Estabilidade
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que chegou a cair 1% na mínima do dia, pela manhã, terminou a sexta-feira quase estável, ainda com volume financeiro pequeno. Recuou 0,01%, para 35.349 pontos, com giro de R$ 1,595 bilhão, e na semana acumula queda de 2,08%.

Destaques
Entre os papéis que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram Souza Cruz ON (+8,35%), Perdigão ON (+5,02%) e Ipiranga Petróleo PN (+3,43%). As maiores baixas foram Tim Par PN (-3,90%), Light ON (-3,03%) e Braskem PNA (-2,92%).

Exterior
O nervosismo no exterior foi bem maior do que o sentido no mercado local. A Bolsa de Nova Iorque caiu 0,99%, para 10.739,35 pontos, e a Nasdaq (que reúne ações de empresas do setor de tecnologia) teve queda de 0,81%, aos 2.037,35 pontos. As européias e asiáticas também registraram fortes baixas. Tudo isso por causa do acirramento da tensão no Oriente Médio, que provocou um novo recorde dos preços do petróleo: o barril terminou o dia a US$ 77,03 em Nova Iorque.

Violência
O temor é de que a violência entre Israel e Líbano, maior a cada dia, envolva outros países da região, prejudicando o fornecimento mundial do combustível. A elevação dos preços também pressionaria a inflação e obrigaria os Estados Unidos, maior consumidor, a aumentar mais seus juros.

Bônus
O rendimento dos bônus do Tesouro a 10 anos recuou para 5,059% contra 5,071% na noite de quinta-feira, e o do a 30 anos a 5,111% contra 5,115% também na noite de quinta-feira.

Dólar
No mercado interno, o dólar comercial teve baixa de 0,31%, vendido a R$ 2,213 - com 1,42% de elevação na semana -, e o risco-país caiu 0,39%, a 252 pontos. O Banco Central, que vem realizando diariamente leilões de compra de dólares, atuou novamente ontem. O corte foi em R$ 2,2087 e a quantidade adquirida não é informada, mas a operação não chegou a mexer com as cotações.

Futuro
No mercado de dólar futuro, os sete vencimentos negociados projetaram quedas: para 1º de agosto/06, -0,36% a R$ 2,222; e para 1º de abril/07, -0,21% a R$ 2,353. O volume negociado permaneceu em cerca de US$ 7,79 bilhões, com 154.800 contratos.

Juros
Na BM&F, o contrato de DI de janeiro de 2008, um dos mais negociados, encerrou a sessão com taxa de 14,90%, ante 14,96% quinta e 14,86% na última sexta-feira. O DI de janeiro/09 fechou a 15,23% (15,27% quinta e 15,11% há uma semana); DI janeiro/07, 14,55% (14,57% e 14,59% há uma semana).

Indicadores
Nos próximos dias, as atenções continuarão concentradas no cenário externo, especialmente no petróleo, no Oriente Médio e nos indicadores sobre a economia dos EUA. A agenda de indicadores será pesada. Internamente, o destaque será a reunião do Copom, na terça e quarta-feira. Segundo o AE-Projeções, 57 das 61 instituições financeiras consultadas esperam um corte de 0,50 ponto porcentual, para 14,75% ao ano.

Fed
Já nos Estados Unidos, os índices de inflação ao produtor (PPI) e ao consumidor (CPI) também serão anunciados, respectivamente, na terça e quarta-feira. O mercado também deverá monitorar o depoimento do presidente do Fed, Ben Bernanke, no Senado na quarta e na Câmara, na quinta-feira, mesmo dia em que será divulgada a minuta da última reunião do Fed, em 29 de junho.

Européias
As bolsas européias fecharam em queda, com as ações sendo pressionadas pelos renovados recordes do petróleo em meio ao aumento da tensão no Oriente Médio e o contínuo declínio da Bolsa de Nova Iorque. O índice DAX Xetra 30, da Bolsa de Frankfurt, caiu 1,9% para 5.422 pontos, enquanto o CAC-40, da Bolsa de Paris, recuou 1,5% para 4.780 pontos, e o índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, declinou 1% para 5.707 pontos.

Tóquio
A decisão do Banco do Japão de encerrar sua política de juro zero, já esperada pelo mercado, não foi suficiente para evitar uma nova queda da Bolsa de Tóquio, num dia em que os investidores ficaram de olho nos acontecimentos do Oriente Médio. Foi o quarto pregão consecutivo de baixa no índice Nikkei-225, que perdeu 252,71 pontos (-1,7%), a 14.845,24 pontos. A primeira elevação dos juros desde agosto de 2000 (para 0,25% ao ano) vinha sendo objeto de intensa especulação ao longo da semana.

Com agências Estado, Folhapress e AFP

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