ganhos por hora do trabalhador referentes a julho. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informa os números da produção industrial de junho.

Empresas
A siderúrgica Gerdau anunciou que seu lucro líquido cresceu 6,2% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2005, para R$ 1,808 bilhão. Suas ações tiveram valorização de 2,92%, a R$ 34,50.

Arcelor
O lucro líquido da Arcelor Brasil caiu 45% no segundo trimestre, para R$ 509 milhões. Mesmo assim, as ações da empresa avançavam 3,31%, para R$ 37,40. A explicação para a alta é a decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de que a Mittal, que comprou a Arcelor, tem o ''dever legal'' de fazer uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) pelos papéis em poder dos minoritários. Em junho, a Mittal comprou a Arcelor por 29,6 bilhões de euros e, no entendimento da CVM, deve estender essa oferta aos demais acionistas da siderúrgica.

Ambev
As ações da AmBev subiram 2,17%, para R$ 894,01. A agência de classificação de risco Standard & Poor's aumentou o rating de crédito corporativo em moeda estrangeira da empresa de BBB- para BBB. O rating para crédito em moeda local permaneceu em BBB e a perspectiva para os dois ratings é positiva.

Européias 1
Os principais mercados de ações da Europa fecharam em alta, em reação a boas notícias sobre empresas dos dois lados do Atlântico. Na Europa, informes de resultados de empresas como Danone, BNP Paribas e Cadbury Schweppes deram sustentação às Bolsas, influenciadas também pela abertura em alta dos mercados norte-americanos, depois da divulgação dos balanços de companhias como Procter & Gamble e Time Warner.

Européias 2
O índice FT-100, da bolsa de Londres, fechou em alta 0,87%. Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 1,58%. E na bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX fechou em alta de 1,5%. A bolsa de valores de Zurique foi uma exceção, fechando em queda de 0,46%. O mercado foi pressionado pela queda de 3,41% das ações do Crédit Suisse, cujo informe de resultados decepcionou os investidores.

Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou o pregão de hoje com alta moderada, desafiando a pressão por realização de lucros após os fortes ganhos dos últimos pregões. O bom desempenho do mercado é explicado pelo interesse dos investidores em papéis de companhias que divulgaram bons resultados, principalmente empresas dos setores de construção e seguros. O índice Nikkei 225 fechou em alta de 0,2%, a 15.464,29 pontos, depois de uma queda de 0,1% ontem.


Petróleo
O preço do petróleo encerrou o dia em alta, com a divulgação de uma queda nas reservas de petróleo e de gasolina nos EUA ocorridas na semana passada. Também pressionaram a cotação da commodity o risco de formação de um furacão no Caribe e a violência no Oriente Médio. O barril do petróleo cru para entrega setembro, negociado na Bolsa Mercantil de Nova Iorque, encerrou o dia cotado a US$ 75,81, alta de 1,20%.

Das agências Estado, Folhapress e France

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