Recuperação
A recuperação dos principais índices acionários em Wall Street no final da jornada garantiu o fechamento positivo do principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ontem. O Ibovespa terminou aos 35.130 pontos, com alta de 0,76%. O volume financeiro somou R$ 1,7 bilhão. No câmbio, o dólar caiu 0,59%, a R$ 2,193.


Deterioração
A deterioração dos índices em Nova Iorque minou o desempenho da Bovespa na maior parte da sessão. E isso só foi revertido com a inversão da trajetória ascendente do petróleo, que impulsionou a arrancada final nas Bolsas americanas, observou o gestor da Máxima Asset Management, José Góes. O indicador Dow Jones fechou aos 10.799,23 pontos, com alta de 0,48%, após ter recuado aos 10.683 pontos na mínima e avançado aos 10.814 pontos, na máxima, pela manhã.


Conflitos
Os conflitos entre Israel e Líbano completam uma semana, atraindo a atenção dos mercados internacionais, que temem novos aumentos dos preços do petróleo. Além disso, investidores esperam mais dados sobre a inflação nos Estados Unidos e um discurso do chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, hoje. O mercado doméstico também espera a decisão do Comitê de Política Monetária Copom (Copom) sobre a taxa de juro, após o fechamento.

Petróleo
O preço do petróleo registrou queda ontem, apesar da continuidade da violência no Oriente Médio, entre Israel e Líbano. O barril do petróleo cru para entrega em agosto, negociado na Bolsa Mercantil de Nova Iorque, encerrou o dia cotado a US$ 73,54, em baixa de 2,34%.

Lucros
Segundo analistas, a queda de ontem se deveu à realização de lucros por parte dos investidores, com um movimento de vendas dos contratos para agosto no fim da sessão. Não está descartada, no entanto, a possibilidade de o preço do barril chegar a US$ 80 se o conflito entre os dois países prosseguir.

Temor
O temor entre os investidores é que a violência possa se alastrar para outros países da região e acabe por envolver grandes fornecedores de petróleo, como o Irã -que já causa preocupações devido a seu programa de enriquecimento de urânio.

Comércio
As vendas no comércio varejista no país cresceram 0,59% em maio na comparação com abril, de acordo com pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O segmento de Móveis e eletrodomésticos registrou a maior alta, 5,61%. O IBGE considera que a variação indica manutenção do crescimento dos negócios do varejo em relação a abril, quando a alta foi de 1,52%. Em março, o incremento havia sido de 0,13%. Já em fevereiro, houve queda de 3,86% no volume das vendas. Na comparação com maio do ano passado, as vendas avançaram 7,32%. No ano, a alta acumulada é de 6%.

Fertilizantes
A norueguesa Yara adquiriu 48,09% das ações da brasileira Fertibrás por US$ 126 milhões (R$ 278,7 milhões), o que representa 99,95% das ações com direito a voto. A operação precisa da autorização das autoridades brasileiras. A Yara pretende promover uma reorganização societária envolvendo a Fertibrás e a Yara Fertilizantes (antiga Adubos Trevo). No entanto, não está previsto o fechamento de fábricas no País. Com a aquisição, a Yara aumentará sua fatia no mercado brasileiro de fertilizantes de 9% para cerca de 14%. Os líderes são a Bunge e a Mosaic (antiga Cargill).


Lucro da Coca
O lucro da fabricante norte-americana de bebidas Coca-Cola registrou um crescimento de 7% no segundo trimestre deste ano, na comparação anual, informou a empresa ontem. Segundo a Coca-Cola, o lucro no período foi de US$ 1,84 bilhão, contra US$ 1,72 bilhão no mesmo trimestre de 2005 - parte dos lucros incluem os ganhos referentes à venda de ações em um IPO (oferta pública inicial, na sigla em inglês) de uma engarrafadora na Turquia. O lucro anunciado ontem superou o esperado pelos investidores.

Cifras
As receitas no trimestre passado tiveram alta de 3%, subindo para US$ 6,48 bilhões, contra US$ 6,31 bilhões no mesmo período de 2005. No primeiro semestre deste ano, a Coca-Cola registrou lucro de US$ 2,94 bilhões, um aumento de 8% na comparação com o mesmo semestre do ano passado -quando o lucro registrado foi de US$ 2,73 bilhões. Já as receitas no período foram de US$ 11,70 bilhões, 2% a mais que os US$ 11,52 bilhões há um ano.

Europa
Os principais mercados de ações da Europa fecharam em queda ontem, em dia marcado pela volatilidade, pela cautela diante da violência no Oriente Médio e pela incerteza quanto à direção das taxas de juro nos Estados Unidos e aos lucros das empresas. Entre as ações que caíram estavam as do setor de tecnologia, depois de a francesa Atos Origin anunciar que terá de rever para baixo sua projeção de receita para 2006.

Incertezas
As incertezas que cercam os mercados favoreceram ações de setores defensivos, como saúde, produtos de higiene e energia. As ações das cervejarias subiram, depois de a holandesa Heineken elevar sua previsão de lucro para o ano. O índice FT-100, da bolsa de valores de Londres, fechou em queda de 0, 34%. Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em queda de 0,33%; na bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX fechou em queda de 0,37%; e na bolsa de Milão, o índice S&P-Mib fechou em queda de 0,29%.



Com as agências Estado, Folhapress e AFP

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