Mais pessimismo
A Bovespa deu continuidade ontem ao pessimismo de quinta-feira. No início do dia, tentou uma recuperação, mas não teve forças para sustentá-la e acabou fechando em queda de 0,94%, aos 35.510 pontos, com giro de R$ 1,483 bilhão. Na semana, acumula alta de 0,45%.

Câmbio
Puxado pela expectativa de atuação do Banco Central - que se confirmou no fim da tarde, com um leilão de compra de divisas no mercado à vista-, o dólar comercial terminou o dia vendido a R$ 2,20, com elevação de 0,31%. Na semana, tem baixa acumulada de 0,59%. Às 18h15, o risco-país caía 0,42%, aos 235 pontos.

Wall Street
Em Wall Street, as ações de empresas de tecnologia lideraram as baixas após a fabricante de computadores Dell alertar os investidores de que seus resultados trimestrais vão ficar abaixo das expectativas devido a uma agressiva campanha de redução de preços. A Nasdaq (que reúne ações de companhias desse setor) teve queda de 0,93%, aos 2.020,39 pontos, e o índice Dow Jones caiu 0,55%, aos 10.868,38 pontos. As principais Bolsas européias também recuaram.

Cautela
Nas últimas semanas, o mercado brasileiro tem acompanhado de perto a tendência internacional, e, segundo analistas, deve continuar assim. E as incertezas a respeito da taxa de juros dos Estados Unidos são o principal motivo para a cautela dos investidores, por isso os indicadores e o desempenho das empresas são acompanhados de perto para tentar entender e prever o comportamento da inflação e o grau de aquecimento da maior economia mundial.

Empresas
As ações preferenciais da Vivo perderam 0,97%, a R$ 5,07, e as ordinárias tiveram desvalorização de 1,11%, a R$ 8,85, depois de a empresa informar que seu prejuízo no segundo trimestre subiu para R$ 493,1 milhões, ante R$ 252,7 milhões no mesmo período do ano passado.

Desapontamento
O mercado financeiro ficou desapontado com os números. ''Consideramos que o resultado da Vivo no segundo trimestre de 2006 foi extremamente fraco'', disse a corretora Ativa em relatório, classificando como ''decepcionante'' a estabilidade da base de clientes no período de um ano, já que o mercado de telefonia móvel no país teve expansão de 25%.

Longo prazo
Segundo analistas, no curto prazo as ações da companhia devem apresentar desempenho pior do que o do Ibovespa (principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo). Mas as perspectivas para o longo prazo ainda são positiva, já que os papéis sofreram desvalorização recentemente e espera-se melhora dos resultados da companhia no futuro.

GSM
A expectativa está baseada na potencial desaceleração da competição no segmento pré-pago e aumento no pós-pago, na implantação do sistema GSM e nos frutos da reestruturação societária do grupo.

Perdigão
As ações da Perdigão recuaram 6,12%, para R$ 26,80, e as da Sadia tiveram baixa de 1,8%, a R$ 6. Depois de a Perdigão ter mais uma vez recusado a proposta de compra feita pela concorrente, a Sadia suspendeu a oferta.


IGP-M
Beneficiada por quedas nos preços dos metais e da soja no atacado, a segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de julho subiu apenas 0,16%, bem abaixo da elevação em igual prévia em junho (0,56%). Com o resultado da prévia, o indicador, usado para reajustar contratos de aluguel e tarifa de energia, deve fechar o mês abaixo de 0,30% - bem inferior à elevação de junho (0,75%).

Empresários
Os empresários brasileiros estão menos otimistas com a evolução dos negócios e da economia. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), caiu de 55 pontos em abril para 52,9 pontos em julho, voltando ao nível de outubro de 2005. Pela metodologia da CNI, índices acima de 50 pontos indicam otimismo e abaixo de 50, pessimismo.

Intensidade
O resultado de julho mostra que a expectativa ainda é positiva, mas em menor intensidade do que em abril. O desânimo é maior entre as médias e pequenas empresas, setor em que o ICEI despencou de 53 para 50,6 pontos. Entre os grandes empresários, a confiança permanece elevada, embora tenha tido uma leve queda, passando de 58,9 para 57,6 pontos.

Com agências Estado, Folhapress e AFP

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