MERCADO FINANCEIRO
Ata do Copom
A ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na manhã de ontem, esfriou as expectativas de quem apostava em um corte de 0,50 ponto porcentual na Selic na reunião que o comitê fará em agosto. O documento afirma que a política monetária deverá ser conduzida com ''mais parcimônia'', o que levou o mercado a entender que há maior espaço para um corte de 0,25 ponto percentual.
Reflexos
Com isso, os juros subiram na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Outro fato que mexeu com os mercados foi o anúncio, pelo Tesouro Nacional, de uma operação de troca de títulos da dívida externa. O risco Brasil caiu com a notícia, ajudando a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a fechar em alta, descolando-se das baixas em Wall Street. O mercado de dólar, por sua vez, operou em baixa até o Banco Central fazer um leilão de compra. A cotação da moeda fechou praticamente estável.
Bovespa
A Bovespa chegou a subir 1,41% ontem, atingindo o patamar máximo de 37.111 pontos, mas diminuiu o ritmo de elevação com a mudança de tendência em Wall Street e fechou em alta de 0,8%, aos 36.887 pontos, com giro de R$ 1,888 bilhão.
Destaques
Entre os papéis que compõem o Índice Bovespa, as maiores altas foram Sadia PN (+5,90%), Cesp PN (+5,10%) e Perdigão ON (+3,89%). As maiores baixas foram CCR Rodovias ON (-2,96%), Transmissão Paulista PN (-2,56%) e Itaúsa PN (-2,32%).
Empresas
O grupo Telemar informou que teve lucro líquido de R$ 283 milhões no segundo trimestre deste ano (R$ 0,74 por ação), o que significa um crescimento de 97% ante os R$ 144 milhões do primeiro trimestre e de 39% na comparação com os R$ 204 milhões do mesmo período de 2005. Suas ações tiveram valorização de 2,02%, a R$ 29,18.
Câmbio
O dólar comercial subiu 0,04%, vendido a R$ 2,192. Pela manhã, o Tesouro Nacional anunciou uma operação para melhorar o perfil da dívida externa, com a troca de títulos de vencimento em 2020, 2024, 2027 e 2030 por papéis de 2037. O alongamento do prazo foi bem recebido pelo mercado: o risco-país tinha baixa de 1,77%, aos 222 pontos, no final da tarde.
Risco
A proximidade do risco Brasil de seu nível histórico de baixa de 214 pontos base, atingido em 2 de maio deste ano, aumenta a expectativa de entradas de recursos estrangeiros no País e também favorece novas emissões externas com custos mais baixos.
Leilão
O Banco Central voltou a realizar leilão de compra de dólares, com corte a R$ 2,1877. Com a sua atuação diária no câmbio, as cotações devem oscilar entre R$ 2,18 e R$ 2,23 no curto prazo, segundo a projeção de analistas.
Juros
No mercado de juros futuros da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato de DI de janeiro de 2008, um dos mais negociados, encerrou a sessão com taxa de 14,65% (14,61% quarta). O DI de janeiro/09 fechou a 14,88% (14,81% quarta); DI janeiro/07, 14,41% (14,36% quarta).
Nos EUA
Os investidores no mercado acionário norte-americano começaram o dia bastante animados com o robusto lucro da Esso no segundo trimestre e o crescimento de 3,1% dos pedidos de bens duráveis feitos à indústria dos Estados Unidos em junho, mas o aumento dos preços do petróleo - o barril no exterior avançou 0,81%, para US$ 74,54 e a preocupação com a evolução das tensões no Oriente Médio pesaram.
Tecnologia
As ações de empresas de tecnologia registraram as maiores quedas. Assim, a Bolsa de Nova York caiu 0,02%, para 11.100,43, e a Nasdaq (que reúne ações de empresas do setor de tecnologia) teve baixa de 0,77%, aos 2.054,47 pontos.
Européias
As principais bolsas de valores européias fecharam em alta pelo segundo dia consecutivo. Traders disseram que informes de vendas ou de resultados financeiros de empresas importantes impulsionaram o sentimento positivo dos investidores. Na bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou em alta de 0,89%. O índice CAC-40, da bolsa de Paris, fechou em alta de 1,18%. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX fechou em alta de 1,36%. E na bolsa de Milão, o índice S&P-Mib fechou em alta de 0,81%.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio encerrou o pregão em alta forte, impulsionada pela divulgação dos resultados de montadoras de automóveis e empresas do setor de tecnologia. Os números, referentes ao período de abril a junho, superaram as expectativas do mercado. No final da sessão, o índice Nikkei 225 registrava ganho de 295,71 pontos (2%), em 15.179,78 pontos. O sólido crescimento dos lucros da Matsushita Electric Industrial e da Honda Motor estimulou a alta da bolsa. Ambas se beneficiaram da forte demanda no mercado norte-americano e da recente desvalorização do iene.
Com agências Estado, Folhapress e AFP





