Câmbio
O dólar acumulou alta de apenas 0,42% em julho e encerrou o mês a R$ 2,176, com o fluxo positivo amenizando a pressão imposta por compras do Banco Central e por turbulências externas. Ontem, a divisa norte-americana registrou ligeira valorização de 0,05%.

Leilão
O Banco Central realizou leilão de compra de dólares quase diariamente em julho e ajudou a enxugar a liquidez do mercado. Os investidores também ficaram mais cautelosos por conta dos conflitos no Oriente Médio e das incertezas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos.

Fluxo
Mas analistas ressaltaram que o fluxo de ingresso de recursos continuou forte, e as mudanças na legislação cambial anunciadas este mês ficaram aquém do esperado, o que também ajudou a conter uma alta maior do dólar. Na semana passada, o governo divulgou novas medidas para o câmbio, entre elas a permissão para que exportadores mantenham, inicialmente, até 30% de seus ganhos com vendas externas fora do país.


Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo registrou em julho oscilação fraca, redução de volume e saldo negativo de estrangeiros, assim como aconteceu no mês anterior. Diante de incertezas quanto ao ritmo da economia e ao rumo do juro nos Estados Unidos, preponderou a cautela.

Fed
O divisor de águas do mercado, segundo analistas, deve ser a próxima reunião do Federal Reserve, marcada para 8 de agosto. Atualmente, o mercado está divido nas apostas sobre a decisão, se será pausa ou elevação de mais 0,25 ponto, o que levaria a taxa para 5,5 por cento ao ano. ''(O desempenho de) agosto vai ficar em boa parte na dependência do Fed'', previu Ademir Carvalho, operador da corretora Finabank.

Balanços
Agosto conta ainda com uma série de balanços de empresas brasileiras importantes, o que também influenciará os ativos, embora em menor escala. O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, encerrou o dia, com baixa de 0,81%, a 37.077 pontos, em linha com a realização de lucros de Wall Street, onde o Dow Jones perdeu 0,30%. No mês, o ganho do Ibovespa ficou em 1,22%, elevando a valorização no ano para 10,8%.

Destaques
Entre as maiores baixas do dia ficaram as ações preferenciais classe A da Cesp, que perderam 3,4%, a R$ 17. Já as preferenciais classe B dispararam 18,28%, para R$ 17,15, em seu primeiro dia de negociação, com o mercado repetindo o movimento que fez na oferta do Banco do Brasil, quando derrubou o papel até a fixação de preço e depois entrou forte na compra.

Vale
As ações da Vale também se sobressaíram entre as quedas, com baixa de 1,61%. O Bear Stearns disse ontem acreditar que a empresa seja a potencial compradora da canadense Inco, e alertou para alguns obstáculos para o negócio, embora veja impacto neutro nos lucros. Uma das preocupações da instituição é que a Vale entre numa prolongada guerra de preços. A Vale, por sua vez, disse que não comenta esse tipo de relatório.

Investidores
Os investidores estrangeiros continuaram retirando dinheiro da bolsa paulista em julho. O saldo no mês, até dia 26, está negativo em quase R$ 800 milhões. Em junho, o déficit alcançou R$ 2,26 bilhões e, em maio, a saída foi de R$ 1,5 bilhão. ''O apetite doméstico por ações deve compensar parcialmente a saída de US$ 575 milhões, por parte de investidores estrangeiros da Bovespa, divulgada até agora este ano'', ponderou a corretora Merrill Lynch em relatório.


Marcas
A Coca-Cola lidera a lista das marcas mais valiosas do mundo de 2006, com um valor de US$ 67 bilhões, mantendo a posição em que esteve no ano passado. O ranking é publicado todos os anos e elaborado pela consultoria de avaliação de marcas Interbrand em parceria com o grupo de mídia BusinessWeek. Todas as cinco maiores marcas são norte-americanas.

Ranking
Logo atrás da Coca-Cola aparecem Microsoft, IBM, GE e Intel. A finlandesa Nokia e a japonesa Toyota vêm em 6º e 7º lugares, respectivamente, e são seguidas pelas norte-americanas Disney e McDonald's. Na 10 posição figura a alemã Mercedes, em substituição à Marlboro, que caiu para o 12º lugar. Nenhum empresa brasileira integra a lista das 100 maiores marcas.

Valorização
O maior aumento do valor da marca entre o ano passado e este, de 46%, foi registrado pela Google. A empresa migrou da 38 para a 24 posição. Starbucks teve a segunda maior valorização, de 20%, e figura este ano no 91º lugar. No ano passado, estava em 99º.

Perda
A Gap, ao contrário, apresentou a maior perda, de 22%, e passou da 40 para a 52 posição. A marca Ford teve a segunda maior desvalorização, de 16%, e passou do 22º para o 30º lugar. A montadora enfrenta concorrência crescente com suas rivais japonesas e alemãs.

Cálculo
''O valor das marcas foi calculado como o valor presente líquido do lucro que a marca deverá gerar e garantir no período de 1º de julho de 2005 a 30 de junho de 2006. São avaliadas as marcas cujo valor mínimo é de US$ 2,7 bilhões, que alcançam um terço de seu lucro fora de seu país de origem, cujos dados de marketing e financeiros estão disponíveis ao público e que têm um amplo perfil de público fora de sua base de clientes diretos'', explica o comunicado da Interbrand.

Das agências Estado e Folhapress

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